Colombo reúne secretários de Estado para avaliar impactos em SC da operação Carne Fraca

20 Março 2017 10:37:00

Nesta segunda-feira (20) nova reunião está marcada para discutir o assunto com instituições do Estado

Foto: James Tavares/Secom

O governador Raimundo Colombo se reuniu, neste domingo (19) à tarde, com os secretários da Agricultura, Moacir Sopelsa, da Fazenda, Antonio Gavazzoni, da Casa Civil, Nelson Serpa, e da Comunicação, João Debiasi, o secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, e os presidentes da Cidasc, Enori Barbieri, e da Epagri, Luiz Hesmann, para avaliar os reflexos da operação Carne Fraca para Santa Catarina.

Colombo disse que a rigorosa fiscalização dos produtos de origem animal no Estado sempre buscou garantir a qualidade na produção e na comercialização dos produtos. "Esse rigoroso controle permitiu que Santa Catarina conquistasse o mercado brasileiro e o de mais de 150 países. Temos uma tradição consolidada pelo trabalho e dedicação do povo catarinense", afirmou o governador.

"Não vamos abrir mão de preservar a saúde dos nossos consumidores, mas também não podemos abrir mão dos empregos que a agroindústria gera e de proteger as famílias produtoras".

Raimundo Colombo manteve contatos frequentes com o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que estavam reunidos em Brasília tratando do mesmo assunto.


Foto: James Tavares/Secom

No encontro, realizado na Casa da Agronômica, o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, disse que todas as 600 empresas de produção de carnes do Estado contam com um médico veterinário responsável pela inspeção. "Os produtos das agroindústrias de Santa Catarina são absolutamente seguros para o consumo", afirmou Barbieri.

Nova reunião nesta segunda-feira

Nesta segunda às 17h20min, o governador promove uma reunião para tratar do assunto na Casa da Agronômica. Participam o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa) em Santa Cataina, Jacir Massi, o chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do Mapa, Fernando Luiz Freiberger, a presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes, Irani Peters, e o secretário-geral do Sindicarnes, Ricardo Gouvêa, os presidentes da Associação Catarinense dos Avicultores, José Antônio Ribas Júnior, da Federação da Agricultura, José Zeferino Pedrozo, da Federação das Indústrias, Glauco Côrte, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Walter Dresch, e dos dirigentes da Associação Catarinense dos Supermercados.

Pelo governo, participam o secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, o secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, os presidentes da Cidasc, Enori Barbieri, e da Epagri, Luiz Hesmann, e o diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária, Hamilton Farias, e a diretora da Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde, Raquel Bittencourt.

Moacir Sopelsa afirmou que por ser um Estado rigoroso na fiscalização da produção e o único do país com o título de zona livre de febre aftosa - o que garantiu acesso aos mercados mais exigentes do mundo - Santa Catarina pode ser um dos mais prejudicados por essa crise.

Depois da divulgação da Operação Carne Fraca pela Polícia Federal algumas instituições de Santa Catarina se pronunciaram a respeito:

Nota oficial da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina

Em face da "Operação Carne Fraca", deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) vem a púbico para condenar veementemente as ações criminosas praticadas por funcionários de alguns dos maiores frigoríficos do País mancomunados com fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. 

A venda e o uso de carnes sem as condições adequadas de consumo humano no processamento de produtos industrializados é um crime contra a saúde pública que deve ser rigorosamente apurado e, seus autores, penalizados.

Essa conduta ilícita causa prejuízos à imagem do Brasil e pode criar embaraços junto aos mercados mundiais duramente conquistados nas últimas décadas através de esforços dos produtores rurais e das agroindústrias.

A FAESC entende que Santa Catarina e o Brasil possuem as mais avançadas cadeias produtivas de carnes, com base numa agropecuária sustentável e uma indústria moderna. Os crimes investigados pela Polícia Federal representam uma excepcionalidade que deve ser reprimida com a força da lei.

A FAESC lamenta que os produtores rurais, cuja contribuição ao desenvolvimento nacional é imensa, possam ser prejudicados com esses atos criminosos, justamente eles que geram emprego, renda e alimentos de qualidade para a população.

Confiamos na ação dos órgãos competentes para a elucidação dos fatos e a adoção de medidas para que nunca mais se repitam.

Florianópolis, 17 de março de 2017.
José Zeferino Pedrozo
Presidente
 

Nota oficial do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina

O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), em face da deflagração da "Operação Carne Fraca", vem a público para manifestar:

A indústria brasileira de carne e, em especial, a indústria catarinense, atingiram nas últimas décadas um elevado nível de segurança e qualidade em sua operação, condição internacionalmente admirada e reconhecida.

Os padrões de biosseguridade, os avanços genéticos e a atenção extrema à sanidade e ao manejo fizeram da nossa produção agropecuária uma das mais seguras de todas as cadeias produtivas, graças ao empenho e profissionalização dos produtores rurais e aos pesados, intensos e contínuos investimentos das agroindústrias.

As indústrias brasileiras e catarinenses de carnes, notadamente as de aves e suínos, adotam o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, processos e recursos tecnológicos, assegurando alimentos cárneos confiáveis e de alta qualidade.

Por outro lado, sistemas de controle de qualidade das próprias indústrias e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) eliminam a possibilidade de erros ou de não-conformidades.

Essas características permitiram à agroindústria brasileira e catarinense exportar carne para mais de 160 países, entre eles, os mais exigentes do planeta em termos de qualidade e sanidade.

É necessário compreender a dimensão, a complexidade e o elevado grau de desenvolvimento desse importante setor da indústria nacional para considerar que os fatos apurados pela Polícia Federal são isolados e representam lamentáveis exceções dentro da cadeia produtiva.

O compromisso supremo das indústrias de alimentação é a oferta de proteína segura e de qualidade para a nutrição das pessoas e das famílias. Por isso, o SINDICARNE e a ACAV defendem a rigorosa apuração dos fatos e a exemplar punição daqueles que atuaram fora dos padrões exigidos.

Jamais pactuaremos com o erro e a omissão. Nosso compromisso é com a segurança alimentar da população.

Florianópolis, 17 de março de 2017.
Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE)
Associação Catarinense de Avicultura (ACAV)



SOSDesaparecidos.fw.png

 

 

logo Adjori - para o fundo escuro - transparente - MINI.fw.png

ASSOCIAÇÃO DOS JORNAIS DO INTERIOR DE SANTA CATARINA
Rua Adolfo Melo, 38 - Sala 901 - Centro | Florianópolis-SC | CEP: 88015-090 | (48) 3298-7979 | jornalismo@adjorisc.com.br