Valor do gás de cozinha sobe entre 5% e 9,8% para o consumidor em SC

Assessoria
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Após aumento da Petrobras de 9,8% nos preços dos botijões de gás de cozinha nesta terça-feira, os consumidores catarinenses começam a sentir o reajuste no bolso. Com a diferença de preço entre as regiões do Estado, o acréscimo varia bastante, mas segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás em Santa Catarina (Sinregás-SC) o botijão ficou entre 5% e 9,8% mais mais caro para o cliente final. Ou seja, o aumento pode chegar a R$ 7, dependendo da região. 

Esse acréscimo é bem superior ao que foi estimado pela Petrobras. A companhia afirmou que se o reajuste fosse repassado, integralmente, aos consumidores, o preço do botijão teria alta de 3,1% ou cerca de R$ 1,76. "Isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos", disse em nota. 

O presidente-executivo do Sinregás Jorge Magalhães de Oliveira questiona essa estimativa, pois a estatal não considerou que as próprias distribuidoras repassariam aumento maior que o previsto. 

“No Estado, as distribuidoras estão passando em média entre 5% e 9,8% de aumento. Isso vai chegar ao consumidor final, porque não tem como revendedor absorver isso. Como geralmente componha-se essa cadeia, então chega o reajuste entre 5% e 9,8% para o consumidor final”.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás), entidade que representa as distribuidoras no país, afirma que reajuste em alguns locais de entrega chega a 14,7% no Brasil. 

"São esperados outros movimentos, como de baixa do preço do Gás LP para embalagens maiores que 13kg. O Sindigás informa que não é possível prever o impacto do reajuste para o consumidor final, uma vez que o mercado é livre e os cálculos apresentados são meramente especulativos", disse em nota. 

Oliveira acrescenta que cada revendedor tem liberdade de praticar o preço final de acordo com a planilha de custo. Carlos Steimbach tem uma revenda de gás em São José, na Grande Florianópolis e afirma que aumentou em média R$ 3,8 o botijão, porque trabalha como atacadista, mas que para o consumidor final chegou a R$ 5 o aumento. 

“Para nós chegou o repasse de 9,8% [da distribuidora], mas a gente teve que segurar esse aumento pela concorrência de mercado”, explica Steimbach. 

Último levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), antes do aumento, aponta variação entre R$ 49 e R$ 63,23 no preço médio do botijão nas cidades de SC. No Estado, o botijão saía em média por R$ 54,1.

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