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Minoria

17 Abril 2017 14:07:01

Elton Zuquelo
Foto: Divulgação

Com a melhor compreensão da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que constitui também vertente para a Constitui Federal brasileira, grande é a preocupação das instituições públicas e da sociedade em geral com a inclusão, ou seja, a participação de todos no convívio social.

Deste modo, passaram a ser mais lembradas pessoas de alguma forma diferentes. A princípio o foco da inclusão eram os indivíduos desfavorecidos economicamente, situados abaixo da linha de pobreza. Com o tempo entendeu-se que outros, por razões diversas, igualmente não são comensais do ágape social.

As pessoas de cor são primeiramente relacionadas, em vista do grande débito que pesa sobre o Brasil em relação àqueles expatriados da África, trazidos para a América na condição de escravos, sofrendo as agruras dessa condição. Objetivando o resgate desta nódoa instituíram-se políticas públicas de inclusão dos descendentes africanos, facilitando-lhes o ingresso em Universidades públicas, bem como outras oportunidades de promoção social.

De igual maneira, o olhar público volta-se para as pessoas portadoras de deficiências, físicas ou mental, com abertura de espaços para educação, trabalho, acessibilidade e demais melhorias.

De uns tempos a esta parte está em evidência um trabalho educativo contra os preconceitos, ainda de raça, de credo, de ideologia, de sexualidade e etc.

A partir dos preceitos fundamentais do Estado brasileiro de liberdade e igualdade, descabida a constituição de estereótipo, ou seja, um modelo de pessoa/personalidade tida por normal e ideal, como aconteceu com a tragédia do Nazismo. O que é exigido do membro da sociedade é a submissão à ordem geral, portando-se, ao demais, livremente cada um no concerto da sociedade onde vive.

O respeito às diferenças, portanto, é de rigor legal e moral. A ninguém é permitido escarnecer do jeito de ser de um semelhante, deixe-o viver em paz! Daí o combate aos preconceitos, bullying, e toda a espécie de opressão física e/ou psicológica contra a pessoa.

Por outro lado vê-se, em meio a essas campanhas educativas, a preocupação de pais de alunos contrários à postura de educadores que, a pretexto de combater os preconceitos, promovem uma doutrinação em favor das minorias, apregoando a reformulação dos valores, como que um dever ser diferente.

Em verdade, esse levante de pais tem fundamento, na medida em que a escola e os formadores de opinião não podem estabelecer, a seu talante, um dever ser para as pessoas, especialmente em se tratando de crianças e adolescentes em formação. A doutrina necessária e única admissível é a do respeito pelas diferenças, com o foco no fim da intolerância que grassa nos campos político, religioso e social, mostrando-se indébito qualquer intento apológico de determinados comportamentos relativos a minorias.

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