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Cooperativa de produtores de maçã inicia atividades
Ellen Colombo
13/1/2012 02:40:00
Colheita e classificação da maçã gera empregos temporários em Major Vieira. Apesar das chuvas de granizo, expectativa é de bons resultados
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São mais de cinco mil caixas, para cerca de 900 mil quilos de maçã que estão sendo classificada na Cooperativa de Major Vieira (Coopermavi) na localidade de Rio Novo, a cerda de 23 quilômetros do centro do município. São 22 famílias associadas à cooperativa. No barracão trabalham 25 mulheres e 12 homens que classificam 46 mil quilos de maçã por dia. O trabalho ainda é temporário, mas a pretensão da cooperativa para as próximas safras é ampliar. “Estamos fazendo turno noturno das 19 horas ás 22 com 20 funcionários”, conta Marcos Woichikoski, tesoureiro da Coopermavi. A colheita das maçãs na região é considerada precoce, pois começa em meados de dezembro. “Colhemos antes de Fraiburgo, maior produtor de maçã do Estado que começa a colher depois do dia 30 de janeiro”, explica. De acordo com Woichikoski, a intenção da colheita antecipada é conseguir melhor preço. Os frutos estão sendo vendidos para os a Bahia, Minas Gerais, Goiás, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Por meio de uma parceria com uma empresa de Videira - SC, os produtores são assessorados na comercialização dos produtos e tem a garantia de cobrança total da produção entregue no final da safra. “Antes da criação da cooperativa, os produtores faziam parte da cooperativa de Monte Castelo, algumas famílias já têm pomares com nove anos”, comenta.

DIFICILDADES
As dificuldades para a safra 2011/2012 são relacionadas à chuva de granizo que aconteceu em setembro e novembro de 2011. De acordo com o produtor, em alguns pomares, inclusive no seu a perda foi total. “O prejuízo foi grande, mas todos os pomares são assegurados”, diz. Contudo, Woichikoski acredita que o resultado da safra será bom. “Os frutos estão sadios e tem bom tamanho, além disso, o seguro vai reparar as perdas. Teremos 60% de depreciação”, explica. De acordo com o tesoureiro, cerca de 90% dos pomares são da cultivar castel gala que tem maior aceitação no mercado. “O consumidor compra com os olhos e a gala é uma maça muito bonita”, comenta. Para a próxima safra a previsão é de crescimento. “Precisamos de mais estrutura coberta.” Para ele, o maior problema da região era a carência de uma unidade de classificação das frutas. Esse ano, produtores de Itaiópolis e Bela Vista do Toldo estão trazendo sua produção para classificar em Major Vieira. São 400 mil quilos só de Bela Vista do Toldo. Na classificação são descontados 18 centavos do produtor por cada fruta. Esse valor é abatido no valor da comercialização.

INCENTIVO
A câmara fria que ainda não foi inaugurada, já está sendo utilizada e tem capacidade para 110 mil quilos de frutas. A estrutura foi adquirida com recursos destinados pelo deputado Darci de Matos e pela Secretária de Agricultura do Estado. Para o presidente, Valdecir Menegazzo, a iniciativa só deu certo devido ao apoio da administração municipal. “A administração buscou recursos e graças a isso temos estrutura para trabalhar.” De acordo com Cláudio Cesar Gadotti, assessor de gabinete, antes da aquisição da câmara fria os produtores tinham uma perda de 40%. “O produto já chegava estragado ao destino”, conta. Para ele, o fator mais interessante da cooperativa é que a própria comunidade trabalha na estrutura. “Eles sentem orgulho em trabalhar no que é deles”, reforça.


 

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