Tecnologia catarinense colocou em circulação mais de R$ 50 milhões

13 Março 2017 15:21:00

Segundo informações da assessoria do Banco Central, foram fabricadas 648 milhões de moedas em 2016, uma produção 5% inferior a 2015 e 70% menor que em 2013. Com menos moedas sendo disponibilizadas, os varejistas apelam para campanhas voltadas aos consumidores e para iniciativas tecnológicas, como o equipamento CataMoeda Prosegur. Em operação desde 2013, a tecnologia já retornou mais de 120 milhões de moedas aos caixas dos estabelecimentos comerciais do país, totalizando R$ 50 milhões.  

As máquinas surgiram como uma solução para a falta de troco no comércio brasileiro. Criada pelo empresário Victor Levy, fundador da startup CataMoeda, hoje Cata Company, o equipamento troca moedas por cédulas, vale-compras, recarga de créditos de celular ou doações a instituições beneficentes. O monitoramento de todos os dados pode feito em tempo real no painel de controle online. Desde o início das operações, foram captadas cerca de 20% de toda a produção de moedas de 2016. "Se formos analisar apenas o ano de 2016, conseguimos captar o equivalente a 12% de tudo o que o Banco Central produziu no ano passado", explica Levy. Em 2016, o CataMoeda Prosegur também passou a auxiliar os comerciantes na contabilização e organização das moedas dos caixas após o fim do expediente nos supermercados. 

Um dos fatores estratégicos que ajudou a ampliar a capilaridade das máquinas no país foi a parceria com a Prosegur. "A ausência de moedas era um problema enfrentado por muitos de nossos clientes varejistas. A parceria com a Cata Company foi perfeita, pois nos permitiu oferecer uma solução inovadora, que auxilia nossos parceiros não só na gestão do negócio, como também no aumento do fluxo de consumidores em seus estabelecimentos comerciais", explica Alessandro Abrahão, diretor geral de Logística de Valores e Gestão de Numerário da Prosegur. 

Apesar do avanço na utilização de outros meios de pagamentos, especialmente cartões de crédito e débito, as transações em dinheiro continuam sendo muito aproveitadas no Brasil. O Banco Central estima que, em 2015, 42% dos pagamentos foram feitos com cartões de débito e crédito, o que equivale a um total de R$ 1 trilhão. Ainda de acordo com o BC, no mesmo ano, os brasileiros sacaram R$ 1,3 trilhão nos caixas eletrônicos. A valorização das cédulas e das moedas pode ser mais intensificada a partir da medida provisória do Governo Federal que permite ao comerciante oferecer descontos nas vendas em dinheiro. "E isso não é só no Brasil. Um estudo divulgado pela agência de notícias Bloomberg mostrou que os consumidores de países como Austrália, Áustria, Canadá, França, Alemanha, Holanda e EUA ainda usam muito mais cédulas e moedas do que outras forma de pagamento, principalmente para transações menores", comenta.  

A solução já está presente em mais de 300 estabelecimentos comerciais, em 22 estados brasileiros e o Distrito Federal e em mais de 140 clientes, incluindo os 5 maiores varejistas do país. No final do ano passado, a máquina também começou a ser comercializada nos Estados Unidos, com o nome de CataCoin. O lançamento internacional da companhia ocorreu durante a Conferência Anual da Associação de Profissionais Financeiros, a maior feira do setor.



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