Jornal Razão: Uma professora apaixonada pela alfabetização

13 Setembro 2017 10:41:00

Ivanes Rockenbach Furtado atua como alfabetizadora de jovens e adultos no Sesc Ler, em Tijucas

Foto: Lorran François Barentin/Jornal Razão

Texto: Jornal Razão/Tijucas

O Dia Mundial da Alfabetização, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no ano de 1967, é comemorado em 8 de setembro e tem como principal objetivo fomentar a alfabetização no mundo. A alfabetização não é apenas o processo de aprendizagem de ler e escrever, é também um dos elementos responsáveis pelo desenvolvimento de uma nação.

Um país cuja população é alfabetizada e letrada apresenta melhores índices de desenvolvimento humano. Isso porque, ao entrar em contato com o conhecimento, o cidadão aumenta as chances de conseguir um emprego melhor e, por consequência, melhores salários. Vários países têm assumido o compromisso de combater o analfabetismo. Os resultados desses esforços já foram notados, com a alfabetização atingindo cerca de 84% da população mundial, segundo dados da ONU.  

A alfabetização influi de maneira decisiva na vida das pessoas: uma sociedade alfabetizada e letrada certamente é uma coletividade melhor e mais bem organizada. Saber ler e escrever é fator essencial para o empoderamento e autoestima de homens, mulheres e crianças. Esse é apenas mais um dos diversos motivos para que o conhecimento seja, de fato, democratizado e chegue para o maior número de pessoas, não importando questões geográficas ou sociais.  

Contudo, atualmente, conforme pesquisa realizada pela ONU, 781 milhões de adultos em todo o mundo não sabem ler, escrever ou contar, e cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais, isto é, passaram pela escola, mas não conseguem compreender aquilo que leem. As regiões do Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda são repletas de profissionais que atuam diretamente na alfabetização. 

Mestra da alfabetização

A professora Ivanes Rockenbach Furtado (43 anos), natural de Santa Helena (PR) e criada no extremo-oeste catarinense, tem uma história brilhante, de mais de 22 anos de dedicação a educação. No período da adolescência, muito antes de ingressar num curso superior, ela já sabia em qual ramo construiria uma carreira profissional. Bem diferente de milhões de jovens que sofrem com a indecisão, Ivanes tinha convicção da sua trajetória. Desde criança se identifica pelos ofícios de professora.

"Desde muito cedo sou fascinada pela profissão de professora, pelo ambiente da sala de aula, não poderia ter feito outro curso sem ser pedagogia", comenta.  

A aptidão por ensinar começou na adolescência. Rockenbach conta que ajudava colegas de sala a superarem suas dificuldades em algumas disciplinas. Na cidade de São João do Oeste (SC), Ivanes cursou o Ensino Fundamental no Colégio Madre Benvenuta. Já na escola, no E M Funei, localizada no município de Itapiranga (SC), concluiu o Ensino Médio. Em seguida, os voos foram maiores. Ivanes se graduou em pedagogia pela Unoesc, fez especialização em educação de série iniciais do Ensino Fundamental e, recentemente, em coordenação pedagógica.  

Ivanes se mudou para Tijucas em 2001, desde então trabalha na rede Municipal de Ensino como professora alfabetizadora. Passou por diversos cargos. Atualmente trabalha na Escola de Educação Básica Mercedes Júlia Adão, localizada no Centro, na rua Coronel Conceição (rua do Caju). 

"Hoje me considero tijucana, me apaixonei por essa terra, por essa gente. Aqui tive muitas oportunidades de crescimento profissional. Eu amo esse lugar", enfatiza.  

Há nove anos, a Ivanes atua como professora alfabetizadora do projeto EJA (Escola para Jovens e Adultos) do Sesc Ler. De segunda a sexta-feira. Ela vivencia marcantes experiências. E no fim do processo de alfabetização carrega consigo o sentimento de dever cumprido, por ter ensinado mais um cidadão a ler e escrever.  

"Todos tem o direito de aprender, de entender tudo que nos cerca. Então, quando conseguimos ver uma pessoa sendo alfabetizado temos o sentimento de conquista. É uma conquista fazer parte do mundo letrado", ressalta.  

Simpática e muito dedicada, a professora sabe que seu ofício é uma grande responsabilidade, no entanto encara o cotidiano de trabalho com extrema alegria, pois ama o que faz. Ela afirma que lidar com os estudantes na sala de aula é um desafio, mas, afirma sorrindo, que não há maior realização do que ensinar. 

Mensagem aos alfabetizadores

Nessa passagem tão especial, dos profissionais que trabalham incessantemente para alfabetizar os cidadãos da região, a professora Ivanes deixa uma sucinta e singela mensagem a todos: "Sabemos que não é fácil, mas se nós acreditarmos, nós conseguimos. Nós podemos!".

Confira videorreportagem do Jornal Razão:



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