Em 2010, o Colégio Realização, da UnC Canoinhas, alcançou a melhor posição em toda sua história no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Realização foi o sexto melhor colégio do Estado e ocupou a 592ª posição entre as escolas particulares de Ensino Médio de todo o Brasil no grupo 1 (com mais de 75% dos alunos participantes).
Depois de algumas críticas referentes a listas anteriores, que não consideravam o número de alunos participantes por escola, o ranking que o Inep divulgou nesta semana leva em conta este critério. A mudança pretende reduzir distorções dos resultados no caso de instituições com pequena participação dos alunos. Como, em muitos casos, os estabelecimentos de ensino utilizam o bom desempenho no Enem para fins publicitários, o Inep procurou evitar que colégios em que apenas os melhores alunos fazem a prova possam ficar na lista dos mais bem colocados.
Dos quatro grupos divididos conforme a porcentagem de alunos que fizeram a prova, o Realização foi enquadrado entre 4.203 escolas que tiveram mais de 75% dos alunos do terceirão (último ano do Ensino Médio) participando da prova.
A coordenadora do Colégio, Maria Helena Jenzura Moskwyn, atribui este resultado ao trabalho conjunto de sua equipe docente, de apoio pedagógico e psicoeducacional.
“A aquisição do conhecimento fica evidenciada no resultado obtido pelos alunos do terceirão 2010, o que retrata a missão do Realização: ensinar para a vida objetivando que pelo conhecimento o educando possa optar pelos melhores caminhos a trilhar na profissão escolhida. Como Colégio, o Realização almeja a garantia do acesso a um curso universitário e a manutenção na universidade”, afirmou em nota.
Entre as escolas públicas, a Escola de Educação Básica Almirante Barroso, pelo terceiro ano consecutivo, ocupa a melhor posição. Somou 526,29 pontos nas provas objetivas (que inclui questões de Linguagem, códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) e 613,94 na prova de redação. A média total da escola foi de 569,49 pontos.
Para o diretor do Almirante, Pedro Penteado, o diferencial da escola está em tratar o aluno como cliente. “Aqui, o aluno está em primeiro lugar, sem ele não existe nem o meu emprego. Procuramos atender o estudante da melhor forma possível. Outro fator é a educação familiar. Com a educação vindo de casa, fica muito mais fácil trabalhar. Bons alunos e professores capazes resultam nisso”, comemora.
Penteado conta que no próximo ano, alunos do Ensino Médio Inovador vão fazer a prova, o que traz boas perspectivas. “Eles têm mais 200 horas/aula. Fico imaginando o que vem por aí”.
ESTADO
As escolas particulares de Joinville e do interior do Estado dominaram mais uma vez as melhores colocações do Enem. Participaram 872 instituições catarinenses.
Joinville aparece em primeiro colocado no primeiro e no segundo grupo e ficou com o segundo e o terceiro lugar do grupo 3. Entre os colégios com mais participantes, o primeiro colocado é o Bom Jesus – Ielusc, de Joinville, com a média 672,57. Dele, 58 alunos responderam às questões objetivas do exame e 57 fizeram a redação. A participação foi de 87,9%. Depois aparecem os colégios Bom Jesus Divina Providência, de Jaraguá do Sul, e o Energia de Chapecó.
No grupo de 50% a 75% de participação, o primeiro colocado foi o Posiville, também de Joinville. A média geral dos estudantes foi 683,16. Apesar de 60% dos alunos terem respondido ao teste, o número de participantes foi superior ao do Bom Jesus. Foram 92 alunos respondendo ao exame. Em segundo lugar deste grupo está o Colégio São Luiz de Brusque, seguido pelo Colégio Sinodal Doutor Blumenau, de Pomerode.
Ignorado o número de participantes, o Posiville aparece na primeira colocação geral, seguido do Bom Jesus – Ielusc. No ranking 2010, que também não considerava a participação, os dois inverteram as posições.
MEC estuda aumentar dias de aula no ano letivo (embutida)
O Ministério da Educação e entidades do setor estudam aumentar o número de horas do aluno na escola. As possibilidades em análise são elevar a carga horária diária, que hoje é de 4 horas, ou ampliar o número de dias letivos, atualmente definido em 200 dias, informou o ministro Fernando Haddad.
Atualmente, a criança ou o adolescente devem ficar 800 horas por ano na sala de aula, carga considerada baixa quando comparada a de outros países, segundo Haddad.
"O aprendizado está relacionado à exposição ao conhecimento. Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento seja porque a carga horária diária é baixa ou porque o número de dias letivos é inferior ao de demais países", disse o ministro logo após a divulgação do resultado do Enem.
Para manter o estudante mais tempo na escola, Haddad avalia antecipar a meta de ter metade das escolas públicas funcionando em regime integral, prevista para ser cumprida até 2020, ou até mesmo enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. "Não vamos encaminhar projeto de lei antes de receber o aval daqueles que vão executar isso. A ideia é aumentar o número de horas por ano que a criança fica sob a responsabilidade da escola", explicou.
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