A D.F. Engenharia e Consultoria, de Brasília-DF, se reuniu na semana passada com o prefeito de Canoinhas, Leoberto Weinert (PMDB), para comunicar que não tem mais condições de seguir com a obra da nova Policlínica, que está sendo construída na rua Emílio Sholtz, no bairro Tricolim, e que deve concentrar todos os serviços clínicos hoje realizados no posto de saúde do Campo d’Água Verde.
Segundo alegou a empresa, a DF está à beira da falência e, por isso, não pode mais tocar a obra. O anúncio vem oito meses depois de a empresa travar uma verdadeira batalha, com direito a intervenção policial, com a IVL Empreiteira de Mão de Obra, de Florianópolis-SC, contratada pela DF para tocar a obra. À época, Emerson Antonio da Luz, sócio da IVL, se recusava a deixar o canteiro de obras antes de receber o que a DF lhe devia. Segundo Luz relatou ao CN nesta semana, até hoje a empresa, que depois de uma ação judicial deixou a obra, não recebeu o que a DF lhe devia. A empresa alega que quitou os débitos com a IVL.
À época, o executivo chegou a fixar multa de R$ 487,50 por dia de paralisação até que as empresas se entendessem.
Segundo Luz, somente para os funcionários, a DF deve R$ 33 mil, além de R$ 95 mil entre multa rescisória, medições atrasadas e ferramentas confiscadas.
Com o abandono da obra, a prefeitura terá de rescindir o contrato com a DF para então, dentro de 30 dias, abrir novo processo licitatório. Nesse meio tempo, segundo o prefeito Weinert, será necessário pedir um aditivo de prazo à Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos destinados à obra, além de atualizar os valores. A previsão inicial era de que o prédio estivesse pronto em julho passado. Estima-se que a obra, com custo total de R$ 1,6 milhão, iniciada há dois anos, esteja 50% pronta. Na mais otimista das hipóteses, a Policlínica poderá ser inaugurada pouco antes de Weinert deixar a prefeitura. “Vai demorar para deixar tudo em dia”, reconhece o prefeito.
SEM SANÇÕES
Segundo Weinert, como a DF reconheceu que não tem mais condições de continuar a obra e recebeu apenas pelo que fez, a prefeitura não pretende processá-la judicialmente.
No contrato assinado com a DF, no entanto, há previsão de multa de R$ 325 mil, correspondente a 20% do custo total da obra, caso a empresa abandonasse a obra.
O CN tentou falar com a direção da D.F., mas não teve retorno das ligações.
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