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EM CIMA DA HORA
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Como chegar ao peso ideal ?
Ellen Colombo
20/1/2012 10:58:00
Pesquisa aponta que 10% das mulheres passam a vida toda tentando emagrecer; para especialista é necessário fazer uma reeducação alimentar

A vontade de eliminar alguns quilos a mais é constante para a maioria das mulheres. Mas muitas vezes o desejo de emagrecer pode oferecer uma alimentação inadequada e trazer riscos à saúde de pacientes. Uma pesquisa feita pela empresa de medicamentos para perda de peso Omega Farma, aponta que 10% das representantes do sexo feminino passam a vida adulta toda tentando emagrecer. As razões para isso são a ineficiência dos métodos utilizados que levam ao abandono do regime e à frustração pela falta de resultados. “Muitas vezes as pessoas não têm o acompanhamento de um profissional da área da saúde, por isso não conseguem bons resultados”, avalia a nutricionista Mariangela Mussi da Clínica Cema de Canoinhas. Segundo ela, o profissional, seja ele um endocrinologista ou nutricionista pode ajudar o paciente, indicando qual o tipo de dieta mais apropriada a sua idade, sexo e estilo de vida. “O profissional também orienta o paciente a ter mais paciência para seguir uma dieta”, diz. Contudo, para a especialista, o ideal não é seguir uma dieta e sim fazer uma reeducação alimentar. Por meio desse método o profissional desenvolve um tipo de cardápio ideal e adequado para cada pessoa. “A alimentação deve estar de acordo com as necessidades nutricionais de cada organismo.” Mariangela ressalta que o primeiro passo para quem deseja fazer uma reeducação alimentar é fazer uma consulta com um nutricionista. É preciso preencher uma ficha que contém, peso, idade, sexo, se o paciente pratica atividade física, ou não. Após uma análise detalhada, o profissional poderá fazer os cálculos que vão definir quantas calorias o paciente deve ingerir diariamente. “Uma pessoa é diferente da outra, o metabolismo da mulher, por exemplo, é mais lento que do homem”, explica. Saber o histórico de doenças do paciente é outra informação relevante para escolher os alimentos que vão compor o cardápio. “Vários fatores precisam ser destacados pelo profissional na formulação do cardápio diário, além disso, o acompanhamento após o tratamento deve continuar a cada três meses ou seis meses dependendo do caso”, explica.
Muitas pesquisadas sobre dietas comprovaram que a atitude mais comum é a de pular refeições completas na tentativa de perder peso. Outras lançam mão de cardápios restritivos, cortando grupos alimentares inteiros, como carboidratos, por exemplo. Os resultados, segundo a pesquisa, são negativos, uma vez que a tendência é comer mais após alguns dias passando fome. “O ideal após um longo período de reeducação alimentar é ter uma nova alimentação. Aprender a comer”, destaca a nutricionista. Segundo ela, o processo de reeducação é gradativo e exige paciência. “Aos poucos, conforme o paciente vai emagrecendo, vamos alterando o cardápio e baixando as calorias para que o metabolismo passe a se acostumar.”
Sobre as dietas que prometem ser milagrosa como a do Shake, a profissional comenta que se o paciente souber usar não há problemas. É preciso que a pessoa seja orientada por um nutricionista para que ela saiba quantas calorias está ingerindo. Contudo, na visão dela, o shake, não pode de maneira alguma substituir uma refeição, como almoço e jantar. “Também não é recomendável o uso continuo do shake”, destaca.
Para a especialista uma boa dica para quem deseja emagrecer é fazer uso da Ração Humana, composto que contém mais de 15 componentes essenciais naturais e pode ser usado como uma alternativa para repor fibras e nutrientes. “Porém vale ressaltar que a Ração não substitui uma refeição”, diz. Outras dicas são, a ingestão de um bom café da manhã e o hábito de fazer cinco ou seis refeições por dia, sendo entre intervalos de duas horas. “É necessário intercalar as refeições principais (almoço e jantar) com lanches, como frutas, iogurtes, cereais”, explica. Além disso, o paciente deve criar o hábito de comer muitas verduras, frutas e substituir produtos convencionais por integrais. “Não existe dieta milagrosa é possível trabalhar com vários métodos que são as reeducações alimentares adequadas a cada paciente”, finaliza a especialista.

 

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