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Anjos de Patas: Meta de ONG é ter terreno próprio
Ellen Colombo
27/1/2012 10:24:00
Além de promover a recuperação de animais de rua, entidade fiscaliza casos de maus tratos
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Com o objetivo de divulgar os direitos dos animais, adotando medidas educativas de cuidados e proteção, incentivando a adoção e a posse responsável que valorize e garanta o bem-estar dos animas, a Organização Não Governamental (ONG) de proteção animal Anjos de Patas, de Canoinhas, trabalha há dois anos. De acordo com a médica veterinária Priscila Bastos Kamradt, presidente da entidade, são atendidos em média 50 casos por mês. Os atendimentos variam entre cães abandonados, doentes, que sofreram maus tratos ou estão acidentados. “Nossa prioridade é para casos de riscos.” De acordo com Priscila, a criação da ONG foi uma iniciativa conjunta de vários amigos. “No início muitas pessoas se envolveram, porém com o tempo, poucos foram os que continuaram”, lamenta. A voluntária Elizangela Cubas conta que no início a entidade deu prioridade para ajudar a moradora do bairro Alto do Frigorífico, Maria Azambuja, que alojava cerca de 30 cães em sua casa. Na casa de Maria, os voluntários levavam os cães recuperados. “Nossa primeira iniciativa foi à melhoria no abrigo para cães na casa de Maria. Porém o espaço é pequeno”, conta. De acordo com Elizangela, a ONG disponibiliza ração para os cães que ficam na casa de Maria. Mas a meta para 2012 é conseguir terreno próprio. “A estrutura já não suporta mais comportar tantos cães”, explica. Segundo ela, devido a um problema de saúde de Maria, há mais de quatro meses a ONG não leva cães ao abrigo. Nesse tempo, as voluntárias Elizangela e Andreia Munhoz de Lima, secretária da entidade, atendem os cães em suas casas. Elizangela está com sete animais e Andreia com 11. “Minha família se empenha em colaborar com a ONG”, diz a secretária. De acordo com ela, muitas pessoas têm vontade de colaborar e fazer parte da entidade. “Mas tudo exige um custo. Temos dificuldade por não termos apoio público”, ressalta.

AUXÍLIO
O tratamento de um animal doente leva cerca de três meses para ser eficiente. “Além de recuperarmos os animais, realizamos um trabalho de insalubridade pública, pois um animal doente pode contaminar outros animais e até mesmo humanos, dependendo da doença”, destaca a presidente da entidade. De acordo com Elizangela, a ONG recebe ligações, mas devido à falta de estrutura não tem condições imediatas de atender a todos os pedidos. “Solicitamos que a população também ajude, dando água e alimento aos cães até que possamos ter condições de buscá-los”, explica. “Muitos não compreendem que temos limites de tempo”, reforça. Para Priscila, é preciso que haja um trabalho de conscientização e educação sobre maus tratos de animais. “Afinal, é crime maltratar animais. Já denunciamos casos de maus tratos que foram julgados e devidamente punidos. Somos vigilantes dos animais”, garante. Contudo, para elas o trabalho voluntário vale à pena. “Nesse tempo já foram atendidos aproximadamente mil animais entre cães e gatos”, contabiliza Andreia. Segundo ela, muitos se interessam em ajudar e entram em contato por meio da página no Facebook. “É possível contribuir mensalmente ou eventualmente com a entidade por meio de uma conta bancária”, diz. Outra forma de ajudar é com a doação de medicamentos, ração, ou casinhas para os animais. Priscila lembra que os cuidados se estendem aos animais que estão presos em canis ou amarrados em casa. “Quem tem cães em casa não pode se esquecer de dar água, alimento e manter o espaço limpo”, destaca. Para doação de ração, os pontos de coleta são na All Vita Conveniência e Pães, no consultório Priscila Bastos Kamradt e na Transamérica Hits.

 

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