Editorias
13 de Abril de 2010 - 10:22
Viaduto começa a ser projetado
Qualquer pessoa que passa por Gaspar em horário de pico, sendo morador ou não, percebe que o trânsito da cidade é um caos.
Gaspar - Cruzeiro do Vale
Qualquer pessoa que passa por Gaspar em horário de pico, sendo morador ou não, percebe que o trânsito da cidade é um caos. Para resolver o problema é necessário um grande investimento financeiro, porém, três projetos elaborados pela Diretoria de Trânsito prometem trazer mais rapidez ao trânsito gasparense. São eles: viaduto na Avenida das Comunidades, pavimentação de ruas que fazem ligação entre bairros e estacionamento rotativo no centro da cidade.
Segundo o diretor da Ditran, Emerson Luiz Andrade, estas são ações que aliviarão a área central e que melhorarão as condições das vias, eliminando grande parte dos engarrafamentos.
O viaduto
Na semana passada teve início a projeção da proposta do viaduto. Uma empresa de Florianópolis, Iguatemi - Consultoria e Serviços de Engenharia Ltda, venceu a licitação e é responsável pela criação do projeto, que terá o custo de R$119,3 mil. O valor total da obra está estimado em R$1,6 milhão e será custeada através de uma emenda parlamentar que ainda está em negociação com o deputado federal Décio Lima (PT).
A construção do viaduto vai dar fim a quatro cruzamentos e seis grupos focais (semáforos), e assim, espera acabar com as paradas que precisam ser feitas e atrasam a fluidez das vias na área central. “Desde que cheguei à cidade, em 1999, trabalhando como policial, percebi que para resolver os problemas do trânsito é preciso eliminar cruzamentos em linha”, comenta Andrade.
Na obra consta um espaço para a passagem de pedestres e bicicletas, o que facilita a travessia e beneficia principalmente quem sofre com a falta de estrutura, como os idosos e cadeirantes. Com o trânsito fluindo continuamente e passagem especial para pedestres e bicicletas, Andrade alerta que diminuí-se o risco de acidente em cruzamentos e de atropelamentos.
Andrade afirma que qualquer ação feita para melhorar a infraestrutura de Gaspar requer grandes investimentos, por isso é necessário o uso do dinheiro da medida parlamentar, pois segundo ele o município não poderia custear a obra sozinho. O diretor explica que a cidade cresceu, mas as ruas continuaram as mesmas, e este é um motivo do custo da obra, para a qual terão que ser criadas vias laterais.
“Este é o início de uma ação planejada que trará progresso para a cidade. O viaduto resolve um gargalo, um problema”, diz Andrade, que já busca fazer mais melhorias na estrutura viária da cidade. Em cerca de 30 dias o projeto final deve ser apresentado pelos engenheiros, que já estão há cerca de 15 dias estudando a área.
Projetos futuros
Apesar de o viaduto ser uma obra que beneficia a cidade em longo prazo, ele sozinho não resolve todo o problema do trânsito de Gaspar. Ainda existem muitos projetos que hoje não passam de ideias e que precisam ser postos em prática. Este fato é destacado pelo diretor do Ditran, Andrade. "Se não realizarmos estas obras em aproximadamente seis anos, as cidades irão parar devido ao grande número de veículos", alerta o diretor, que é especialista em trânsito.
A reforma da Ponte Hercílio Deeke e a construção da segunda ponte são de total importância para os motoristas de toda a região. Andrade diz que a nova ponte seria o pontapé inicial para o anel viário, outra obra que desafogaria o trânsito de Gaspar. Seria necessário também intervir de alguma maneira no cruzamento próximo à Parolli, que é um ponto crítico em horários de pico. O especialista alerta que para que haja um número menor de carros em circulação, é preciso investir no transporte coletivo e nas ciclovias.
Alternativas Segundo Andrade, até 2013, devem ser criados 12 km de ciclovias na cidade, para estimular o uso da bicicleta como meio de locomoção. Junto ao projeto de estacionamento circular, está a criação de dois bicicletários gratuitos, um no início e um no fim da rua Coronel Aristiliano Ramos, para que as pessoas possam guardar suas bicicletas em lugar seguro. Todas estas ações resolvem uma série de conflitos, o que de acordo com Andrade, pode até mesmo atrair mais investimentos para a cidade. "Gaspar se localiza entre rodovias. Quando se cria acessos, este fato é usado de forma positiva, como ponto estratégico", calcula. Assim, os investimentos efetuados com infraestrutura no momento seriam compensados e a população contaria com o trânsito tranquilo com que tanto sonha.
Pavimentação e estacionamento rotativo
Em paralelo à construção do viaduto, serão executados outros dois projetos. Um deles é a pavimentação de ruas de barro que fazem ligação entre bairros e outra é a criação de estacionamento rotativo no centro da cidade.
O estacionamento é, dos dois, o que está mais adiantado. No dia 7 de abril, quarta-feira passada, foi assinado um documento que autoriza a contratação de uma empresa para controlar o estacionamento rotativo na área central, conhecido pela comunidade como área azul. O projeto está agora no departamento de compras da Prefeitura, em processo de licitação. Andrade afirma que a partir do momento em que for iniciada a cobrança pelas vagas de estacionamento, as pessoas usarão os carros de forma mais discriminada. Segundo ele, com isso estimula-se o comércio, pois torna maior o número de vagas para quem quer fazer compras no centro de Gaspar.
Pavimentação O crescimento do número de carros no município não foi planejado e hoje as ruas não conseguem mais comportá-los. Uma das soluções apontadas pela Ditran para diminuir os engarrafamentos é a pavimentação das estradas que ligam os bairros. Hoje, a maioria dos motoristas, ao desejarem se deslocar são obrigados a passar pelo centro e alguns até mesmo desconhecem os caminhos alternativos que levam de um bairro ao outro. Segundo Andrade, esta pavimentação trará mais conforto e mobilidade e rapidez aos gasparenses. "A viabilização destes pontos evita que muita gente vá até o centro, diminuindo o número de carros circulando pelas principais vias da cidade", ressalta Andrade. Algumas das ruas que devem ser asfaltadas são a Leopoldo Alberto Schramm e a Fernando Krauss.
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