O curso de Engenharia Florestal da Universidade do Contestado (UnC) promoveu a 4ª Semana Acadêmica de Engenharia Florestal e a 1ª Exposição Florestal do Contestado. O evento aconteceu no anfiteatro da UnC, no setor de Ciências Agrárias, no distrito de Marcílio Dias, durante os dias 24 e 25 e contou com o apoio da Associação dos Engenheiros Florestais do Planalto Norte (AEFNorte). Durante a abertura do evento, na quinta-feira, 24, o deputado Valdir Colatto foi convidado a conduzir um debate sobre o novo Código Florestal Brasileiro, em discussão no Congresso Nacional. Na sexta-feira, 25, foram realizadas seis palestras sobre temas relacionados ao mapeamento florestal, manejo e produção de pinus e eucalipto, nutrição florestal, doenças florestais, responsabilidade civil e criminal dos engenheiros, além de debates e um curso sobre análise de investimentos florestais.
EVENTO
Segundo o coordenador do curso, Luiz Cláudio Fossati, esse ano a Semana Acadêmica foi organizada pelos próprios alunos que se mobilizaram para trazer temas de interesse e realizaram a 1ª Exposição Florestal do Contestado. Para o coordenador, a discussão do código reflete a necessidade por desenvolvimento sustentável, econômico e a conservação do meio ambiente. “O caminho para isso é a ciência, os engenheiros florestais são os profissionais mais bem preparados para dar assistência aos políticos na formulação de leis ambientais.”
Para o acadêmico Láucio Frederico, que está na 6º fase do curso, a aprovação do novo código representa um avanço para melhorar a vida dos produtores e da agricultura nacional, contudo, para ele, é preciso que as leis sejam mais claras e simplificadas. “Atualmente temos tantas emendas que poucos entendem a legislação”, ressalta. Na opinião de Ivan Fachin, também acadêmico da 6º fase, que trabalha em Rio do Sul-SC com uma Associação de Silvicultores, a legislação ambiental não é séria, pois as leis são modificadas constantemente. “Dessa forma, os agricultores não conseguem acompanhar e se atualizar”, diz. Para ele, a discussão de temas políticos no meio acadêmico colabora para que a ciência possa participar das decisões que interferem na sociedade.
Para um dos organizadores do evento, o acadêmico Marcelo Borek, o evento foi satisfatório e superou as expectativas. “Os participantes elogiaram a palestra de abertura sobre o código florestal, pois trouxe um bom nímero de informações relevantes à classe.”
NOVO CÓDIGO
De acordo com o deputado Valdir Colatto, que participou da abertura do evento, a discussão sobre o Código Florestal deve ser ampliada para toda a sociedade, pois todos pagam por isso. “O custo é para toda a sociedade, por isso os acadêmicos não têm de se revoltar, mas colaborar para trazer soluções técnicas para o problema”, enfatiza. Para Colatto, que também é engenheiro agrônomo, o Brasil deve discutir maneiras para que se possa conciliar produção e preservação. “O discurso não deve ser ideológico e sim técnico para que possamos produzir de forma sustentável e suprir a necessidade de alimentação mundial”, explica. De acordo com Colatto, a busca por novos espaços para produzir será um desafio para o meio acadêmico. O deputado acredita que a classe acadêmica deve se inserir no meio político e conhecer a legislação ambiental a fim de orientar sobre a maneira correta de elaborar leis. “A intenção do debate foi propor justamente esse desafio para os acadêmicos.”
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