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Aftosa no Paraguai: SC e PR tomam medidas preventivas
Com Assessoria
20/1/2012 11:14:24
Santa Catarina é o único Estado do Brasil certificado como livre de febre aftosa sem vacinação; Medidas preventivas visam manter reconhecimento

Na quarta-feira, 18, o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, e o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, participaram de uma reunião na Secretaria da Agricultura do Paraná para definir medidas que evitem a introdução do vírus da febre aftosa no Estado, em função do novo foco da doença notificada pelo Paraguai no dia 2. O vírus foi identificado em bovinos numa propriedade na localidade de Aguaray Amistad, no departamento San Pedro, a cerca de 30 quilômetros do foco notificado em setembro de 2011. Segundo Spies, as ações da defesa sanitária animal em Santa Catarina desenvolvidas pelo Governo, por meio da Cidasc e Ministério da Agricultura em parceria com agroindústrias e produtores, são muito eficazes no controle de doenças que resultaram na condição de excelência sanitária em nossos rebanhos. O último foco de febre aftosa em Santa Catarina foi registrado em 1993. No Brasil o último foco teve início no final de 2005 em Mato Grosso do Sul e se estendeu até o Paraná. Isso acarretou grandes prejuízos para Santa Catarina, em função das restrições impostas pelos países importadores de carne suína. Em 2007, Santa Catarina obteve a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Estado livre de febre aftosa sem vacinação. Santa Catarina é o único Estado do Brasil a conquistar este status, por isso estão sendo tomadas todas as medidas preventivas para manter o reconhecimento.

SAIBA MAIS
A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos, e se caracteriza por febre alta, salivação acentuada e formação de vesículas (aftas) na língua, na boca e nos cascos. A aftosa causa prejuízos não somente pela mortalidade, mas também pela perda de peso dos animais e pelo aborto nas fêmeas prenhas. O vírus pode ser transmitido pelo contado direto entre os animais e indireto por meio de superfícies contaminadas pelo vírus. Não há risco de contaminação humana.
 

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