Vereadores preparam investigação
Tatiana Ramos
27/1/2012 10:04:00
CPI será oficializada na próxima sessão da Câmara de Curitibanos, com prazo de 90 dias para operações, que pode ser estendido
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Em meio a especulações e após um recesso tumultuado por denúncias e investigações, a Câmara de Vereadores prepara-se para retornar às atividades na próxima segunda-feira (6). O ponto central da reunião, que inicia às 20 horas e é aberta ao público, será a oficialização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos do Legislativo.
A criação da CPI foi definida através de projeto de resolução assinado pelo presidente da Câmara Osni Righes (Nico) em 13 de janeiro. De acordo com o projeto, a CPI terá um prazo de 90 dias para as apurações, podendo ser prorrogado por mais 45 dias. Na reunião do dia 6, serão definidos detalhes da Comissão, como os três vereadores que a comporão e qual período de contas será investigado.
A solicitação de uma CPI para apurar as finanças do Legislativo mobilizou os vereadores durante este mês. Os oito vereadores, em grupo ou individualmente, apresentaram requerimentos ao presidente Nico para que a Comissão fosse instalada, depois de denúncias de desvio de dinheiro da conta da Câmara no fim de 2011. O desaparecimento dos recursos deixou vereadores e servidores sem salários em dezembro e acumulou, de acordo com levantamento preliminar, quase R$ 30 mil em dívidas, que foram pagas na última semana.
Segundo o vereador Flaris Camargo, a CPI é um desejo de todos os vereadores, que querem uma resposta para os problemas apresentados na contabilidade do Legislativo. “Queremos uma investigação séria, que mostre o que realmente aconteceu, sem aumentar e sem encobrir nada”, defendeu, salientando que muitos boatos estão circulando pela cidade, mas a população não deve se deixar levar por informações inverídicas ou não comprovadas. “O caso está sendo investigado pela Polícia e por uma auditoria interna. Não podemos nos precipitar e começar a acusar pessoas sem provas”, completou.
Para o presidente Nico, a CPI é mais uma opção de levar transparência ao caso de desaparecimento de dinheiro da Câmara ou qualquer outra irregularidade que seja apontada nas investigações. No entanto, ele defende que, mais do que saber o que aconteceu, é importante corrigir os erros e evitar que se repitam. “O que passou, passou. Temos de pensar daqui para frente”, argumentou.
 

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