Como projeto de melhor estruturação física das barreiras da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - Cidasc, que previnem, entre outros, a entrada da febre aftosa no estado, a unidade instalada na Rua Vitorino Bacelar, hoje composta apenas por um trailer, vai receber a construção de uma estrutura fixa, ainda no início de 2012.
“A construção será toda subsidiada pelo Governo do Estado, sendo que no final de 2011, o processo licitatório obteve uma empresa vencedora, devendo está estar se apresentando para início das obras, ainda no primeiro semestre de 2012”, afirmou o gerente regional da Cidasc em Mafra, Osmar Carpen.
Segundo Osmar, em todas as barreiras já foram aplicadas melhorias, como por exemplo, a instalação de câmeras de vigilância, que transmitem em tempo real as imagens para numa central em Mafra e Florianópolis.
Durante todo o ano de 2011, o Governo, por meio da Cidasc, intensificou os cuidados, aumentando os recursos anuais da empresa, de R$ 20 milhões em 2010, para R$ 39 milhões em 2011. “A Cidasc é uma empresa de fiscalização de sanidade animal e vegetal e, conforme exigência do governador Raimundo Colombo, estamos trabalhando intensamente no serviço de inspeção de carne suína”, destacou Osmar.
Na última terça-feira (10), o governo estadual liberou uma verba de R$ 300 mil, para ampliar a fiscalização nas fronteiras que impedem a entrada do vírus da febre aftosa em Santa Catarina. Osmar Carpen, gerente regional, disse a nossa reportagem que em um primeiro momento as unidades sob sua responsabilidade, que vai desde Campo Alegre até o município de Monte Castelo, não necessitarão utilizar destes recursos, porém ele explicou que já foi elaborada uma planilha de trabalho e custo, e assim que necessário poderá solicitar a verba ao governo.
Até 2000, foram feitos trabalho intensos de vacinação que erradicaram o vírus de febre aftosa em todo o Estado. Desde então, a região está livre do vírus, sem necessidade de vacinação. Em 2007, Santa Catarina foi o único estado do Brasil a obter a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação.
“Com essas medidas será possível conquistar mercados importantes e exigentes como EUA e União Europeia. O Japão e a Coreia do Sul também estão prestes a importar carne catarinense, o que vai criar mais empregos e desenvolvimento econômico para a região”, afirma o gerente Osmar.
Osmar ainda contou que a fiscalização foi ampliada no início de 2012, por causa de um alerta de febre aftosa no Paraguai, na cidade de São Pedro, pela segunda vez em menos de seis meses. “Nosso maior problema são as cidades de fronteira. Santa Catarina não faz divisa com o Paraguai diretamente, porém o Paraná e Mato Grosso sim, o que nos deixa em estado de alerta”, comentou.
Entenda a doença
A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos, e se caracteriza por febre alta, salivação acentuada e formação de vesículas (aftas) na língua, na boca e nos cascos.
A aftosa causa prejuízos não somente pela mortalidade, mas também pela perda de peso dos animais e pelo aborto nas fêmeas prenhas. O vírus pode ser transmitido pelo contado direto entre os animais e indireto por meio de superfícies contaminadas pelo vírus. Não há risco de contaminação humana.
O vírus da aftosa se instala na língua e circula por toda a corrente sanguínea, contaminando a carne e os ossos do animal. O tempo de sobrevivência do vírus no corpo varia de poucos dias a três anos, quando instalado nos ossos, e, entre outros fatores, também depende das condições ambientais. A febre aftosa enquanto doença viral não tem tratamento curativo, mas pode ser prevenida por meio da vacinação.
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