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EM CIMA DA HORA
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Com que bolsa eu vou?
Ellen Colombo
20/1/2012 10:53:00
Designer de moda Manuella Zaniollo cria e confecciona bolsas exclusivas em couro
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Debaixo do braço, na mão, no ombro, ou na transversal, essas são as formas mais comuns de carregá-las. Não importa o tamanho, a cor, ou o estilo, as bolsas femininas estão em todo lugar. A paixão é muito mais antiga do que se imagina. Há mais de cinco mil anos as bolsas femininas já são mais que um simples acessório. Na Antiguidade, eram usadas por mulheres para levar materiais para fazer o fogo e com o passar do tempo, se tornaram cada vez mais utilitárias conquistando espaço na moda e no coração do público feminino. “Uma boa bolsa é uma extensão do corpo de uma mulher”, destaca Manuella Zaniollo Trevisani, designer de moda especializada em calçados e bolsas no Paraná e no Rio Grande do Sul. Manuella é canoinhense e possui um ateliê de bolsas no centro da cidade. Ela conta que a ideia inicial do ateliê, que fica anexo a Clínica Físio e Forma, é atender um público mais exigente, uma vez que traz em suas criações matérias primas de alta qualidade com acabamento excelente. “Tenho como consumidoras mulheres modernas, com personalidade e que prezam pela qualidade de suas bolsas”, destaca. Todas as bolsas feitas pela designer são produzidas em couro. “Comecei com tecido, depois passei para o material sintético para então chegar ao meu objetivo que era trabalhar com bolsas em couro”, comenta. Há dois anos ela trabalha com material que busca no Rio Grande do Sul e com metais da empresa paulista Altero, uma das melhores do País. “Além da qualidade, as bolsas são exclusivas. Não há nenhuma igual à outra”, diz. Por conta da qualidade do material e pelo trabalho artesanal, Manuella comenta que são bolsas mais caras. O preço varia entre R$ 390 e R$ 780. Contudo, ela diz que as vendas estão muito boas. “Espantei-me, achei que não conseguiria vender tão bem aqui”, comemora.
Metade da segunda coleção já foi vendida somente em Canoinhas por meio de uma parceria com a loja Azaff e no próprio ateliê. “Muitos encomendam pelo site. Já recebi encomendas de Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.”

PERFIL
Formada em Design de Moda em 2008, Manuella conta que seu desejo era abrir uma indústria de calçados. Aos poucos a ideia foi amadurecida e ela decidiu montar primeiramente um ateliê para dar início à produção de bolsas e acessórios. “Uma indústria exige um capital muito grande, é complicado”, avalia. Segundo Manuella, a criação da Grife MZ foi uma iniciativa para adquirir experiência e reconhecimento no mercado. Atualmente a estrutura conta com quatro máquinas de costura industriais. Duas de costura, uma de braço, outra de coluna e a chanfradeira (prensa para couro). A profissional pretende continuar a trabalhar com bolsas e acessórios. “O objetivo é começar em Canoinhas e ter condições de abrir lojas e até mesmo franquias da grife”, revela. Manuella acrescenta que o principal diferencial de suas bolsas são a qualidade no acabamento e a exclusividade. De acordo com ela, a primeira coleção teve 28 peças e a segunda, 75. “Levo sete meses para fazer uma coleção. E cerca de uma semana para produzir uma única bolsa”, conta. A inspiração, segundo ela, vem de tendências europeias.

 

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