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Segurança Pública: O problema é de todos
Ellen Colombo
18/11/2011 10:46:00
Moradores de Marcílio Dias se unem para combater o crime no distrito
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Uma parceria entre a polícia comunitária e os moradores do distrito de Marcílio Dias deu inicio ao projeto Vizinho Xereta, que começou a ser implantado no início deste mês e tem como objetivo promover a integração entre vizinhos para a prevenção de furtos. A ação tem como foco principal reduzir o número de furtos na localidade. Na primeira etapa foram capacitados moradores para que passem a treinar outros moradores de suas ruas. De acordo com o morador Arnaldo Mews, que já teve uma centrífuga e três bicicletas furtadas, a maioria da casas do distrito já foi furtada. “Eles entram de qualquer jeito, arrancam a janela se for preciso.” Segundo o morador já não existe mais horário, 3 horas da manhã, 13 horas ou no domingo à tarde. “As pessoas vão trabalhar e os criminosos entram nas casas. Nos últimos anos essa situação tem chegado a níveis insuportáveis”, desabafa. Segundo Rolf Baukat, popular Brudi, que nasceu no distrito, não existem objetos mais procurados pelos bandidos. “Eles levam de tudo, coisas de valor e sem valor, como roupas e até mesmo animais de estimação, comem até o que tem na sua geladeira”, relata. Mews comenta que a intenção de se integrar ao projeto vem do desejo de prevenir para que outros furtos não aconteçam. “A ideia é não deixar acontecer e amenizar a situação que já passou dos limites” comenta. Segundo ele, é hora de a comunidade se unir e se defender. Para Brudi, a situação é assustadora. “Quando abri minha oficina há 23 anos não precisava nem de portas, era aberta e nunca tive problemas”, diz.

FUNCIONAMENTO

O projeto será monitorado e acompanhado por um policial componente da Polícia Comunitária do setor. Cada rua do distrito formará uma célula de segurança e cada célula terá um coordenador que ficará responsável em centralizar as informações e repassar para a próxima célula e para o sub-coordenador, que repassará a informação para os membros de sua célula. Mews destaca ainda que o índice de delitos é tão grande que não há como só a polícia controlar. “Existe a falta de viatura e de efetivo, a comunidade tem de ajudar a polícia. Essa é uma saída, não temos outra solução”, aponta. Cada célula terá um coordenador que será responsável pela comunicação de fatos que necessitem ser repassados à central de operações da Polícia (190) ou ao celular da viatura da área, ou ainda ao policial monitor do projeto. “Todos os membros das células terão o contato dos outros, para se comunicarem em caso de pessoas suspeitas estarem rondando as residências, por exemplo”, explica o policial Ronaldo Baukat, monitor do projeto. De acordo com ele, placas com a inscrição do projeto foram fixadas em frente às casas. “A viatura da área e a base comunitária terão cadastrados os contatos de todos os integrantes das células. Em caso de ocorrência, terão onde buscar informações”, conta. Segundo o policial, em poucos minutos todos os moradores estarão integrados em identificar e localizar suspeitos, repassando a informações para a polícia. O aposentado Hamilton da Silva, morador de Marcílio há mais de 30 anos, diz que está de olho para não deixar as casas de sua vizinhança desprotegidas. “Não podemos sair de casa, quantas festas a gente perde, mas se não começarmos a fazer alguma coisa, só vai piorar”, reclama.

RESULTADOS

O policial relata que os resultados já começaram a aparecer. “Nos últimos dias, já foram evitados furtos, inclusive com a recuperação de objetos furtados graças à participação da comunidade fornecendo informações à polícia”, comenta. Um exemplo aconteceu com Brudi, que por sorte, recuperou uma motosserra e uma esmiliadeira que foram furtadas de sua casa. Segundo ele, uma pessoa que até hoje não sabe quem é, viu o criminoso com os objetos e acionou a polícia que conseguiu frustrar o furto. “Outro dia consegui frustrar um furto na casa de meu vizinho, as 8h30”, conta. Segundo Brudi, os policiais foram chamados e conseguiram prender o criminoso e recuperar os objetos. Segundo o policial, o próximo passo será o aumento de residências participantes do projeto. No dia 30 deste mês o projeto será instalado oficialmente no distrito.

 

 

 

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