Tecnologia pode prejudicar segurança

18 Maio 2017 19:03:00

Divulgações interferem no trabalho policial

Tatiana Ramos
Foto: Divulgação
HÁBITO CORRIQUEIRO. Apesar de comum, fotografar acidentes é considerado crime

Além da participação em grupo de WhatsApp sobre blitze e outras ações policiais, um hábito também corriqueiro pode render complicações com a Justiça. Trata-se de fotografar ou filmar vítimas mortas em acidentes ou homicídios e até mesmo pessoas feridas.

Embora bastante comum, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, essa prática atrapalha o trabalho do resgate, peritos e da própria PRF, que tem de elaborar um boletim do acidente. Nesse tipo de situação, se o motorista estacionar em uma das faixas pode perder sete pontos na carteira e ser multado em R$ 191,54, pois a infração é considerada gravíssima. Já se ele ficar parado na pista, perderá cinco pontos e poderá pagar multa de R$ 127, por infração grave. Também é considerado infração, estacionar no acostamento, o que pode resultar na perda de três pontos na carteira e multa de R$ 54.

Além de infringir o Código de Trânsito, filmar ou fotografar acidentes com vítimas e compartilhar essas fotos é considerado crime, de acordo com o artigo 212 do Código Penal. A prática é considerada vilipêndio (desrespeito) de cadáver e quem comete tal crime pode responder a uma ação com pena de até três anos de detenção. 

Caso

Um homem foi preso, em Santa Cecília, na última semana, após divulgar, em um grupo de WhatsApp, imagens e informações sobre uma blitz de trânsito que acontecia no Centro da cidade. Mesmo sem legislação específica sobre esse tipo de situação, a divulgação de trabalho policial pode caracterizar crime e resultar em prisão de até cinco anos.



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