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Cruzeiro do Vale > Reportagem Especial

05 de Março de 2010 - 16:52

44 anos contribuindo com a educação de Gaspar

Dia 3 de março, quarta-feira, a Escola de Educação Básica Frei Godofredo completou 44 anos. Para comemorar a data a direção da escola preparou uma programação especial, que reúne

Gaspar/SC - Cruzeiro do Vale

Dia 3 de março, quarta-feira, a Escola de Educação Básica Frei Godofredo completou 44 anos. Para comemorar a data a direção da escola preparou uma programação especial, que reúne

Alunos, ex-alunos e comunidade participam da grande festa preparada pela direção da escola para comemorar os 44 anos de contribuição do Colégio Frei Godofredo para a educação dos gasparenses. Festa acontece neste sábado, 6, nas dependências da escola, com uma ampla programação.
“O que eu vejo é que a escola e a comunidade têm uma ligação muito forte” afirma Ana Luiza Mette, professora de história e uma das organizadoras da festa dos 44 anos.
A ligação a que se refere a educadora foi comprovada através de uma pesquisa aplicada através de questionários que os alunos levaram para casa. Os resultados surpreenderam aos responsáveis. Ao todo, 11% dos pais dos alunos, aproximadamente 1240 pessoas, já estudaram na escola em tempos passados. Além disso, de 80 professores que trabalham na escola atualmente, 11 também já foram alunos do Frei Godofredo. Estes professores escreveram memoriais de sua época de estudantes e que serão exibidos na festa dos 44 anos juntamente com a estatística levantada através da pesquisa, e com a melhor redação sobre a história do colégio escrita pelos atuais alunos.

Programação
A programação está dividida basicamente em dois horários: um das 8h às 11h e outro das 13h às 16h. No horário da manhã acontece um festival de vôlei no ginásio, um festival de atletismo na quadra de areia e uma competição de karaokê em uma sala de aula. As inscrições para participar destes festivais serão feitas na hora.
Na parte da tarde, haverá uma mesa redonda no auditório com ex-alunos e ex-professores que hoje são destaque na região. A mesa redonda tem como objetivo fazer um resgate histórico dos tempos destes profissionais no colégio Frei Godofredo.
Até o momento foram confirmadas as presenças de: Ernesto Marques (contador), Scheila Marques (arquiteta), Neivaldo da Silva (Secretário da Educação), Rodrigo Schramm (Secretário do Turismo), Gilberto Schmitt (Jornal Cruzeiro do Vale), Carla Fernanda da Silva (Professora de História da FURB e historiadora), Luis Carlos Spengler (ex-vice-prefeito), Luis Carlos Spengler Filho (vereador), Francisco Hostins (ex-diretor) e Denise Moretz (ex-professora).
Além disso, no período da tarde ocorre uma sessão de cinema na sala de vídeo e um bazar de uniformes, onde os pais que têm tênis e uniformes usados e em bom estado, poderão vendê-los para outros que queiram comprar para seus filhos. Uniformes doados pelo governo estadual não poderão ser vendidos.
Durante o dia todo os participantes poderão assistir a teatros de fantoches e contação de histórias e aproveitar as oficinas de pipa e E.V.A., oferecidas pelos alunos de 6ª, 7ª e 8ª série para os alunos das séries iniciais.
Todas estas atividades são gratuitas. Haverá ainda no local brinquedos infláveis e cama elástica. Para estas atrações será cobrado ingresso.

 

Como tudo começou

O colégio Frei Godofredo surgiu da necessidade de se criar em Gaspar uma escola pública que oferecesse aos estudantes o Ensino Colegial, atual Ensino Médio.  Francisco Hostins conta que havia recém-saído do seminário quando Frei Godofredo compartilhou com ele a ideia de criar uma escola que suprisse esta necessidade. “Havia uma ansiedade muito grande porque quando os alunos terminavam o primário, tinha apenas um curso complementar. Só quem tinha condições de estudar em Blumenau fazia o ensino médio”, conta.

Frei Godofredo viu a necessidade e aproveitou a visita de Ivo Silveira na inauguração da escola Ivo D’Aquino, em 1965, e pediu para que ele olhasse pela situação da educação do município. Silveira, que já conhecia a realidade gasparense, tinha muito respeito pelo Frei pois havia sido coroinha do mesmo, e então prometeu que se fosse eleito governador iria atender o seu desejo.
 
Silveira conseguiu ser eleito e cumpriu o que prometeu rapidamente. Já no ano seguinte, pela Lei 3809 de 3 de março de 1966, criou-se o Colégio Normal Frei Godofredo, sendo que a inauguração oficial e a aula inaugural ocorreram apenas no dia 1º de abril, na Sociedade Recreativa Alvorada, com a presença do então governador Ivo Silveira.
No início, o colégio tinha como sede uma parte do edifício do Grupo Escolar Honório Miranda. Logo foi inserido ao colegial o ensino ginasial, que já existia, mas em forma de um complementar, com o nome de Curso Normal Regional Professor Fernando Machado Vieira.
 
O primeiro curso a ser oferecido pela escola foi o magistério. Através dele, o Frei pretendia atender à falta de professores com formação nas escolas do município. “Muitas pessoas que entraram para fazer o magistério já eram professoras, mas sem essa especialização”, diz Francisco.
Porém esta não foi a única opção disponibilizada. Logo também era possível fazer o colegial direcionado para contabilidade ou secretariado. Depois de terminada a reforma na escola paroquial, que ficava no prédio do Salão Cristo Rei, o Frei disponibilizou este espaço para que nele fossem ministradas as aulas do colégio.
 
“Desde o começo, sempre procuramos por bons professores, com formação. Para manter um nível de ensino excelente”, explica Francisco Hostins, que foi diretor da escola de 1969 a 1983. Com o aumento do número de alunos, foi solicitado ao estado uma nova escola. Em 1979, a instituição mudou-se para o prédio em que está até agora, abraçando também as primárias. Hoje, a escola é bem diferente de sua primeira construção: foi ampliada e foram construídos ginásio, muro, auditório e refeitório. Por fim, Francisco Hostins define que a escola Frei Godofredo “foi uma conquista muito grande para Gaspar, tendo sempre em frente o Frei Godofredo, um grande líder não somente religioso, mas também social”.


 

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