A secretária de Saúde de Canoinhas, Telma Bley, respondeu nesta semana a uma série de denúncias envolvendo questões relacionadas à saúde. A primeira queixa foi de uma moradora do bairro Jardim Esperança a respeito do transporte de pacientes que precisam fazer radioterapia em Jaraguá do Sul. Segundo ela, os veículos são precários e muitas vezes são utilizados para fazer outros serviços na cidade enquanto os pacientes esperam dentro do veículo. “Meu pai é um dos pacientes e chega exausto em casa”, reclama. De acordo com ela, já foram feitas várias reclamações na prefeitura.
Outra reclamação foi de uma moradora do distrito de Felipe Schmidt. Sua filha de cinco anos quebrou a perna na sexta-feira, 23, foi até o Pronto Atendimento (PA) recebeu atendimento, foi encaminhada a fazer o raio X no Cisamurc e voltou ao PA. Lá o médico de plantão falou que a perna deveria ser engessada na Clínica de Fraturas Canoinhas no sábado, 24. Mas no sábado a clínica é fechada. “O médico de plantão não chamou nenhum médico para engessar a perna da menina, só colocaram uma tala, mas ela não podia nem mexer a perna”, relata. Depois de um tempo, ela conseguiu o número de telefone do médico que estava de sobreaviso. “Entrei em contato e o médico me disse que só iria atender se fosse uma fratura exposta ou se precisasse de cirurgia ou algum problema na coluna”, conta. Segundo ela, o médico falou que era para levar a paciente na segunda-feira na clínica e que era melhor não engessar porque poderia inchar, paralisar a circulação e a menina poderia perder a perna. Sem saber mais a quem recorrer, a mãe da menina foi até Porto União para engessar a perna no Hospital São Braz.
A terceira queixa foi sobre o aparelho de endoscopia utilizado por pacientes do Serviço Público de Saúde. A paciente que fez o exame de endoscopia, disse que o aparelho não recebia esterilização.
SOLUÇÕES
A secretária de saúde Telma Bley, explica que a Secretaria de Saúde não possui equipamento de endoscopia. Os exames são realizados em serviços terceirizados de Canoinhas e Mafra. Porém, o Hospital Santa Cruz de Canoinhas está preparando uma sala para instalar um equipamento novo de endoscopia para fazer exames a pacientes de Canoinhas e região. Segundo Telma, a denúncia deve ser formalizada no setor de Vigilância Sanitária da prefeitura de Canoinhas para que possa se apurada. A respeito da reclamação sobre os pacientes de radioterapia, Telma diz que a referência em radioterapia é em Jaraguá do Sul e que alguns casos são tratados no Cepon, em Florianópolis. “Além de termos um convênio com a empresa Reunidas, para o transporte de pacientes com objetivo de trazer mais conforto durante as viagens, ainda temos um veículo específico da Secretaria de Saúde”, conta. De acordo com a secretária, o veículo exclusivo garante que os pacientes possam chegar mais cedo em casa. “Em 2011 estávamos fechando um convênio com um hotel em Jaraguá para que os pacientes pudessem pernoitar e descansar, mas tivemos que recuar, pois a maioria dos pacientes solicitou a volta para casa”, explica. Segundo ela, devido ao estágio da doença, muitos preferem o aconchego de suas casas. “As refeições são oferecidas na casa de apoio que fica atrás do Hospital e dispõe de salas de estar com TV e uma estrutura confortável”, diz. De acordo com Telma, ainda existem pacientes que exigem um carro exclusivo. “Nesses casos, quando o paciente está em fase crítica de tratamento e necessita de ambulância, assim procedemos, ou quando o paciente é idoso e está debilitado, e também quando é feito transporte de medula”, explica. Telma destaca que com exceção desses casos, os demais pacientes podem ir em um só veículo. “Infelizmente, o sistema público não tem condições de dar um carro para cada paciente.”
A secretária ressaltou que as denúncias devem ser formalizadas para que possam ser averiguadas. A respeito do caso da moradora de Felipe Schmidt, o Fundo Municipal de Saúde remunera os médicos de sobreaviso com R$ 400 por dia para atender os chamados do PA e do Hospital Santa Cruz (HSC) nas especialidades de ortopedia, pediatria, anestesiologia, clínica médica, clínica cirúrgica e plantão presencial de ginecologia e obstetrícia. Segundo ela, todo o médico que for acionado durante o sobreaviso para atender casos mais graves deve comparecer no P.A. ou no HSC imediatamente. Isso está previsto nas regras do contrato. “Se ocorrer um fato diferente disso, o paciente terá de formalizar a denúncia na ouvidoria da Secretaria de Saúde para que possamos descontar os R$ 400 do médico em questão”, explica. “Nossa administração é extremamente técnica, jamais queremos esconder os problemas. Eles existem, mas necessitamos que sejam formalizados para que consigamos tomar providências cabíveis”, reforça. Para a secretária, os recursos públicos devem ser bem aplicados. “Para isso é necessário que haja o controle da sociedade”, conclui.
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