Profissões como as de cabeleireiro e de manicure, finalmente, foram regulamentadas. A maioria desses profissionais trabalha como autônomos. Para se aposentar, precisam contribuir para a Previdência de forma individual. Na terça-feira, 18, a presidente Dilma Rousseff, em decreto, regulamentou algumas profissões bem conhecidas como de manicure, cabeleireiro, barbeiro, esteticista, pedicure, depilador e maquiador. A partir de agora, eles ganham força para serem contratados com carteira assinada. A lei determina que eles devem obedecer às normas sanitárias, esterilizando materiais e objetos usados no atendimento aos clientes. Na prática, a regulamentação pode tirar muitos desses profissionais da informalidade, além de trazer mais segurança para patrões e empregados. Para Simone Ribas, 44 anos, que trabalha há 18 anos como cabeleireira autônoma no salão Ana Maria, a iniciativa foi ótima. “Foi muito bom para que possamos trabalhar de forma mais profissional”, diz. Simone trabalha mais de oito horas por dia e assim como outros profissionais que assim como ela não têm direito a férias, nem 13° salário. “Não tenho uma segurança e contribuo de forma individual com a previdência há pouco tempo”, comenta. Na opinião da cabeleireira que também trabalha como manicure, pedicure e depiladora, muitos profissionais deixam a contribuição em último lugar para cumprir com outros compromissos. “O pagamento do seguro social deveria ser prioridade”, acredita.
INICIATIVA
Assim como Simone, Ilka Prust, 59 anos, que trabalha há 37 como cabeleireira e atualmente é proprietária do salão Angel, acredita que a contribuição individual com a Previdência Social deveria ser prioridade. “Mas infelizmente cerca de 50% dos profissionais não pagam contribuição”, estima. Para ela, a regulamentação valoriza o profissional autônomo e dá melhores condições de trabalho. Seu salão fica aberto até as 23 horas todos os dias. “Temos quatro cabeleireiras, que também trabalham como manicures, pedicures, maquiadoras e depiladoras”, explica. A meta da profissional é regularizar sua situação para começar a contribuir como microempresária. “É preciso ter iniciativa própria para contribuir, pois infelizmente o sistema previdenciário ainda é muito burocrático”, lamenta. O governo também regulamentou a profissão de turismólogo, o profissional especializado em fazer projetos para o setor de turismo.
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