A maioria dos vereadores presentes na sessão ordinária de segunda-feira (13) votou pela rejeição ao projeto de lei, de origem do executivo, que criaria cinco vagas para agentes de trânsito em Canoinhas. Foram seis votos contrários e um a favor. O preenchimento dos cargos, para a atuação de 40 horas semanais, seria feito através da realização de concurso público. A remuneração prevista era de aproximadamente R$ 1,5 mil.
Apenas o vereador Célio Galeski (PSD) foi favorável a matéria. “Este é um assunto polêmico. Algumas pessoas são a favor e outras contra. Porém, vou atender ao pedido do Conselho Comunitário de Segurança Pública do Campo da Água Verde (Consecamp) que pede pela aprovação do projeto”, justificou. O Consecamp e o comando do 3º Batalhão da Policia Militar haviam encaminhado ofícios à Câmara pedindo a apreciação da matéria.
Pensamento contrário defendeu o vereador Beto Passos (PT) que abriu o debate solicitando a rejeição unânime. “Cinco agentes de trânsito não vão resolver os problemas do trânsito de Canoinhas. A intenção do governo municipal é criar essas vagas para atender os interesses da empresa que explora o estacionamento rotativo e também sair multando os nossos motoristas”, frisou.
Segundo Passos, a prefeitura nem chamou todos os aprovados no concurso público anterior e pretendia realizar outro. “Tem gente esperando há quase dois anos para começar a trabalhar e nada de ser chamado. Agora, vem o governo do município querendo impor goela abaixo um projeto criando novas vagas sem nos dar a oportunidade de uma discussão mais ampla com a sociedade. O mundo não vai acabar em 2012, a matéria não tem regime de urgência e eu sou contrário”, concluiu.
Vereador João Grein (PT) manifestou opinião semelhante e indagou o porquê das novas vagas já que a prefeitura vive alegando a falta de recursos para poder criar outros cargos mais importantes. “Vivem dizendo que falta dinheiro para custear a criação das vagas de conserveiros de estradas rurais e melhorar os salários dos agentes de saúde. Quer dizer que agora tem dinheiro?”, questionou.
Os vereadores Alexey Sachweh (PPS), Miguel Gontarek (PP), Bene Carvalho (PMDB) e Tarciso de Lima (PP) também votaram pela rejeição. Wilson Pereira (PMDB) não participou da sessão e Gilmar Martins, o Gil Baiano (PSDB) não estava presente no momento da votação. A ausência dos dois vereadores foi justificada à mesa diretora.
Executivo trabalhava pela aprovação
Pessoas ligadas à administração municipal vinham, desde o final do ano passado, trabalhando nos bastidores tentando convencer os vereadores a aprovar a matéria. Até uma sessão extraordinária foi convocada pelo executivo, na ultima semana de dezembro de 2011, visando encaixar o projeto. Por falta de quórum, a reunião não aconteceu.
Na semana passada, um dos principais defensores do projeto, o diretor do Departamento de Trânsito de Canoinhas (Detracan), Ademir Anton, ocupou a tribuna livre da Câmara para pedir o apoio dos vereadores. Na oportunidade, ele frisou que os cinco agentes de trânsito iriam auxiliar o efetivo da policia militar na orientação, educação e fiscalização de motoristas e pedestres. “O último recurso seria o de aplicar multas”, garantiu ele no dia.
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