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Economia

SCGÁS discute futuro do fornecimento de gás natural na FIESC

26 Novembro 2018 13:51:14

Diretor da Golar Power Latam apresentou proposta de implantação de terminal de GNL em São Francisco do Sul

Edson Real, diretor da Golar Power Latam, apresentou empreendimento em reunião
Foto: Fiesc
Edson Real, diretor da Golar Power Latam, apresentou empreendimento em reunião

O presidente da SCGÁS, Cósme Polêse, esteve presente na reunião da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, realizada ontem na sede da Federação. Toda a pauta do evento esteve voltada ao gás natural, e foram tratadas as projeções de negócios da Companhia e a implantação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) no estado. Esta foi a última reunião do grupo em 2018.

Um dos pontos principais da participação da SCGÁS foram as realizações da Companhia em 2018. Inicialmente, Polêse destacou as 27 indústrias que passaram a consumir gás natural neste ano e os volumes de distribuição históricos atingidos nos últimos meses - até outubro, as indústrias catarinenses consumiram aproximadamente 1,59 m³/dia de gás natural, crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período em 2017 e 10,8% a mais na comparação com 2016. Estudos de projeção da demanda de gás natural nos próximos anos mostram que a tendência é que o consumo continue aumentando.

Para atender esta demanda, e também em função do término do atual contrato de fornecimento com a Petrobras em março de 2020, outro assunto tratado foi o futuro do suprimento de gás natural ao Estado. Neste sentido, colaboradores da SCGÁS apresentaram a chamada pública coordenada da qual a Companhia tem participado, em conjunto com mais quatro distribuidoras de gás natural. Esta iniciativa tem como objetivo receber propostas de suprimento de quaisquer potenciais supridores interessados no fornecimento de gás natural a estes mercados.

Ainda tratando de suprimento, Edson Real, diretor da Golar Power Latam no Brasil, apresentou com detalhes a proposta de implantação de um terminal de GNL em São Francisco do Sul. Caso concretizado, este projeto deve aumentar em 15 milhões de m³/dia a oferta de gás natural aos estados do Sul do Brasil. A proposta ainda carece de aprovações de órgãos ambientais, mas a previsão é que o terminal esteja em operação a partir de 2021.

O aspecto regulatório do mercado de gás natural catarinense também foi abordado no evento. A ARESC foi outro órgão representado na reunião explicando as movimentações da tarifa de gás natural ao longo deste ano.



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