O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, representando a regional da Faesc Planalto Norte, participou da reunião extraordinária da comissão que representa os fumicultores do Sul do Brasil, realizada dia 27 de janeiro, na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre-RS, para tratar do reajuste da tabela do fumo para a safra 2011/2012.
O dirigente prestigiou o ato de assinatura do protocolo que confirma um reajuste de 4,8% sobre a tabela do tabaco para a safra 2011/2012. Somente a empresa JTI Kannenberg Comércio de Tabacos do Brasil Ltda, concordou em firmar o documento. As demais fumageiras convidadas: Souza Cruz, Universal Tabacos, Philip Morris, JTI Kannenberg novamente individualmente, não apresentaram índice superior a 4%, o que inviabilizou a assinatura dos respectivos protocolos.
As entidades consideram como oficial somente a tabela resultante do acordo firmado com a JTI. O valor do BO1 passa para R$ 8,15 o quilo e R$ 122,25 a arroba. De acordo com o presidente da Afubra, Benício Werner, “estamos abertos às demais fumageiras que queiram firmar o protocolo nessas mesmas condições. É importante lembrar aos produtores de tabaco para que pressionem junto às suas empresas para que pratiquem esses preços, pois trata-se de uma safra de menor volume, o que deve elevar a procura. Este momento deve ser aproveitado pelo produtor para a valorização de seu
Konkol manifesta sua preocupação com a não assinatura do protocolo pelas demais empresas, ressaltando que “está dificil de entender os motivos da rejeição da nossa proposta de reajuste, pois estão praticando preços nas compras desta safra bem acima de nosso pedido”.
A preocupação maior do sindicalista, é que os produtores podem se iludir com bons preços desta safra, e aumentar as áreas plantadas no ano que vem. “Aumentando a oferta, ai vai valer o preço de tabela, então a importância de firmarmos os protocolos com a maioria das empresas, assegurando assim a renda dos nossos produtores”. Para ele, “o produtor tem que plantar somente o que a sua capacidade permite, visando produzir com qualidade e não quantidade, tendo sempre em mente a diversificacão de suas atividades na sua propriedade”, alerta.
A representação dos produtores de tabaco é formada pelas federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).
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