Animais não devem comer chocolate

15 Abril 2017 10:10:00

Franciele Gasparini
Foto: Divulgação
Doce é tóxico para pets

Estamos na véspera da Páscoa e a oferta e o consumo de chocolates costumam aumentar em diversos lares. No entanto, esse hábito gera um alerta às pessoas que têm animais de estimação, pois também aumenta a probabilidade de ingestão dessa guloseima pelos pets, seja acidentalmente ou simplesmente porque o dono não resiste àquele "olhar pidão" do seu bichinho.

De acordo com a professora de Medicina Veterinária da UFSC, Evelyn Winter, o chocolate é tóxico para cães e gatos, por isso, um pequeno pedaço pode trazer sérias complicações à saúde do animal, podendo levar ao coma e até mesmo à morte.


PORQUE É TÓXICO?

Evelyn explicou que a toxicidade do chocolate está relacionada ao fato de que ele é produzido a partir de sementes assadas do cacau e, em sua composição, existem quantidades significativas de açúcares, gorduras e outros ingredientes (metilxantinas, cafeína e teobromina) metabolizadas de forma diferente em seres humanos e animais. Essas substâncias são rapidamente absorvidas após ingestão oral e são estimulantes poderosos do sistema nervoso central e do coração.

Segundo a professora, a intoxicação não ocorre com uma dose única, mas gradativamente, nos casos em que o animal ingere com frequência pequenas porções de chocolate. Isso ocorre porque, após a ingestão de teobromina pelo animal, a substância pode ficar agindo por aproximadamente 17 horas, permanecendo no organismo por até seis dias.


EXISTE ANTÍDOTO?

Evelyn salientou que não existe um antídoto para reverter a intoxicação por chocolate em animais. Nesse quadro, o tratamento é apenas sintomático e de suporte, podendo ser administrados remédios que promovem o vômito, carvão ativado e remédios que aceleram a defecação. 


SINAIS

Conforme Evelyn, o início dos sinais clínicos são observados dentro de uma a quatro horas após a ingestão e podem variar de acordo com a quantidade de chocolate ingerida. A dose letal, segundo estudos, é de 100 a 500 miligramas por quilo. Em situações mais graves, o animal pode apresentar dificuldade de se locomover e até convulsões. 



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