Editorias
09 de Abril de 2010 - 14:21
Secretaria de Saúde intensifica combate ao caramujo africano
A proliferação de caramujos gigantes africanos acontece todo ano no verão mas mesmo com a chegada do outono continua sendo um problema para os moradores da cidade de Ilhota.
Gaspar - Cruzeiro do Vale
A proliferação de caramujos gigantes africanos acontece todo ano no verão mas mesmo com a chegada do outono continua sendo um problema para os moradores da cidade de Ilhota. Mesmo após terem intensificado a campanha contra o molusco no mês de janeiro, agora, em abril, a ação será fortalecida, pois o número de incidências continua grande.
O trabalho de combate ao caramujo africano é feito pela Secretaria de Saúde através do departamento de Vigilância Sanitária. Desde janeiro os agentes visitam os bairros mais afetados diariamente, informando à população o que fazer para que o molusco não se prolifere, mas a ação não tem sido suficiente.
A intensificação da campanha vai ocorrer através da contratação de novos agentes, que assistirão a palestras para aprenderem a identificar e manejar o caramujo para que possam orientar a população corretamente.
A Vigilância Sanitária também tenta disponibilizar nas agropecuárias da cidade um veneno criado há pouco tempo e que age contra o animal. Os agentes que visitam cada casa uma vez por mês indicarão o que o a população pode fazer para ajudar e a deixarão a par do andamento do combate.
Como evitar
Para evitar a proliferação, é necessário que os moradores mantenham o terreno limpo e sem entulhos. “Estes dois procedimentos evitam em 80% a proliferação dos caramujos africanos. É importante também que os proprietários de terrenos baldios, sempre rocem estes espaços para que este caramujo não se prolifere”, destacou o fiscal da vigilância sanitária Fleibiz da Silva.
Nesta campanha é de total importância a participação popular para que os caramujos possam ser eliminados, uma vez que eles se reproduzem de forma rápida. Em um trabalho que deve ser feito sempre que possível, pega-se o molusco com uma luva ou sacola, coloca-se dentro de uma caixa que deve ser amassada. Depois de morto, o animal deve ser enterradoem um buraco de 50 centímetros de profundidade e, se possível, coberto com cal.
Um caramujo pode pôr até 200 ovos a cada dois meses e, após cinco meses, os filhotes crescem e se tornam adultos, podendo também se reproduzir. O animal sobrevive em terrenos baldios, plantações abandonadas, sobra de construções, pilhas de telhas e tijolos. Ele pode transmitir doenças graves para o ser humano, como distúrbios do sistema nervoso e a angiostrongilíase abdominal, doença grave que pode resultar em óbito por perfuração intestinal. Por estes motivos é tão importante controlar a proliferação do mesmo.
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