Recentemente a imprensa divulgou uma pesquisa do site Ashleymadiso sobre o casamento e Santa Catarina é o estado com o maior índice de infidelidade do Brasil, o Rio Grande do Sul é o estado onde mais se casa e menos se separa, ficando numa média de treze anos a duração dos casamentos, bem diferente de outros estados que a média não chegou aos sete anos.
A perda de sentimentos românticos que levam os casais a infidelidade e a se divorciarem está ligada a grande liberdade de opções e os incentivos fartos que assistimos pela mídia diariamente, começando pelo BBB12, o escândalo escancarado da rede globo.
Muitas pessoas, hoje em dia, casam já considerando a possibilidade, ou a certeza da separação, e são pouca as vezes que nos perguntam por quê? Gostaria de saber se todos os casamentos são acertados antecipadamente no mundo espiritual, e se é verdade que ninguém casa com a pessoa errada? Contudo, o que a maioria quer saber, é porque as pessoas descasam com tanta facilidade. Acredito que em primeiro lugar é devido a imaturidade emocional e psicológica de um dos cônjuges, depois, existem muitas facilidades hoje em dia, para a separação, e a mulher já não é vista com maus olhos, por ser separada. Além do que, elas vão se tornando cada vez mais independentes, a ponto de, em algumas separações, o ex-marido pedir pensão alimentícia. Entretanto a imaturidade é um fator de peso. Os casais, geralmente muito jovens, não conseguem atravessar juntos, as primeiras tempestades do casamento e apelam para a separação.
Tudo isso pode ser corrigida se o casamento desejar. Para obter isso, cada um dos dois deverá assumir um compromisso, durante trinta dias, de se comprometer a tratar o cônjuge da maneira como tratava quando havia grandes sentimentos românticos, na época do namoro.
A tarefa do homem é voltar a dizer à sua mulher como a ama, tecer elogios e dar-lhe presentes românticos, assim como fazia no auge da paixão. Convidar para aventuras românticas, jantar longe dos filhos, buscarem novas luas de mel. Enfim, fazer todas as coisas que fazia quando estavam apaixonados. A tarefa dela é tratar o marido como um novo namorado, dizer-lhe que é bonito, preparar seu prato favorito, arrumar-se para ele, mostrar-se apaixonada, convidá-lo para aventuras românticas, ou seja, tomar a iniciativa de dizer que o ama e procurar beijá-lo na frente de outras pessoas.
As brasas de uma lareira vão se apagando se não houver alguém que dê um sopro para revitalizá-las. E, se num casal, um dos dois não tomar a iniciativa, o casamento vai acabar em cinzas. Portanto, tome você a iniciativa e comece a soprar o seu cônjuge, antes que o fogo se apague de vez e o seu casamento vá fazer parte da triste estatística anunciada.
Pensem nisso!
Até a próxima!
Os efeitos da estiagem estão causando prejuízos incalculáveis, mas o pior- a eminência real do êxodo rural . Políticas direcionadas principalmente aos jovens com o intuito de garantir a sucessão das propriedades, são medidas que até então são patrocinadas pelas cooperativas de produção e de crédito, como alternativas para garantir o sistema, que de certa maneira aqui no Oeste catarinense está correspondendo às expectativas previstas.
Os pequenos agricultores estão vivendo um período de verdadeira provação diante das turbulências e incertezas a que estão sendo submetidos. Para os jovens, principalmente os que sobrevivem das migalhas que recebem esporadicamente, frutos deste sistema capitalista selvagem, que alguns preferem chamar de globalização, são as principais vítimas neste momento, mesmo que não passe de ilusão, acreditam que na cidade a vida é melhor, pois podem contar, faça chuva ou faça sol, com o seu dinheiro no bolso a cada final de mês.
Mesmo que se transfiram da roça em direção às grandes cidades, não significa que obterão o sucesso almejado. Existem vagas ilimitadas de trabalho, porém as empresas exigem qualificação profissional dos candidatos, quando muitos passarão a enfrentar essa terrível realidade, sobrando como alternativas, na maioria das vezes, o trabalho pesado na construção civil ou de serviços esporádicos que surgir. Lamentavelmente esta é a dura realidade do mundo em que vivemos.
Urge que medidas concretas sejam tomadas com a maior brevidade possível, para evitar que amanhã a situação possa se tornar insustentável para esses nossos irmãos em Cristo. Esperar apenas da classe política pode ser uma temeridade, uma tarefa arriscada para o momento. Crédito de emergência, prorrogação de financiamentos, troca troca de sementes, é a mesma coisa que receitar a paciente com infecção aguda, chá de cidreira. Se facilitar o doente acaba ‘batendo as botas’.
Muitos poderão até tentar me crucificar, outros ironizar, que por sinal já estou acostumado, principalmente daqueles que vivem enclausurados em amplas salas refrigeradas de Chapecó, Florianópolis ou São Paulo, recebendo polpudos salários no final de cada mês. Estes não conhecem o trabalho a que estão submetidos a nossa gente aqui no interior- independente se é dia de Natal, Ano Novo, sem direito a férias, carteira de trabalho assinada, para limpar diariamente chiqueiros, trocando camas de aviários, e por fim, recebendo normalmente em troca muito aquém do que merecem. E a maior ingratidão como prêmio de consolação, na aposentadoria recebem valores que não passam de uma afronta para quem viveu toda sua vida enfrentando chuva, sol, geada ou calor.
Para esta casta privilegiada que vive na camada de cima da sociedade, a quem me referi, podem entender como um retrocesso o que proponho para tentar reverter a situação dos que já estão com o ‘pé no estribo’ em direção as cidades. Que se crie um programa oficial, envolvendo os Governos Federal, Estadual e Municipal, em parceria com as cooperativas de produção, Cooper A1 e Auriverde que sabem fazer muito bem as coisas a acontecer, oferecendo uma linha de crédito com juros subsidiados a longo prazo, no mínimo com três anos de carência, suficiente para construir instalações mínimas, sem a necessidade inicial de ordenhadeiras, para comprar novilhas de boa genética, fornecendo semens sexados para que nasçam novilhas de alta linhagem, sem esquecer, é claro, da profissionalização dos mesmos, pois ordenhar uma vaca não é apenas puxar nas suas tetas, mas observar primeiro a alimentação fornecida.
Para os que não interessam a bovinocultura de leite, inverte-se os investimentos para a engorda(terminação) de suínos, com instalações que possam receber um número de leitões que, quando gordos, um caminhão truck possa carregá-los de uma só vez. Se puder unir os dois projetos numa mesma propriedade, até formando um condomínio com outros interessados, com certeza absoluta é uma alternativa viável e lucrativa dentro da realidade existente. Com a palavra as lideranças políticas, empresariais e cooperativistas, tanto para me criticar ou, quem sabe, aproveitar algo sobre o que acredito economicamente viável para os moldes das pequenas propriedades.
Se este humilde palmitense estivesse no lugar do prefeito de Palmitos Norberto Gonzatti, independente de estiagem ou não, há tempo teria proposto tal iniciativa. Como não estudei o suficiente - completei apenas a ‘catequese forte’, enquanto o prefeito estudou e concluiu curso superior, de minha parte, me atenho apenas a produzir e vender honestamente jornais. Mesmo assim levo a vida que pedi a Deus.
Por Irno Devitte - irno@promitos.com.br
Considero uma verdadeira afronta as condições de trafegabilidade que oferece a SCT-283, entre as cidades de Mondaí a Chapecó. Um deboche praticado pelos nossos governantes e avalizados pela grande maioria dos nossos deputados estaduais, federais, inclusive dos três Senadores da República – Luiz Henrique, Cacildo Maldaner e Paulo Bauer, para quem desembolsa tanto dinheiro aos cofres públicos, por meio da arrecadação mensal de ICMS e impostos sobre veículos.
Independente de opção partidária, pois em suma poucos se diferem entre si, acredito que dá para contar nos dedos das mãos – e aposto que sobram dedos, dos deputados que realmente estão comprometidos com o Oeste, um dos principais celeiros deste Estado, para reverter esta situação que há tempos se mostra caótica. Posso até estar vendo miragens no horizonte, e o calor infernal que se abate na região é propício para que isso aconteça, mas sinceramente, não consigo vislumbrar a presença efetiva do Governador Raimundo Colombo neste corredor situado as margens do rio Uruguai, como um agente de transformação em favor do comércio pujante instalado ao longo deste trecho.
Em Mondai, berço de grandes empresas – Móveis Henn, a maior indústria moveleira de Santa Catarina, Indústria Têxtil Oeste, Fábrica de rações da Cooper A1, Laticínios Mondaí,entre outras, são empresas que estão a mercê desta rodovia. Nem me atenho nesta oportunidade de protestar em nome das pessoas de mãos calejadas, bem como de empreendedores dirigentes de empresas, pela incrível deficiência que se encontra o setor elétrico existente neste recanto abençoado por Deus, dependentes da boa vontade da direção da Celesc para sanar um problema que vem se arrastando há um bom tempo, para continuar fomentando a economia regional.
Poderia enumerar tantas outras empresas instaladas em Riqueza, Caibi, Palmitos, São Carlos e Águas de Chapecó, que diuturnamente estão sujeitos a pagar um preço muito alto causado por acidentes, inclusive com a perda da própria vida, apanhados numa das tantas armadilhas que estão a espreita da próxima vítima, ao longo do referido trajeto, que mais parece um solo lunar, tamanhas as crateras existentes.
Governador Colombo: Perdoe-me se avanço o sinal, mas humildemente sugiro que o senhor reserve um dia de sua agenda e tente pessoalmente conversar com os empresarios que apontei de Mondaí e os transportadores de rações, aves, suínos, leite, motoristas de ônibus e de ambulâncias e perceba o drama que vivem esses nossos irmãos de estradas. Verdadeiros soldados, heróis sem fardas, mas que orgulham a cada um de nós através do seu trabalho diário.
O senhor, a exemplo do seu Secretário João Rodrigues , até pouco tempo eram ferrenhos adversários das hostes petistas, mas acabaram “virando o cargueiro, se bandeando de mala e cuia “, para apoiar, com a bancada do PSD a Presidente Dilma Rousseff. Quem sou eu para comentar positiva ou negativamente tal decisão. Vivemos em plena democracia e governar é encurtar distâncias e isso ficou muito evidente que suas aproximações políticas podem render bons frutos politicamente.
Governador: O momento agora é o mais propício possível para transformar apoio político em ações administrativas, de reunir toda a representividade político catarinense lotado em Brasília e Florianópolis, para federalizar a SCT -283, transferindo para a União a responsabilidade de transformá-la numa rodovia federal, pois é lá que está concentrada a maior fatia do bolo federativo. Só para exemplificar da importância que representa esta rodovia para a economia local: Apenas a indústria de rações da A1, em Mondaí, recebe cerca de 1.500 caminhões/mês, a maioria bi-trem, carregados de milho e soja oriundos do Paraná e Mato Grosso. Em menor escala acontece com o transporte de madeiras para a Móveis Henn. Há aproximadamente 500 carretas, em grande número de bi-trem, apenas em Caibi e Mondai. Proibir o trânsito desses caminhões pesados pela SCT-283 é fácil, o difícil é encontrar solução, que antevejo na federalização da mesma.
Por Irno Roque Devitte - irno@promitos.com.br
Quando não temos para quem voltar, a gente volta, mas temos a impressão de não chegarmos. Qualquer espécie animal, ao final de um dia, retorna junto aos seus para buscar o aconchego, como uma espécie de proteção, esperando o agrado do ninho.
Como é bom quando sentimos vontade de voltar para casa, ou então, no final do dia, como é bom ter para quem voltar, receber atenção, carinho, amor. Este alguém não precisa ser, necessariamente, o cônjuge: pode ser a mãe, um irmão, um amigo, enfim, alguém que nos espere, ainda que seja um animal de estimação.
Estar em harmonia com os nossos seres queridos e gostar de voltar para eles é uma dádiva, um presente diário que recebemos, pois o amor mútuo destes, a cada turno, será maior que as nossas necessidades diárias.
Meu canto é meu canto! “As coisas que partem perdem a existência. As coisas que ficam, infinitamente, existem e nos fazem bem, pois é um elo que não se quebra”.
Às vezes, sentimos vontade de sair como uma andorinha e esquecer os problemas da vida, voar sem destino. Muitas vezes pensamos assim, olhamos para o alto e encontramos as respostas para a seqüência da vida que, no ninho, não visualizamos. Porém, isso pode ser apenas a máscara da felicidade que está aí, dentro do próprio ninho ou dentro da própria casa, e mesmo não tendo ninguém para compartilhar nossas decisões, ela existe e está guardada dentro de nós. Muitos dizem ser fantasiosa a capacidade de pensarmos bem em lugares maus, no entanto, somos nós que construímos nossos ambientes.
A vida pode ser bem vivida em qualquer ambiente, mas é bom ter para quem voltar. Como é bom ter para quem voltar! Não estou, aqui, fazendo uma crítica àqueles que moram sozinhos, apenas enaltecendo que, mesmo nesta condição ou como opção de vida, ninguém consegue ficar sozinho, voltar para o nada, pois, sempre temos um Deus que nos aguarda e nos acolhe.
Até a próxima!
EQUIPE JAIME FOLLE
Cursos e Treinamentos em várias áreas e palestras motivacionais
Novamente, o que não chega a causar maior surpresa ao setor agropastoril, uma estiagem assola, sem dó e nem piedade a região Sul do país. Os prejuízos financeiros são incalculáveis para os empresários rurais e, por conseqüência, diminuindo drasticamente as receitas que costumeiramente enchem os cofres públicos.
Coincidentemente estamos num ano eleitoral e a classe política, representada pelos governos estaduais e federal precisam dar uma resposta convincente, mesmo que demagógica, aos produtores rurais que vêem suas dívidas bancárias crescendo mais do que chuchu na cerca.
As medidas anunciadas a toque de caixa, nesta segunda feira 16, em Chapecó, pelo Ministro da Agricultura e o Governo do Estado, não resolvem em hipótese alguma o drama que vive há décadas o meio rural. É inexplicável, ou melhor é um absurdo gastar milhões de reais na tentativa da abertura de 300 poços artesianos, ou mais, aleatoriamente nos municípios atingidos no Oeste catarinense. Alguém por acaso está preocupado sobre a possibilidade concreta dos danos, até irreversíveis que poderão causar no meio ambiente, ou mais precisamente no Aquífero Guarani, nossa maior reserva de água potável deste planeta?
Só o pior cego que não visualiza que por trás de tudo isso que determinadas empresas, indicadas a dedo por pessoas influentes do meio político é que garantirão para si as maiores vantagens deste processo.
Com todo o respeito que tenho para com o Secretário de Estado da Agricultura João Rodrigues, tanto o Governo Federal a exemplo do Estado, estão dançando de pé trocado, e deste jeito não levará a lugar algum. Na verdade, com tais medidas anunciadas estarão rasgando dinheiro público.
Num primeiro momento é preciso conter a voracidade das empresas que detém a tecnologia avançada para vender sementes de milho. É inadmissível vender uma saca de semente por cerca de R$450,00. Particularmente acho uma afronta o agricultor pagar esse valor por aproximadamente 20 kg de semente e, como contrapartida, entregar 1000 kg de grãos para pagar a dita semente. Por outro lado, considero a orientação dos técnicos orientar os produtores rurais de utilizar entre 60 a 70 mil sementes de milho/ha. Não passa apenas da ganância de vender. São orientados para tal. Se a quantia de sementes/hectare fosse 20% menor, aliada a técnicas, como do plantio direto, já amplamente usado na região e observado o período ideal do plantio, os efeitos da estiagem também seriam menores na hora da colheita, sem falar na redução de custo da lavoura.
Mas como tudo nos governos o foco principal é a perpetuação no poder, por conseguinte, as iniciativas tomadas não passam de caráter imediatista. Não existe uma política implantada a partir dos municípios, passando pelos Estados, até o Governo Federal, a curto, médio e longo prazo. Ainda que sejam em áreas reduzidas, urge investir em projetos de irrigações - e mananciais hídricos temos em considerável quantia, basta saber utilizar de forma orientada e racional. Existem milhares de aviários e pocilgas construídas aqui no Oeste catarinense que poderiam canalizar a água da chuva para grandes reservatórios e posteriormente utilizar esta água para abastecer principalmente a bacia leiteira e suínos, aliviando consideravelmente o trabalho das prefeituras que vivem sobrecarregadas da função do transporte de água para as comunidades interioranas.
Quanto a nós, moradores da cidade, o que estamos fazendo concretamente para atenuar os problemas causados pela estiagem? Nada! Não podemos continuar de braços cruzados acreditando que o problema é tão somente do meio rural. Precisamos fazer a nossa parte, a começar evitando a mangueira de água correr de maneira abusiva quando for lavar a calçada, o automóvel ou mesmo para irrigar o jardim. Trata-se de um desperdício usar água tratada pela Casan para tais fins. Se puder, instale um reservatório, pode ser até um tonel de plástico, num espaço do terreno para armazenar água da chuva e utilizar nas questões acima apontadas.
São medidas paliativas, mas que não resultam em grandes investimentos, porém de grande utilidade. Basta vontade política para viabilizar iniciativas como estas ou idênticas. Passo a bola adiante, mais precisamente aos senhores prefeitos, que em última estância são as caixas de ressonância da população.
No ano de 1937 o Brasil e particularmente o Estado Gaúcho correram sério risco de um banho de sangue. Em 10 de novembro daquele ano, o presidente Getúlio Vargas dissolveu o Congresso Nacional, afastou os governadores que não concordavam com o regime, estabelecendo-se um estado autoritário. O instrumento do governo ditatorial seria o decreto-lei da ditadura, o assim chamado Estado Novo. O então governador do Rio Grande do Sul, Flores da Cunha, declarou não aceitar a deposição e, se preciso, usaria efetivos militares e civis do seu governo.
O exército pôs-se em prontidão. O governo federal enviou um esquadrão do exército, sob o comando do general Daltro Filho, com ordem de prender Flores da Cunha. Seguiram negociações, uma delas articulada pelo arcebispo de Porto Alegre. O monsenhor Leopoldo Neis, vigário geral e forte liderança do clero arquidiocesano foi encarregado pelo arcebispo Dom João Becker de tentar um diálogo e acordo entre o governador e o general.
O episódio terminou com a rendição de Flores da Cunha e em seu exílio no Uruguai. Comandante das revoluções de 1923, 24 e 26. Participara também da revolução de 1930 que, vitoriosa, pusera Getúlio Vargas na presidência ditatorial do Brasil. Mas o caudilho gaúcho não sossegou. Voltou do exílio, cumpriu dois anos de prisão na Ilha Grande e em 1945 elegeu-se deputado federal.
Aqui recordamos uma promessa de Flores da Cunha a Dom João Becker, arcebispo de Porto Alegre. O deputado Flores da Cunha foi incumbido de fazer o discurso de homenagem fúnebre, registrado nos arquivos da Câmara Federal. Recordo-me das seguintes colocações do orador: Dom João Becker foi grande líder da Igreja. Embora me fosse adverso nas eleições (?), reconheço seu espírito conciliador. Em 1937, quando fui injustiçado pelo governo de Vargas, eu estava decidido a resistir pelas armas ao golpe que desferiram contra mim, como governador do Rio Grande do Sul. No fervo da indignação, veio visitar-me o então arcebispo Dom João Becker. Lembrou-me uma promessa que eu lhe havia feito anos antes: Nunca mais irei derramar sangue de brasileiros. Resolvi cumprir a promessa. Em vez de ir à luta propus-me renunciar à violência e aceitar o duro exílio no Uruguai. O arcebispo de Porto Alegre salvou o Rio Grande e o Brasil de um banho de sangue, de dimensões imprevisíveis, em novembro de 1937, segundo o depoimento do deputado Flores da Cunha.
Uma pessoa torna-se velha de memória quando começa a citar a quantidade de anos que tem e conta em demasia seu passado, isso é porque não está convivendo bem com o presente e o futuro. Ou quando começa a citar o tempo de trabalho que já completou e os anos que faltam para se aposentar.
Dão passos para frente porque a vida exige que sejam dados. Se pudessem, ficariam dando passos para trás até voltar ao útero de suas mães. Grande parte de nossas mágoas consistem em um apego demasiado as feridas do passado. O passado exerce uma força muito grande em nossa vida, por isso, devemos liberar nossas cargas emotivas que nos prendem a ele, pois sempre prestamos muita atenção em coisas que nos magoaram e que não interessam mais e damos pouca importância às coisas que realmente interessam.
Normalmente sofremos porque erramos quando desfocamos da essência do presente através de furtivas distrações para o passado, então reagimos com quem estiver à nossa frente, desabafando mágoas já vividas e que insistimos em retomar.
No dia-a-dia das pessoas, podemos observar como elas gostam de dizer que “no passado era melhor”, ou que “na minha época vivíamos melhor”; isso significa que estão olhando para trás como se o passado e o futuro prometessem tempos ruins, de desgraça e sofrimento, e que só os tempos passados é que eram bons e virtuosos.
Para os que pensam assim, resta uma triste situação: andar para frente, olhando para trás. A vida, com certeza, será cheia de tropeços, pois, olhando desta maneira, será difícil colocar os pés em uma boa estrada rumo ao futuro. Uma menção de mágoas do passado demonstra que o presente não existe e o futuro é temeroso.
“Um homem é grande quando grande é seu poder de concentração na essência do futuro, esquecendo suas mágoas passadas”. São lixos que mantemos em depósitos escondidos da mente e só servem como entulhos e atrapalho em nossa vida.
Não existe um caminho para a felicidade e nem vai haver a volta para o caminho percorrido. A felicidade é o próprio caminho a ser percorrido rumo ao futuro.
Afinal, para os que estão mencionando o passado como referência, fica a pergunta: Quando vão voltar os olhos para o futuro? Poucas são as pessoas que têm um projeto de vida para o futuro.
Quem tem um planejamento claro do que quer da vida daqui a dez ou vinte anos?
Por isso, é confortável lamber as feridas do passado e comentar com os outros suas mágoas e desenganos. Não é assim que se comportam as pessoas de sucesso.
Até a próxima!
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A grande maioria de ocupantes de cargos importantíssimos ama o poder, acima de qualquer coisa, gosta de estar em destaque em relação aos outros, de ser cortejado, servido e admirado, porém, não consegue amar os seus na mesma intensidade.
Talvez isso aconteça porque o afeto e o carinho que recebe dos outros, que dependem dele, não são tão sinceros assim, maculados por interesses dos que estão abaixo em ocupar o seu lugar e, por isso, o bajulam para permanecer na sombra deste poder.
Muitos, nos dias de hoje, assim como fez Calígula no passado, antes de chegar ao poder se parecem gentis e afetivos, porém, ao chegar lá, não querem ver seu trono ameaçado, e por isso, o poder transforma-se, assim como transformou Calígula, o aprisionado no cargo, que perseguiu a quem lhe fizesse sombra. Calígula era mais uma pessoa despreparada para assumir o poder. Foi tão seduzido que, no final, queria ser reconhecido como um deus.
Ao aderir ao poder, algumas pessoas não querem demonstrar suas fragilidades, suas fraquezas, incompetências e, por isso, fazem uso do cargo como arma para inibir os que estão à sua volta e garantir-se no topo, por vezes esmagando, humilhando, desrespeitando, e é agarrados neste amuleto que esquecem totalmente a capacidade de amar.
Um líder que ocupa determinado poder deve amar, mesmo frustrado em seu cargo. Muitos líderes amam se tiverem retorno, assim, os seus liderados o consideram temível porque se esconde atrás de um cargo um perverso perigoso, como se este cargo fosse sua única arma de apoio para comandá-los.
Só conheci um na história que veio com um poder sem igual e pediu, com humildade, para amar e ser amado desceu aos patamares mais impressionantes da dependência dos homens, subjugou-se as leis humanas, implorou o nosso amor e a nossa ajuda, mesmo com o poder de destruir a quem se atravessasse em sua frente. Mostrou-se humilde, ético, amoroso aos seus discípulos; um líder de um poder imprescindível que, nem por isso, fez subir à sua cabeça o devaneio deste poder e manteve-se firme no propósito de amor aos que estavam abaixo Dele.
O que entristece é que nem sempre os que ocupam funções e cargos importantes têm tolerância e capacidade de ouvir sem impor suas idéias na base da força, usando primeiramente o amor como arma principal.
Encenar a peça da vida é alçar o vôo com o uso da inteligência e do amor, jamais usar a força do poder no cargo que ocupa, pois mais adiante poderá precisar daqueles que pisou em cima, e quem ama o poder em demasia dificulta a capacidade de amar o seu semelhante.
Até a próxima.
EQUIPE JAIME FOLLE
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O escritor gaúcho Vianna Moog, da Academia Brasileira de letras, publicou, em meados do século vinte, o livro intitulado Um Rio Imita o Reno. O autor, natural da cidade de São Leopoldo-RS, inspirou-se no rio que banha São Leopoldo, conhecida como região do vale do Rio dos Sinos. A semelhança entre os dois rios é reduzida. O Reno atravessa sete países da Europa Ocidental, o maior deles a Alemanha. A intenção expressa de Vianna Moog, descendente de pai alemão, é descrever, em amplo traço, características da imigração de alemães para o Brasil, iniciada em 1824, às margens do rio dos Sinos, cujos descendentes constituem hoje uma população de aproximadamente dez milhões de teuto-brasileiros, habitantes do sul e centro do Brasil.
O rio dos Sinos me traz à memória os anos de estudo de filosofia e teologia realizados no Seminário Maior Regional de São Leopoldo, onde se formou o clero católico dos estados sul-brasileiros até meados do século vinte. Após a fundação do Seminário Maior de Viamão, o Seminário de São Leopoldo foi transformado em Universidade do Rio dos Sinos (Unisinos).
A partir de 1960, o rio Reno passou por um processo de limpeza que o deixou sem lixo, repleto de peixes e balneável, mesmo atravessando grandes cidades da Alemanha e de outros países, como França e Holanda. Tem grande navegação fluvial. Já o rio dos Sinos, tão nosso, não teve a mesma sorte. Outrora limpo e navegável, seu aspecto atual é degradante, extremamente poluído.
Em épocas de estiagens, com a baixa da água, aparecem milhares de peixes mortos, por falta de oxigênio e excesso de toxinas. Há muito tempo cessou a navegabilidade do rio, por cujo leito, em navios a vela, chegaram de Porto Alegre a São Leopoldo os primeiros imigrantes alemães, a partir de 1824. As estiagens e o lixo acumulado nas águas estão matando gradualmente o outrora impetuoso e límpido rio. O mesmo acontece com a grande bacia formada pelos diversos rios que deságuam no leito do Guaíba. Urge um amplo programa de recuperação.
Sinal positivo em favor dos rios do nosso estado foi o restabelecimento das balsas que ligam a capital do Rio Grande com a cidade de Guaíba, aliviando o trânsito sobre a ponte do Jacuí. Oxalá seja isto um início de restauração do valioso complexo dos rios gaúchos, que no passado constituíam praticamente as únicas vias de transporte de passageiros e mercadorias do extremo sul do país.
Memorizei uma frase de Fulton Sheen, bispo e escritor nova-iorquino: “A bomba atômica nas mãos de um Francisco de Assis seria menos perigosa do que a pistola nas mãos de um bandido”. Hiroshima e Nagasaki lembram a violência humana usando a mais moderna e genial invenção a serviço da morte massiva.
Em 1950, estudantes de teologia, no Seminário Maior de São Leopoldo, recebemos a visita do padre jesuíta Hugo Lasalle. Ele, com outros três sacerdotes, sobreviveu ao lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, a 6 de agosto de 1945. Recordo os principais tópicos da palestra do padre Lasalle, completados por artigo da revista suíça EWIG (jan-fev 99). Naquela manhã fatídica, estavam os 4 jesuítas rezando na capela, a apenas 500 metros do centro da explosão da primeira bomba atômica – das duas lançadas por pilotos norte-americanos sobre o Japão. Eram 8 horas e 15 minutos da manhã. De súbito, um raio de luz fortíssima envolveu a cidade de Hiroshima com seus 500.000 habitantes. Em questão de segundos, aquele raio destruiu todas as construções circunvizinhas. Os 4 padres caem no chão da capela, entre pedaços de madeira e vidros estraçalhados. Só após um longo dia passado neste inferno de fogo e destruição, os quatro puderam ser retirados da casa paroquial, milagrosamente ainda conservada em pé. Eles atribuem a uma especial graça de Deus o fato de terem escapado da morte que atingiu 200.000 pessoas, num círculo de 15 quilômetros. Lembro-me que o Pe. Lasalle nos dizia: “Os vidros das janelas se desfizeram como em teias de aranha e penetraram em nosso corpo, onde permanecerão até a ressurreição final”.
Segundo Hubert Schiffer, um dos 4 jesuítas salvos, falecido em 1984, eles foram examinados mais de 200 vezes por médicos e cientistas americanos e japoneses. Nenhum deles foi prejudicado por radiação atômica. Sofreram apenas lesões externas, pouco visíveis. Continuaram com boa saúde em seu trabalho de missionários europeus no Japão. Logo após a explosão da segunda bomba atômica, por decisão do imperador, o Japão rendeu-se incondicionalmente às forças armadas norte-americanas.
Os quatro padres atribuíram a Deus e à intercessão de Maria o seu salvamento. Por isso, hoje, no centro da reconstruída Hiroshima, se encontra uma igreja dedicada a Maria, onde Deus é louvado dia e noite. Após a conferência do padre Lasalle, quatro jesuítas formados no Seminário Cristo Rei, de São Leopoldo, se despediram de nós e embarcaram para o Japão como missionários. Era o ano de 1950. Padre Vendelino Lorscheiter, irmão de Dom Ivo, continua lá, como professor da Universidade de Sofia, em Tóquio, famosa escola superior dos jesuítas na capital nipônica.
A força e o culto à miséria sempre foi uma situação de três lados. Por um lado, os que olham a miséria com desconfiança, vendo a miséria como uma situação preocupante. Por outro lado, os que acham que podem melhorar a vida dos que estão na miséria com campanhas de donativos e tentam encontrar uma saída para melhorar a situação. Mas existe uma terceira posição, que é a do próprio miserável, o qual fica a mercê da ajuda de alguém, esperando que um milagre aconteça e que algo possa lhe trazer, de uma hora para a outra, a tão sonhada vida do reino encantado.
A miséria consiste num carrossel de extremos. De um lado, acredita-se na possibilidade de resolver uma situação, porém, o outro ângulo impossibilita-a, pois os miseráveis não fazem qualquer força para revertê-la. Os que detêm o poder de decisão entendem que o pior investimento é na recuperação destas pessoas, justamente por serem desqualificadas; seria um desperdício de tempo tentar recuperá-las, por isso jogam alguns cestos de migalhas para satisfazê-los.
Com isso, uma grande multidão de miseráveis vem crescendo a cada ano, colocando espanto e alertando as classes mais abonadas, que correm o risco de implodirem a qualquer momento, junto com suas fortunas. Um exemplo disso são as favelas das grandes cidades; é só instigar o imaginável daquela população, que não tem nada a perder, a invadir o centro urbano, que isso vira a pior das bomba atômicas destruindo tudo em questões de horas. Não haverá polícia e nem exército que segure uma população invadindo prédios, carros e casas comerciais; seria uma espécie de implosão social, tamanha a força devastadora que isso poderia proporcionar.
O imaginável está aí, batendo à nossa porta todos os dias. Podemos pensar que tudo isso pode acontecer e não é no futuro, é a qualquer momento. O que não imaginamos é a forma de coibir isso em curto prazo, pois é um processo que se avoluma há algumas décadas, sempre com o aval daqueles que achavam que deveriam ter a miséria como forma de equilíbrio social entre os povos: ledo engano. Hoje, a miséria já soma um universo sem controle da população, no Brasil e no mundo, e o imaginável é contar os dias e as horas para tudo isso acontecer.
E olha que não sou nenhum vidente, e nem precisaria ser, para perceber tudo isso ao alcance dos nossos olhos.
Até a próxima!
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Terça feira, dia 6 de dezembro, uma data fatídica para os brasileiros, quando se completam 35 anos da morte do ex-Presidente João Goulart. Morreu na Argentina, onde se encontrava exilado, depois de ter sido arrancado do poder e de sua terra natal. Quais foram os crimes que este cidadão cometeu? O seu alto grau de periculosidade era notório e que preocupava os milicos, ultraconservadores da direita, inclusive setores importantes da prelazia católica da época. Seus três crimes apresentavam uma ameaça latente para os interesses dos americanos _ era popular, pois tinha o cheiro do povo humilde, por conseguinte era bom de voto, um homem rico em sensibilidade social, por isso tentou realizar as reformas sociais para que o Brasil pudesse encontrar com suas próprias pernas o futuro desejado.
Se Jango, como era carinhosamente chamado pelos brasileiros, morreu de infarto, conforme se noticiou na época, ou foi assassinado, que considero a hipótese mais provável, dada a Operação Condor, patrocinada pelos Estados Unidos, que matava covardemente seus pretensos inimigos que viviam nos países da América do Sul, por outro lado interessava também aos mesmos, as vidas do ex - Governador Leonel Brizola, exilado no Uruguai, a exemplo de Jango na Argentina.
Enquanto sorvo meu chimarrão, fico a imaginar o porquê do golpe militar imposto no dia 1º de abril de 1964, coincidentemente no dia da mentira. É bem provável que fundamentados de que entre 60 a 70% da população vivia no meio rural produzindo miséria de toda ordem, e que Jango assinara decreto em 13 de março de 1964, implantando o processo de reforma agrária, começando exemplarmente por suas fazendas e as de propriedade do cunhado Leonel Brizola, tal iniciativa contrariou frontalmente interesses dos grandes latifundiários. A lei de Remessa de Lucros, assinada em 3 de setembro de 1963, esta sim foi uma dose para elefante, que acabou causando distúrbios gástricos com efeitos colaterais de toda ordem, aniquilando a voracidade de grupos exploradores vindos do além mar.
Jango foi abatido de pé _ um leão que resolveu em nome da emancipação política, social e econômica de sua gente, da qual tinha orgulho em defender, ultrapassar as barreiras do atraso. E infelizmente passamos a viver o malfadado regime militar, quando a espada, a baioneta, e o coturno dos milicos eram as leis que empunhavam os mandantes do poder. Milhares de civis foram assassinados durante o regime. Até hoje muitos corpos não foram localizados para que as famílias pudessem ao menos dar um enterro digno aos seus filhos. Soldados, a maioria inocente, sem saber o que defendiam, foram envolvidos nesta sangrenta guerra de ideologias. Foi durante esse período que sangraram a imensidão da selva amazônica ao iniciar a construção da Transamazônica. Rasgaram e violentaram suas entranhas em nome da segurança nacional. Iniciaram ali a colonização, transferindo um número incontável de famílias do Sul, convencidas a apostar na ‘terra prometida’. A propaganda oficial por meio da distribuição gratuita do livro “O Milagre Brasileiro”, com fotos muito bem produzidas enganaram a maioria, principalmente os pequenos agricultores, sempre as principais vítimas de políticas malogradas, e partiram confiantes em dias melhores para a terra prometida. Pobre gente! Foram despejados em plena selva inóspita, entregues a própria sorte e tendo de suportar a companhia indesejável dos mosquitos da malária. O que aconteceu posteriormente qualquer pessoa pode imaginar.
Lembremos da dívida herdada do FMI, e jamais auditada? E das colocações ditas pelo ex - Presidente João Batista de Figueiredo: “Prefiro o cheiro dos meus cavalos a do povo”. E outra: “Pobre de salário mínimo tem que se enforcar”. Foi esta corja que em nome da salvação da Pátria, apregoando a possibilidade de um dia implantarem aqui o comunismo, sistema que devoravam criancinhas, conforme pregava os noticiários na época, principalmente através da Rede Globo, que mais tarde acabou propiciando o golpe militar. O empréstimo contraído para construção da usina de Itaipu é mais um flagrante do desperdício do dinheiro público. Parceria com o Governo do Paraguai extrapolou todos os limites da racionalidade. E saber que tem gente que critica o Governo Dilma quando repassa valores exorbitantes aos paraguaios. Contratos são feitos para ser cumpridos à risca, a não ser que uma das partes age com espírito de porco. Por acaso, algum político fez algo ao menos para tornar público as cláusulas contratuais celebrados entre os dois governos da época? Tudo farinha de qualidade duvidosa e oriunda do mesmo saco.
No Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, com a democracia parcialmente recuperada, mudou-se o foco da gestão administrativa apostando na expectativa de fazer com que o paquiderme que faz mover as engrenagens governamentais fosse mais ágil em suas tomadas de decisões - visão de intelectuais. Privatizou tudo o que pode. Vendeu a troco de bananas a Companhia Vale do Rio Doce. Reclamações não passaram de discursos demagógicos de meia dúzia de demagogos do Congresso e Senado Federal. Entregou também a troco de melado por água. Ao entregar para os grandes conglomerados privados o sistema de comunicação telefônica, permitiu irresponsavelmente que a população fosse explorada até a sua última gota de sangue por estes trastes internacionais. Hoje, FHC deve rir debochadamente do povo pois não é ele que continua pagando pela mula roubada. Permitiu desvergonhadamente que grandes empresas, em nome da autosuficiencia energética do Brasil explore os potenciais hídricos pelo país afora.
No Oeste catarinense e na região do Alto Uruguai gaúcho, vive-se o drama da construção de barragens sobre o leito do rio Uruguai e seus afluentes, causando transtornos de toda ordem. O governo simplesmente ignora os direitos dos proprietários de imóveis urbanos e rurais que poderão ser alagados com a construção de futuras barragens. Enquanto isso, muitos prefeitos da bacia do rio Uruguai – autoridades máximas em seus limites territoriais, agem como lobos vestidos em pele de cordeiro. Perante os munícipes seus discursos iludem vergonhosamente a maioria da população, dizendo asneiras de toda ordem que a maioria sempre gostou de ouvir -_ mentiras, nada além disso, mas nos bastidores promovem negociatas, enriquecendo da noite para o dia. Até pode existir outros prefeitos, mas o único que conheço e que realmente defende de ‘peito aberto’ os interesses e direitos dos atingidos por barragens nesta região, chama-se Lenoir da Rocha, de Mondaí.
Nestes últimos anos de Governo do PT muita coisa mudou e para melhor, principalmente as famílias que saíram do limite da miséria para viver com mais dignidade – conquistaram o direito a um prato de feijão com arroz diariamente, entre tantos os benefícios concedidos. Mas essa política assistencialista que cabresteia milhares de votos a cada eleição tem um preço alto, pois significativa parcela do empresariado que se esperneia para sobreviver, são os responsáveis para garantir a continuidade desse apadrinhamento político.
Por outro lado ha de se destacar positivamente ações administrativas voltadas a valorização do agronegócio, com uma política de financiamentos compatíveis com a capacidade de endividamento do setor, medidas que poderiam muito bem se estender às micro e pequenas empresas – quem sabe um dia. Mas ainda a muito por fazer, principalmente na área da saúde, que carece de uma política mais ágil e eficaz, a partir de investimentos substanciais em saneamento básico, uma forma de prevenir o índice de doenças, bem como no Sistema Único de Saúde, que no papel é bonito, mas na prática uma vergonha.
Falta investir num projeto de longo prazo voltado a educação, único caminho para transformar este Brasil, eliminando de vez faculdades de fundo de quintais, apostando num ensino de qualidade, iniciando pelo aumento das horas/aulas dos alunos, e pela qualificação dos professores, pagando um salário justo para que possam efetivamente ser cobrados. O futuro de nossos filhos também passa pela mudança de leis previstas pelo judiciário. De trabalhar ninguém morre, mas do consumo de drogas sim. Se um jovem pode votar a partir dos 16 anos, também pode obter uma licença especial para dirigir veículos leves e ao mesmo tempo se responsabilizar pelos seus atos perante a justiça, meio caminho andado para conter o ímpeto daqueles que vendem e consomem drogas, que por elas matam ou são assassinados.
Mas nem tudo são flores no campo dos petistas. Não podemos esquecer da cambada de marginais que se locupletaram no Governo Lula, os inesquecíveis ‘mensaleiros’. Alguns aparentemente passaram a viver no ostracismo, outros continuam na mídia. Uma mancha que jamais se apagará no seio de um partido que sempre pregou pela moralidade pública. É possível que o ex-Presidente Lula vivia desinformado do que acontecia pelos bastidores, dos descaminhos praticados de quem estava a sombra do poder. Quando houve denúncias se preocupou tão somente em colocar panos quentes para ‘aliviar’ seus apadrinhados. Com a Presidente Dilma as regras do jogo parecem ter mudado, e para melhor, pois desmandos administrativos são tratados com mão de ferro. Não é por nada que em menos de um ano de mandato já foram defenestrados do poder, nada menos do que sete ministros. O ministro Negromontes será o 8º a cair ainda em 2011, ou no máximo em janeiro de 2012
De onde quer que se encontrem, Leonel Brizola e João Goulart foram sinônimos de agentes públicos que muito fizeram por este Brasil – e com um detalhe importante: apesar da tranqueira da Rede Globo, sustentada vergonhosamente durante o regime militar, e continua mamando nas tetas do governo, jamais identificaram uma única mancha no currículo destes dois ilustres gaúchos, os quais considero, a exemplo do “Cavaleiro da Paz”, Tenente Luiz Carlos Prestes, verdadeiros heróis nacionais.
Fico triste em ver a juventude atual distante de tudo que acontece. Parece que estão plugados cibernéticamente em outros planetas e não no Brasil, pois se mostram desligados de tudo o que acontece ao redor do seu próprio mundinho. Mostram-se incapazes de se indignar diante da corrupção que diuturnamente vem corroendo até os mais elementares princípios que norteiam uma sociedade de bem. Será que é este o Brasil que desejam para as novas gerações? Mas acredito em jovens que lutam por novo modelo econômico, mais justo e igualitário. Por um meio ambiente livre da contaminação desenfreada pelos agrotóxicos. Por um salário capaz de oferecer dignidade a nossa gente. Para que um dia os professores sejam valorizados e que voltem a sentir a emoção lhes bater no peito e o orgulho de dizer publicamente, em alto e bom tom, que são PROFESSORES, sim senhor. Que um dia se consiga brecar a voracidade incontida do sistema bancário vigente, ao menos colocar-lhes um freio, e, acima de tudo, que se possa estabelecer políticas públicas capaz de conter o consumo de drogas que estão exterminando nossos jovens.
Consideram utopia o que proponho? Não! Basta vontade de levantar as nádegas da confortável cadeira que estão acomodados e dizer interiormente: Eu posso, eu quero e vou conseguir. Acreditem que ainda existe um lugar promissor reservado para você. Vais encarar ou permanecerá escondido dentro do seu casulo? O seu futuro, caro amigo(a), depende tão somente de você. Deus é generoso ao extremo, mas para Ele, tudo tem limites. Portanto, mãos a obra enquanto ainda é tempo.
O ato de decidir traz para o ser humano, muitas vezes, medo de arriscar e de tomar certos caminhos, pois sabe que seu destino é criado com base em cada decisão tomada.
Muitas pessoas têm medo de assumir as conseqüências de seus atos e de suas decisões, não acreditam na própria capacidade de vencer e de realizar sua vocação. Geralmente, são pessoas que na infância ouviram a palavra “não” em demasia, e agora, em suas vidas adultas, só sabem reconhecer o que não querem fazer. “Não gosto de mim”. “Não quero que ninguém mande em mim”. “Não posso fazer”. “Não consigo aprender”. “Não me agrada esse sujeito”, entre outros pensamentos que explicitam o medo e a desconfiança.
São pessoas firmes naquilo que não querem fazer e completamente indecisas sobre o caminho a seguir. Vivem se torturando, sempre insatisfeitas, reclamando de tudo. Normalmente estas pessoas adoram comentar sobre doenças e notícias catastróficas.
Outras não conseguem decidir sem a opinião de alguém, querem agradar aos outros, mas não conseguem agradar a si mesmos. Pessoas assim desperdiçam a vida procurando aprovação alheia.
Você quer ser um treinador de futebol? Tudo bem, mas saiba que isso vai influenciar sua convivência com a família. Você gostaria de ser administrador de uma empresa? Ótimo, mas vai ter que aprender a lidar com pessoas.
Definir o que se quer facilita a vida. Não abra mão do que é importante para você. Um vencedor nunca dirá: “Esse projeto é demais para mim”. Ao contrário, vai pensar no que precisa aprender para conseguir o que quer. Pois os vencedores sabem que as conquistas são resultados de aprendizado e muita persistência. Claro que se você quiser, pode optar por uma vida tranqüila, viver com alguns reais, sem riscos e muitos se apegam a poucas coisas e vivem miseravelmente devido ao medo de tomar decisões mais arrojadas e passam uma vida medíocre de lamentações.
A escolha é sua, o importante é saber como quer viver. E se quiser algo maior, terá que entrar em campo e participar da competição como um vencedor. Afinal você é um felizardo ao nascer neste mundo, você já conquistou uma vida, lute para torná-la muito mais feliz e agradável.
Até a próxima!
O pacto de estreita colaboração entre Igreja e Estado firmado entre Carlos Magno e João III no ano de 800, ato solenizado com o coroamento do imperador pelo papa, não deixou de sofrer fortes abalos em períodos posteriores. A mais violenta crise ocorreu entre o imperador Henrique IV da Alemanha (1056-1106) e o papa Gregório VII, venerado como São Gregório Magno, intrépido reformador do clero entre 1073 e 1085. O imperador do “sacro império romano germânico” não quis renunciou à fonte de rendimentos que auferia com a venda de bispados, praticando a rodo a simonia, abuso condenado desde o tempo dos apóstolos, quando certo Simão, o mágico, foi “excomungado” por São Pedro porque tentou comprar a dinheiro os poderes milagrosos dos apóstolos (conforme Atos 8, 9-24).
Os bispos ilegalmente escolhidos pelo imperador não renunciaram aos bispados comprados, nem Henrique IV renunciou ao abuso de tal venda. Os falsos bispos, no sínodo de Worms, declararam deposto o papa. Gregório Magno, em resposta, lançou a excomunhão contra o imperador.
Ato contínuo, os príncipes e condes da Alemanha declararam deposto o imperador excomungado, Henrique, diante do fato, partiu à Itália, em 1077, acompanhado pela imperatriz e alguns cortesãos. Encontrou o papa em Canossa, no castelo da condessa Matilde. Por três dias Henrique apresentou-se em vestes de penitência, suplicando absolvição. Em 28 de janeiro de 1077 ela foi-lhe concedida. Tal absolvição, ao contrário do que parecia, constituiu-se em derrota para Gregório e vitória para Henrique.
Com a cobertura dos bispos simoníacos do imperador, foi eleito o antipapa Clemente III, que usurpou a sede pontifícia, ao passo que Gregório Magno refugiou-se no Castelo de Santo Ângelo. Com poucos adeptos fiéis, o papa Gregório foi morar em Salerno, onde morreu em 25 de maio de 1085. Eminte pontífice, fez grandes esforços para reformar o clero e fazê-lo observar o celibato em crise. Num de seus sermões transcritos no Breviário, ele lastima: “Há na Igreja muitos sacerdotes, mas raramente se vê um operário na mesa de Deus; porque aceitamos, sim, o ofício sacerdotal, mas não cumprimos o dever do ofício” (Liturgia das Horas IV, p. 1393). São famosas suas últimas palavras: “Amei a justiça, odiei a iniqüidade. Por isso morro no exílio” (R. Wollpert, Os Papas e o Papado – Ed. Vozes, p. 77). 25 de maio é o memorial litúrgico de São Gregório. Pouco depois dele, o papa tornou-se chefe supremo da Europa, na luta contra o Islã.
Falar de amor é complicado, porque o amor é um sentimento sublime; já o gostar é algo normal. Amar e gostar são dois sentimentos que confundem as pessoas e, muitas vezes, não sabem qual sentimento se dirige a cada um.
Afinal, existe diferença entre gostar e amar?
O amor é um sentimento especial, porque só amamos as pessoas, que podem ser amigos, inimigos, irmãos, namorado, esposa, marido. E é ai que a coisa pega.
É muito mais prático amar as coisas e gostar das pessoas, pois no gostar não existe o comprometimento. E amar de verdade é desejar o bem das pessoas, é uma dedicação total. O nosso eu, muitas vezes, tem de ficar de lado por amor ao outro. Mesmo que tenhamos tudo, não nos sentiremos felizes se a pessoa que amamos estiver doente, sofrendo ou infeliz.
Existem casais que se amam. Existem casais que apenas se gostam. No primeiro caso existe doação total, no segundo, a doação é parcial.
O gostar já não exprime fidelidade como o amor. Eu gosto de uma casa, de um carro, de um amigo, de uma cidade. A expressão gostar é igual à palavra interessante, uma forma elegante de admiração, distante de ser amor. O amor é muito mais profundo, é um sentimento tão abrangente que fica difícil qualificá-lo, como o ponto de doar a própria vida por quem se ama.
Ao olhar pelo lado bíblico, Jesus disse: “Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem” (Mt, 5,44).
Caramba! Se seguir a orientação de Cristo, não existe gostar, apenas amar!
É bom dar uma parada e refletir sobre isso, pois quando a gente ama de verdade, quer sempre estar junto e sente saudade na distância. Porém, existe o lado egoísta de tudo isso, dos que gostam de usar seu próximo como meio para atingir seus objetivos, sem ao menos qualificá-lo, nem no gostar e, muito menos, no amar.
Se amar é tão bom para a vida, por que existem pessoas que não conseguem fazer isso, no mais profundo sentimento do seu ser? Na realidade, são sentimentos ocultos, fuga ou forma de se esconder atrás de um problema, ou falta de coragem para tomar a decisão de ir em frente e ser feliz. Muitos preferem passar uma vida amarga e triste ao invés de liberar esta energia vital que se chama AMOR.
Independente de quem se ama ou do que se gosta, eu encerro este texto pensando que os processos evoluem e se as pessoas deixarem fluir a vontade intrínseca, vão acabar percebendo a diferença, a grande diferença entre amar e gostar.
Até a próxima!
EQUIPE JAIME FOLLE
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Natal é vida nova, paz, libertação... porque o verdadeiro sentido do Natal está no nascimento de Jesus Cristo.
Ele, que veio para trazer a nova aliança e ensinar-nos a amar o nosso semelhante, deixando as atitudes devoradoras e violentas para se fazer um pacto de paz...”Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amo”.
Por isso, comemorar o Natal é preparar nossas casas e nosso espírito para festejar este momento diferente do ano. Cristo quer nascer de novo, ele quer encontrar um lugar para nascer. É hora de abrir portas e janelas do coração para acolher o Deus Menino, que veio para a nossa salvação!
Vamos nos unir em mais este Natal.....porque em cada gesto de apoio à trajetória que seguimos, fortalecemos nosso seguimento à Paz.....pois em cada “sim” que respondemos a Deus, o Seu Reino torna-se uma realidade para nós, então, depositamos nossas esperanças na manjedoura do Deus Criança, que nos conduziu com mão terna e forte durante todo este ano.
Felizes somos, por termos a graça de nos unir em mais este Natal, formando a GRANDE FAMÍLIA CRISTÃ.
Com este espírito natalino, dediquemos nosso tempo a pensar em nosso semelhante de forma fraterna, solidária. Não se trata de doações materiais, mas, simplesmente, iniciando uma incessante rotina de orações destinadas às pessoas que estão à nossa volta e que, muitas vezes, necessitam desta doação espiritual daqui até o Natal.
Deixemos de lado, um pouco, esta gama de materialismo que paira sobre nossas famílias, e voltemo-nos para uma reflexão acerca do verdadeiro sentido do Natal.
É tempo de Natal...é tempo de perguntarmo-nos: O que é o Natal?
UMA BOA REFLEXÃO E UM EXCELENTE NATAL A TODOS!
ATÉ A PRÓXIMA!
EQUIPE JAIME FOLLE – CURSOS E TREINAMENTOS
Os autores do Antigo Testamento careciam de luzes sobre muitas questões, nas quais Jesus Cristo traria iluminação divina. As riquezas de patriarcas, reis, possuidores de grandes rebanhos eram considerados homens abençoados por Deus. Crimes de guerra, morte a inimigos e até a inocentes pareciam justificados. Vinganças, “olho por olho, ferida por ferida”, era norma considerada justa.
Como se imaginava o Messias o povo israelita? Isaías o predizia como homem justo, perseguido, desfigurado, vítima da iniqüidade humana, pobre, perseguido, assassinado. Outras profecias falavam nele como rei glorioso, o mais famoso descendente de Davi, seu pai. “Ele reinará na casa de Jacó para sempre, e seu reino não terá fim” (Lucas 1, 33 inspirado em várias passagens messiânicas do Antigo Testamento). De si mesmo, Jesus dizia: “As raposas têm tocas e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20). Jesus se aplica o título de Filho do Homem ora para predizer sua humilhação na Paixão e morte, ora para anunciar seu triunfo escatológico da ressurreição, da volta gloriosa e do julgamento, o verdadeiro caráter do seu messianismo.
Jesus mostra franca preferência pela pobreza sua e de seus discípulos. O papa S. Leão Magno nos ensina os degraus da jubilosa ascensão àqueles que desejam chegar à eterna beatitude:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5, 3). Seria talvez ambíguo a que pobres se referia a Verdade, se dissesse: Bem-aventurados os pobres, sem acrescentar nada sobre a espécie de pobres, parecendo bastar a simples indigência, que tantos padecem por pesada e dura necessidade, para possuir o reino dos céus. Dizendo porém: Bem-aventurados os pobres em espírito, mostra que o reino dos céus será dado àqueles que mais se recomendam pela humildade dos corações do que pela falta de riquezas” (Breviário III, p. 177).
Acho oportuna a advertência de São Paulo aos abastados: “Exorto os ricos deste mundo que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança nas riquezas volúveis mas em Deus, que nos dá abundantemente todas as coisas, para delas desfrutarmos. Que pratiquem o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam generosos, comunicativos, acumulem um tesouro sólido para o futuro, a fim de conquistarem a vida verdadeira” (1ª Carta de São Paulo a Timóteo 6, 17-19). O padre Comblin, na revista Pastoral escreveu longa dissertação em que procura comprovar que Lucas escreveu seu Evangelho para os pobres, e os Atos dos Apóstolos para os ricos, a fim de converter a todos. Contei a um teólogo amigo, que sorriu e observou: “O amigo Comblin tem cada ideia... Que Deus o tenha consigo, como fiel servidor do Reino”.
Várias pessoas pensam de modo errado quando falamos em ser diferente; imaginam superioridade ou algo assim.
Eu sou diferente, não sou mais nem menos, mas também não sou igual. Sou apenas especial, sou mais eu, não sou igual a outro, mas também não sou superior, sou apenas única.
É assim que cada um de nós deveria pensar, cada um tem sua própria personalidade, suas próprias opiniões e idéias. Cada ser tem seu estilo próprio, seu jeito de ser, e isso é exclusivo de cada um.
Têm pessoas que ainda não sabe qual é o seu estilo e, por isso, se inspiram em um ídolo ou algo parecido, e seguem o mesmo ideal, mas, pensando bem, isso também é um jeito diferente de ser.
“A maioria das pessoas que acha que é normal ser diferente, na verdade não se importa com tais fatos, até o momento em que descobre que seu/sua filha é homossexual, ou quando se depara com o nascimento de um filho(a) com alguma deficiência. Ninguém se importa com a falta de sinalização e infra-estrutura adequada aos deficientes físicos até estarem sentados em uma cadeira de rodas. Tudo parece ser muito normal quando o problema é com o outro. É sempre assim, a maioria das pessoas precisa experimentar para aprender”.
Baseando-se nas diferenças entre o homem e a mulher, podemos dizer que são seres totalmente opostos em tudo, não somente nos sexos. Segundo Freud, “o homem e a mulher são seres tão diferentes que não poderiam viver sob o mesmo teto”. Mas é por serem tão diferentes que eles se relacionam bem! Pois um possui idéias, atitudes e opiniões diferentes do outro e, por isso, se completam e, como dizem, os opostos se atraem.
E isso acontece também nos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Elas trocam idéias e opiniões diferentes, pois cada um tem uma coisa para oferecer ao outro.
O que importa é que todos nós temos um estilo, e se não temos, imitamos e criamos um, e é isso que faz de cada um de nós um ser ÚNICO.
A questão fundamental está em se entender nas diferenças. Tanto o homem como a mulher precisam entender as diferenças do(a) parceiro(a), por vezes, fazer renúncias, dialogar, perder em determinados momentos para que ambos ganhem no final.
É uma partida onde não poderá haver apenas um ganhador: ou os dois ganham ou os dois perdem.
Até a próxima
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Filhos batem nos pais.
Alunos batem em professores.
Drogados prendem os policiais.
Quem prende é que vai preso.
Quem corrige é punido.
Quem rouba fica famoso.
Casamento entre sexos iguais.
Parei por aqui!!!
Já virou moda ser sacana e desonesto. Parece que o malandro, o perverso, é mais valorizado, do que as pessoas de bem. Criou-se, uma cultura tão grande de falta de ética e sacanagem que os valores se inverteram.
As pessoas de bem, vivem com medo, se escondendo em cercas elétricas, seguranças, enquanto os ladrões mandam e desmandam (tanto na área privada, quanto nos cargos públicos). Quem devia dar o exemplo não dá.
Pessoas de bem não são as mais procuradas e nem lembradas para as posições e, quando colocam seus pontos de vista, são, por vezes, taxadas de fora do eixo, sem criatividade, revolucionários ou perversos. A ética passou a ser cafonice; dizer que é honesto ficou vergonhoso, ser malandro é que é legal.
O valor ético muda de acordo com a oportunidade que está à sua frente; quem tiver mais necessidade, poderá ter maior dificuldade de se manter honesto. Nestas inversões de valores a ocasião não faz o ladrão, o ladrão já esta feito, a ocasião faz o roubo.
O grande fator é que a sociedade se preocupa apenas em julgar a conduta dos políticos corruptos, esquecendo-se de olhar para si própria. A questão é a decência de admitirmos que de alguma forma corroboramos para que tais exploradores se sintam a vontade para dirigir cargos importantes de maneira vergonhosa e imprudente.
A mudança de valores vai voltar, somente quando a educação ganhar em qualidade, hoje ela está pra lá de precária, professores fracos, faculdades fracas e o resultado é isso ai que estamos assistindo todos os dias nos meios de comunicação que, aliás, também são grandes culpados por serem também modelos de muitas situações sociais com seus programas incentivadores da multiplicação dos inversos, tem mais espaço na mídia o malandro do que o honesto, se a pessoa é homossexual ou gay, é lhe dado um enorme espaço se é macho, ou fêmeo de verdade, nem se quer lhe apresentam o microfone.
Pra finalizar, nos últimos tempos, os valores já nascem invertidos, porque àqueles que tentam criar condutas sociais são vil e, taxados de asquerosos, pelo próprio poder.
Vamos aguardar até onde tudo isso vai chegar.
Até a próxima!
EQUIPE JAIME FOLLE
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Pouco após o Concílio Vaticano II surgiu na reflexão pastoral da Igreja a expressão “opção pelos pobres”. Tal expressão suscitou um questionamento entre teólogos e agentes de pastoral. Como entender tal opção?
A partir da III Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, o CELAM, em Puebla-México, noção sobre opções da Igreja tornou-se mais clara. A III Conferência indicou algumas atitudes que nos revelam a autenticidade da comunhão eclesial: fidelidade aos sinais do Espírito Santo, contribuição para a edificação da comunidade, santidade do evangelizador, “o amor preferencial e a solicitude para com os pobres e necessitados” (Puebla nº 378-384).
Aos poucos, o CELAM e a CNBB foram aperfeiçoando o conceito dessa opção, enunciando-a como “evangélica opção preferencial não excludente pelos pobres”. Assim a Igreja procurou facilitar a compreensão de cristãos de classe média, que em parte se sentiam “marginalizados pela Igreja”. É claro, a Igreja nunca poderá ser compreendida totalmente, na complexidade de certas formulações.
Dentro das discussões pastorais surgiu a chamada “Teologia da Libertação”, uma forte contestação da doutrina capitalista, conhecida como “teologia da prosperidade”, melhor chamada como teoria do capitalismo selvagem, influenciada pelo calvinismo implícito na primeira e única Constituição dos Estados Unidos.
A teologia da libertação teve aceitação com certas ressalvas da Sé Apostólica, explicitadas pelo cardeal Josef Ratzinger como prefeito da Congregação para a Fé. O papa João Paulo II declarou-a “oportuna e necessária”, enquanto enquadrada em correta doutrina eclesial, isenta de radicalismos.
Ultimamente surgiu uma forte divisão entre os principais corifeus da Teologia da Libertação. Clodovis Boff, com a concordância de alguns teólogos, afirmou que a Teologia da Libertação cometeu um grave erro, desde o seu início, ao colocar o pobre no primeiro lugar da construção da teologia. O primeiríssimo lugar pertence a Jesus Cristo. Tal contestação foi contraditada por Leonardo Boff, ex-frade franciscano, irmão de frei Clodovis. A Revista Eclesiástico Brasileira, editada pela Vozes de Petrópolis, trouxe réplicas e tréplicas a tal controvérsia, indicando posições de Gustavo Gutierrez, José Comblin, Libânio e outros. Vale aí a afirmação de Santo Agostinho: “Unidade na fé, liberdade em questões duvidosas, caridade em todas as discussões”.
Outubro é o mês das Missões, com destaque ao penúltimo domingo do mês: o dia das Missões. A Igreja é missionária por vocação divina. “Ide por todo o mundo, proclamai o evangelho a todas as criaturas” (Marcos 16,15). É ordem de Cristo, que a Igreja está cumprindo há quase dois milênios. Mas o anúncio da Boa Nova enfrenta sérios problemas, especialmente hoje em dia. Apontamos alguns:
Mudanças demográficas: diminui drasticamente a natalidade. A média das famílias novas mal chega a quatro pessoas, com dois filhos. Intensificaram-se as migrações, que estão esvaziando o meio rural e enchendo rapidamente a população da cidade. A vida comunitária e os valores cristãos têm sofrido forte impacto com a concentração urbana desordenada. Muitos trabalhadores rurais desestruturam-se na fé e na sua cultura familiar no agito da cidade. Cabe à Igreja evangelizar a cidade, onde hoje se encontra a maioria dos seus adeptos, reconhecer os seus valores e problemas e adquirir mais experiência de pastoral urbana, sem omissão da pastoral rural.
Mudanças econômicas: a economia globalizada favorece a concentração de bens. Até pouco tempo, a tendência era um sucessivo empobrecimento do povo brasileiro. Houve a perda do amor vigente entre os primeiros cristãos. Entre eles não havia necessitados, porque os ricos partilhavam com os pobres, as viúvas e os órfãos os seus bens (cf. Atos, cap.4). Hoje, no Brasil, o poder público se empenha no combate à pobreza, para se chegar a um justo equilíbrio econômico e social. Falta combater sem tréguas a corrupção de grande parte dos maiorais econômicos e políticos que passam impunemente por cima das leis. Felizmente está surgindo um horizonte de reformas sociais, atendendo-se à educação escolar, à criação de empregos, à saúde, ao acesso à moradia das famílias de trabalhadores. Esperamos que em breve o Brasil colha os frutos do esforço conjugado do poder público e das boas iniciativas particulares.
Pluralismo religioso: por pluralismo religioso entende-se geralmente a diversidade de igrejas cristãs e religiões não cristãs existentes no mundo. Mas encontramos outra manifestação do pluralismo religioso dentro da própria Igreja Católica, no Brasil. A religiosidade popular está arraigada na alma do povo. Mas cresce dia-a-dia o número daqueles que não vivem o seu batismo, principalmente nas grandes cidades. Com propriedade, afirmava o saudoso cardeal Aloísio Lorscheider: “A estatística mostra que cerca de dois terços dos católicos têm uma prática religiosa rara ou nula. Que desafio para nossa ação missionária!” Pelo batismo somos inseridos na missão de Cristo, segundo a sua palavra de ordem: “Como o pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21).
Conforme informei na coluna anterior, estou passando as dicas para os jovens e demais interessados, escapar do endividamento. As dicas são simples, e muito fáceis, a questão não se refere apenas a dicas, a questão está na mudança de comportamento e de alguns hábitos, e isso somente vai acontecer em regime de treinamentos e alerta sobre os grandes perigos que ronda nossos jovens. Para garantia e confiabilidade das informações consultei publicações do autor (Josafá), que são as seguintes:
1 – Jamais gaste além do que ganha.
2 – Jamais aceite facilmente as ofertas de cartão de créditos e gastar por conta deles antes de ter seu ganho à disposição. Se não sabe usar cartão de crédito, quebre, destrua.
3 – Controle seus gastos com parafernálias eletrônicas, tipo: celular, TV, games, notebook etc...
4 – Evite utilizar limite bancário, utilize apenas em casos urgentes, nos quais certamente poderá repor o dinheiro logo. Os bancos fazem ofertas miraculosas e facilitam o uso do cartão, porém os juros estão em torno de 11% ao mês mais as tarifas, e não use contas em mais de um banco.
6 – Se você comprar sempre a vista, nunca pagará juros, sempre conseguirá descontos, não entre nesta de 12 vezes, sem juros, isso é um engodo do crédito, não existem milagres, pois a ilusão é que a prestação é baixa, faz você ficar amarrado por um ano ou mais.
7 – Quando gastar tenha a noção de que está fazendo um bom negócio, que está investindo. Ex.: Quando compra um alimento, tenha a certeza que está investindo em sua saúde. Quando comprar uma roupa, pense em quantas vezes poderá utilizar se vai utilizar apenas uma vez, analise se realmente convém comprar. Quando vai comprar um celular ou computador, lembre-se que estes aparelhos depreciam entre três e seis meses e você vai ficar com a dívida de uma sucata, isso não quer dizer que não possa comprar, mas ter noção destes gatos.
8 – Criar o senso de poupar ao invés de gastar. O que você poupa é o que realmente ganha, se não consegue poupar nada para o futuro, apenas sobreviveu, mas não ganhou nada.
9. Quando começar a perder o controle das contas, não tenha vergonha de pedir ajuda.
Obs: Devemos ensinar a nossas crianças a cultura financeira da poupança e dos cuidados com o consumismo. Professores aprendam isso também. Empresários devem proporcionar aos seus funcionários estes cuidados. Existem cursos rápidos e fáceis para os jovens e adultos nesta questão dos controles financeiros, para sair do endividamento e conseguir ter poupança para o futuro.
Um grande abraço
Jaime Folle
Há alguns anos, nossa equipe vem pesquisando e aplicando treinamentos de controle financeiro junto aos funcionários das empresas, principalmente os mais jovens. A questão inicial do endividamento dos jovens é a falta de cultura financeira. Primeiro, as crianças não têm educação financeira, nem nas famílias e muito menos nas escolas, pois a grande maioria dos professores também não sabe controlar suas próprias finanças. Temos aulas de tudo: português, história, geografia, matemática etc., mas não se tem aula de educação financeira e isso implica em um desconhecimento total dos jovens e adultos sobre finanças.
De acordo com uma pesquisa da Tele cheque, muitos jovens já estão soltando cheques sem fundo desde o primeiro emprego e usando inadequadamente os cartões de créditos que conseguem com facilidade em todas as lojas e bancos. Como existe um fator psicológico de que quem faz compras com o cartão não enxerga o dinheiro, isso dá uma incrível sensação de ganho e facilita o consumismo desenfreado. A pesquisa também apontou que entre os consumidores até 25 anos, o índice de inadimplência é de 16,92 %, e 75% estão devendo além da sua capacidade de ganho. Isso quer dizer que, mal estão iniciando suas atividades profissionais e já estão endividados por conta da facilidade das armadilhas do crédito fácil.
O problema crucial é que os pais também não têm bons controles sobre suas finanças. Nossa Equipe fez um treinamento há poucos meses para funcionários de uma grande empresa, e observamos que 63% dos funcionários, neste caso mais velhos, acima de 30 anos, também se encontravam com suas finanças comprometidas, pois nem eles tinham noção de quanto gastavam, efetivamente acima do ganho real. Os gastos, na maioria dos casos, não estavam relacionados as necessidades básicas: alimentação, vestuário, aluguel; os grandes gastos estavam em trocas de aparelhos eletrônicos, tipo TV, celulares, computadores, além de conseguir facilmente comprar motos e carros com financiamentos absurdos de até 70 meses. Acaba o carro e não acabam as prestações.
Na próxima semana, daremos dicas de como prevenir o endividamento e se livrar das armadilhas do credito fácil.
Até a próxima semana.
EQUIPE JAIME FOLLE
Cursos e Treinamentos em várias áreas e palestras motivacionais
Diz São Paulo: “O último inimigo é a morte” (1 Cor 15,26). Mas o cristão não dirá: “tudo acabou”, porém... “a vida não é tirada, mas transformada” (Prefácio).
A devoção aos finados. O povo brasileiro dá muita importância ao dia de Finados. A ponto de ser feriado nacional. Túmulos e igrejas enchem-se de fiéis. Os cemitérios, já na véspera, passam por renovação e faxina, os túmulos são enfeitados de folhagens e flores por parte das comunidades e famílias. Jazigos são visitados por grandes levas de familiares e amigos, que visitam e veneram com orações e lágrimas de saudade seus amados falecidos.
A verdadeira vida. Embora Finados não seja dia santo de guarda, de missa obrigatória, recomenda-se aos fiéis participarem das celebrações, o que é melhor do que fazer “feriadão”, entrando na louca ciranda dos milhares de mortos e feridos, vítimas do trânsito irresponsável. “A liturgia renovada de Finados nada diz das penas do purgatório e coisas semelhantes... Será bom assimilar a espiritualidade dessa nova liturgia, para ter uma visão mais cristã da morte, o passo definitivo que conduz à vida verdadeira” (J. Konings, Liturgia dominical, p. 457). Na liturgia eucarística do dia 2 de novembro encontramos mensagens consoladoras, tais como:
A vida em Cristo: “Como Jesus morreu e ressuscitou, Deus ressuscitará os que nele morrem. E, como todos morrem em Adão, todos em Cristo terão a vida” (Antífona de entrada). Na 1ª leitura temos a belíssima profissão de fé de Jó: “Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó. E depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão” (Jó 19, 25-27). O mais belo entre os prefácios da missa de exéquias é, ao meu ver, aquele que enfatiza a esperança cristã: “Em Cristo brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”.
O Natal do ano 800 assinalou um marco histórico de suma importância para a Igreja católica e a organização da Europa medieval. Nessa data, o papa Leão III, durante a missa de Natal, colocou uma preciosa coroa na cabeça de Carlos Magno, proclamando-o imperador dos romanos. Convém historiar os fatos precedentes e sequentes desse gesto, marco simbólico do surgimento do “sacro império romano de nação germânica”, o qual duraria mil e seis anos, sendo abolido violentamente no tempo de Napoleão Bonaparte, em 1806.
Restabeleceu-se assim o império romano-germânico, sob protesto do imperador de Constantinopla. Carlos Magno assumiu a condição de protetor decidido da Igreja e defensor dos lugares santos de Jerusalém e adjacências. A aliança de Carlos Magno com Roma teve início durante o pontificado de Adriano I (772-795), que pediu socorro ao imperador dos francos para repelir o ataque dos longobardos em avanço sobre Roma. A Lombardia foi também incorporada ao Sacro Império.
O sucessor de Adriano, Leão II (795-816) foi caluniado e ferido já no início do seu pontificado. Leão fugiu para a cidade alemã de Paderborn, onde pediu proteção de Carlos Magno. O imperador, após uma investigação, convenceu-se da integridade do papa e condenou à morte por crime de lesa-majestade os caluniadores. A pedido de Leão, a pena foi comutada em desterro (cf. “Os papas e o papado”, Ed. Vozes, 2005, p. 51).
O Império Romano passou ao domínio de Carlos Magno, cujo reino, após vastas conquistas, passou a compreender a Alemanha, a Itália e a Gália (França). A capital do Império e a residência de Carlos Magno era a cidade de Aachen, situada a leste da Alemanha, vizinha da França, Bélgica e Holanda.
Embora pouco letrado, Carlos fundou escolas em todo o império. Criou o serviço militar obrigatório para todos os cidadãos. Música e arquitetura eram suas artes favoritas (Professor J. B. Hafkemeyer S. J. – História Universal, Porto Alegre, 1927). Foi ele o construtor da catedral de Aachen (Aix-la-Chapelle). A primeira ala da catedral foi construída em estilo romano, no reinado de Carlos Magno. O trono do imperador fica no alto de uma escadaria monumental. O altar de ouro, com a frente ornada pela imagem do imperador, ladeado pelo papa e o bispo, representa o poder imperial de Carlos, protetor perpétuo do papado e da Igreja. A partir do século treze foi construída a segunda nave da catedral em estilo gótico e barroco, lembrando séculos de história da civilização cristã e dos variados estilos a serviço das comunidades em sua suntuosidade eclética.
Há algum tempo eu vinha rascunhando algumas linhas para escrever sobre essa nostalgia dos tempos da infância e por uma agradável coincidência encontrei esta poesia do (Ismael Gaião) que acalhou perfeitamente com o que eu queria. Portanto faço meus os versos que transcrevo na íntegra deste grande poeta.
No tempo da minha infância nossa vida era normal
Nunca me foi proibido comer açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal
Bebi leite em natura da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama com uma doença séria
As crianças de hoje em dia não bebem como eu bebia
Por causa das bactéria
A barriga da miséria tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça não se pode comer massa
Por causa da obesidade
Comia ovo à vontade sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração
No meu tempo de criança por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia a gente só repetia, até que fosse aprovado
Com anzol e umas minhocas muitas vezes fui pescar
E só saía do rio quase na hora do jantar
Peixe nenhum eu pegava mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar
Comecei a trabalhar com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava que pra ter dignidade
O trabalho era importante pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade
Mas hoje a sociedade essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos drogados fora dos trilhos
Num mundo sem esperança
A vida era bem mais mansa, com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes de tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade e hoje sinto vontade de ser criança outra vez
Até a próxima.
EQUIPE JAIME FOLLE
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“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.”
No senso comum parece prevalecer a qualidade sobre a quantidade e muitas vezes ainda achamos que qualidade independe de quantidade. Mas na real situação deste mundo, estamos priorizando a quantidade cada vez mais, pois há uma tendência à carga excessiva de trabalho que nos habituamos todos os dias em busca pelo crescimento profissional, o investimento na carreira e a tentativa de obter um retorno financeiro para anos de estudos, o esforço sobrepõem-se à lógica do viver com qualidade, porém, a quantidade estimula e os reflexos que se dão na fragilidade do nosso corpo e da nossa saúde. “Até os cinquenta anos gastamos nossa saúde para ganhar e acumular dinheiro, após os cinquenta anos gastamos o dinheiro para recuperar a saúde”.
Segundo estudos ao longo de onze anos com seis mil trabalhadores, onde foram investigados os reflexos na saúde através do excesso de trabalho, descobriram que além do estresse causado pelo excesso de trabalho, onde implicou no aumento dos níveis de cortisol no sangue (com consequente aumento da sudorese, colesteróis, e da pressão arterial e dos níveis de açúcar, além de prejuízos na digestão e imunodepressão) quem trabalha demais tem menos tempo para praticar atividades físicas, ter hobbies, se alimentar e dormir melhor. Consequentemente, está priorizando a quantidade em detrimento da qualidade. Pois nesta semana fomos surpreendidos por ser o país com o maior índice de suicídios do mundo a maioria causada pelo excesso de rigor em cumprimentos de metas neuróticas.
É hora de rever alguns conceitos. Qualidade e quantidade de vida andam juntas, mas tudo tem limite.
Pense nisso enquanto estiver trabalhando excessivamente nesta semana.
Até a próxima!
EQUIPE JAIME FOLLE
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Em 29 de setembro de 440 foi eleito papa um arquidiácono de Roma, conhecido como Leão I que, por seu vigor e testemunho religioso, recebeu o cognome de “o Grande”. É venerado como santo e doutor da Igreja, título que lhe foi conferido pelo papa Bento XIV, em 1754. Leão Magno foi um dos mais proeminentes cabeças da Igreja. “Uma tarefa importante de Leão foi a consolidação do primado romano, como papa efetivo na cátedra de São Pedro.
Os papas, Pedro e seus sucessores, desde Lino até Melquíades, até o edito de Milão sob o imperador Constantino, em 313, morriam por condenação a martírio ou exílio. A partir da gradual decadência do Império Romano, os papas cresceram de importância religiosa e política, a tal ponto que, em vez de vítimas do poder imperial de Roma, passaram a atuar como salvadores da Cidade Eterna e da Itália, principalmente do povo gradativamente convertido ao cristianismo.
Nessa situação do papado convém ressaltar o papel salvador do papa Leão Magno, frente à chamada “invasão dos bárbaros” hunos e africanos nórdicos, chefiados por Átila e Genserico, respectivamente. Em 451 os hunos invadiram a Itália, saqueando e matando. O imperador do Ocidente não logrou defender o seu território. Os hunos, hordas ferozes, atormentaram a Europa Ocidental e em 452 chegaram às proximidades de Roma. Leão Magno resolveu enfrentar Átila, o “flagelo de Deus”. Encontrou-se com ele em Mântua e, por seu grande valor, conseguiu que Átila firmasse um acordo de paz. O prestígio do papa chegou à culminância, com a salvação de Roma.
Poucos anos depois, em 455, os vândalos de Genserico chegaram às portas de Roma, sem resistência. O povo fez novo apelo ao papa. Ele se dirigiu ao acampamento dos sitiantes com apelo à paz. Conseguiu um resultado parcial. Genserico permitiu o saque à cidade, mas ordenou que fossem evitados incêndios e se preservasse a vida dos cidadãos. Leão Magno foi considerado o salvador da Itália, onde em séculos precedentes seus antecessores haviam sido heróis de perseguição até o martírio. Seu nome honra o catálogo dos papas, como São Leão Magno, doutor da Igreja. Morreu em 10 de novembro de 461 e foi sepultado na antiga Basílica de São Pedro.
Entrevejo semelhança entre Leão Magno e João Paulo II, cuja atuação de pastor santo e vigilante influenciou a paz entre nações e religiões da Europa e do mundo.
É preciso estar convencido para convencer, isso dá para perceber nos mais diferentes segmentos da sociedade, tanto nas relações afetivas como nas relações profissionais.
Uma vez encontrada, sua voz interior expandirá sua influência com relação aos outros e vai encontrar reciprocidade na voz deles também; com isso, os resultados serão animadores. Se quiser tirar proveito das suas relações, sejam elas afetivas ou profissionais, esteja convicto de duas idéias simples: a primeira é ensinar ao outro o que realmente estiver convicto que sabe; a segunda é aplicar sistematicamente, na prática, o que aprendeu.
No comércio, muitas vezes o cliente é atacado por vendedores inescrupulosos, sem o mínimo de preparo e convicção dos produtos que estão oferecendo aos seus clientes. Imagine um vendedor de automóvel, tentando convencer um cliente a comprar um carro, se ele próprio, nunca andou neste automóvel. Imagine um vendedor de macarrão, convencendo um cliente que seu macarrão é ótimo, se ele nunca gostou do macarrão que está vendendo.
Quase todos reconhecem que se aprende melhor quando se ensina o que se sabe, e que se convence melhor quando estamos convencidos. Quando alguém confia é porque acredita mais do que ama, pois quando procuramos influenciar alguém, inspiramos os outros a encontrar suas próprias vozes, entramos no mundo do relacionamento, da convicção e do convencimento isso exige fundamento de caráter e segurança interior daquilo que está fazendo. Quase todo o trabalho do mundo é feito entre a relação de duas pessoas ou mais e, para haver o convencimento, deverá primeiro existir confiança própria, estar convencido daquilo que faz.
Na vida afetiva, nada é mais sagrado do que o convencimento que a outra parte esta lhe amando de verdade, aí seus esforços serão recompensados; caso contrário é uma insistência inútil sem resultados futuros.
Amar para ser amado.
Viver para ser vivido.
Acreditar para conseguir.
Estar convencido para convencer.
Tudo ficará mais fácil se pudermos colocar em prática estes princípios tão elementares para a saúde e para a vida nos relacionamentos inter-pessoais da humanidade.
Até a próxima!
EQUIPE JAIME FOLLE
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Beatriz da Silva, fundadora das Monjas Concepcionistas, é uma das glórias da nobre estirpe celebrada nos Lusíadas, por Luís Vaz de Camões.
Nasceu Beatriz em Ceuta, praça forte portuguesa, ao norte da África, onde seu pai era comandante, em 1424, e faleceu em Toledo, na Espanha, aos 66 anos de idade. Ainda pequena, transferiu-se com a família para Campo Maior, em Portugal e, na flor dos seus vinte anos, Beatriz foi enviada à corte da Espanha como dama de honra de dona Isabel, esposa do rei João II de Castela. Aí principiou seu calvário.
Sendo de invulgar formosura, começou a ser cobiçada por alguns nobres da corte, suscitando inveja inclusive da própria rainha. Dominada por uma mistura de ciúme e de inveja, a rainha Isabel chegou a tramar contra a vida de Beatriz. Fechou-a num caixão por três dias, o suficiente para que morresse asfixiada. Mas uma visível proteção da Virgem salvou-a da morte certa. Em agradecimento, ofereceu a sua virgindade a Cristo e à Igreja.
O que para outros poderia ter sido ocasião de ruína irreparável, foi para ela ocasião de, cada vez mais, se firmar no propósito de se consagrar completamente a Deus. Viveu 30 anos na Ordem dominicana, dando às religiosas extraordinários exemplos. E Deus a tinha predestinado para obra de grande alcance no seu reino. Sob a inspiração de Maria Imaculada, Beatriz acalentou a ideia de fundar uma Ordem de estrita clausura contemplativa. Com um pequeno grupo de religiosas foi habitar numa sede que veio a ser o berço das monjas concepcionistas, que chegaram a ter três mil religiosas.
As monjas concepcionistas tiveram sua aprovação canônica em 1489. No entanto, a fundadora não poude assistir à primeira profissão religiosa de suas irmãs de hábito, pois Beatriz teve uma revelação de que morreria dentro de dez dias, como de fato se deu, no dia 17 de agosto de 1490. No momento de sua santa morte, seu rosto foi visto transfigurado por uma grande claridade e uma estrela resplandecente sobre sua cabeça até ela expirar.
Logo após a morte, Beatriz teve larga veneração. Contudo, seu culto foi ratificado oficialmente pela Igreja só em 1926, com a beatificação, e, em 1976, com a canonização. A família franciscana, que considera Beatriz uma santa ligada ao espírito de São Francisco, celebra sua festa no dia 1º de setembro.
(Cf. Dom Servílio Conti: Os Santos do Dia).
Que Brasil é este, e cito nominalmente a Assembleia Legislativa catarinense, que em nome da impunidade, se dá ao luxo de conceder aposentadorias milionárias a dezenas de funcionários graduados, com salários oscilando entre R$ 20 mil a mais de R$ 30 mil reais/mês. E o pior: A maioria obtida de maneira fraudulenta, concedida por profissionais da medicina, que pelos atos assinados, somando a outra parte da banda podre da AL, juntos, não passam de bandidos da pior espécie. No mínimo, pelo que praticaram deviam já estar na cadeia e com seus diplomas cassados pelo Conselho Regional de Medicina. Que nada, continuam recebendo suas aposentadorias como nada de estranho tivesse acontecido e bebericando seus goles de wiski pelos bares espalhados da Capital.
Mesmo que a trote de tartaruga, o Presidente da AL, deputado Gelson Merísio acabou pisando, mesmo que de leve no freio desta farra promovida com o dinheiro público, que considero uma afronta para quem trabalha honestamente neste Brasil de meu Deus. Sinceramente não acredito que essa turma de abestados que durante muitos anos lesaram sistematicamente os cofres públicos serão obrigados a devolver o que surrupiaram covardemente. Se tivéssemos um judiciário imparcial e confiável, sem o dedo da indicação de políticos, e brechas contidas propositadamente, não tenho dúvidas que os rigores da lei seriam aplicados inapelavelmente, a quem quer que seria, mas como faz muitos anos que deixei de acreditar em cegonhas...
Leis neste Brasil são aplicadas rigorosamente aos pobres, negros, e à aqueles que não tem dinheiro para contratar um bom advogado. Quem sou eu para duvidar da integridade moral e ética do Presidente do Parlamento catarinense, ou mesmo da sua imparcialidade na apuração dos fatos que acabaram enlameando um dos principais pilares da democracia brasileira, mas também não coloco minha mão no fogo, pois pelos bastidores circulam muitos interesses, principalmente de ordem política. Colocar um caranguejo num cesto de pesca é fácil - 20/30 também. O mais difícil, quase impossível, é retirá-los um a um, pois vira num entrevero só. Desculpe Presidente Merísio, mas como cidadão e pequeno empresário, já cansado e atordoado pela carga tributária a que estamos submetidos, atrevo-me a lhe perguntar, afinal a sociedade catarinense precisa de uma resposta: Falta-lhe autonomia suficiente, aliada a vontade política ou prevê fortes retaliações se tomar a iniciativa de cortar o salário e tornar indisponíveis o patrimônio de quem se aposentou e recebe ilicitamente? Não creio nesta hipótese, pois aí seria mesmo o fim da picada.
Por outro lado, com tantas desigualdades sociais espalhadas pelo Brasil como um todo, com famílias (sobre) vivendo embaixo de viadutos das grandes cidades, sob lonas pretas às margens das estradas, com hospitais sucateados e corredores lotados de pessoas clamando por um atendimento digno, escolas em condições precárias – sem contar com o salário de fome pago aos professores de um modo geral, como explicar sem se indignar, quando ministros do Supremo Tribunal Federal reivindicam aumento dos seus salários da ‘bagatela’ de R$26,7 mil para R$32 mil? Fora as benesses que o poder lhes oferece – auxilio/moradia de R$4.377,73 ao mês, equipe de seguranças 24 horas/dia, deslocamento em carros oficiais com motoristas a disposição, e de ‘lambuja’, cota de passagem aérea que ultrapassa a quantia de R$40 mil reais/ano?
E tem quem ainda se atreve a falar mal de Cuba. Mesmo diante de todo cerco econômico imposto durante tantas décadas pelos americanos, ladrões e corruptos lá não se cria, pois todos os cubanos se nivelam em direitos e deveres. Aqui, um agricultor ao atingir 60 anos, já alquebrado pelo tempo, antes de receber sua merecida aposentadoria, não raras vezes precisa percorrer um verdadeiro calvário para legitimar um direito que é seu, para receber uma ‘merreca oficial’ de R$545 reais, que muitas vezes não chega nem para comprar medicamentos necessários. Uma vergonha!
É inacreditável que há um ano das eleições municipais a atual administração de Palmitos, ao invés de estar imprimindo a todo vapor sua locomotiva administrativa, muito pelo contrário, continua patinando sobre os trilhos -mais propensos a descarrilhar do que se manter nos mesmos. Como marqueteiros nota 10. Imitam perfeitamente a galinha garnizé - que põe um ovo deste tamainho, mas provoca um alarido imenso pelo terreiro.
Se por acaso estou avançando o sinal e entrando na contramão dos fatos, por favor prefeito Norberto, corrija-me e ao mesmo tempo aponte quais as obras de destaque que já realizou com recursos próprios no seu governo. Não vale esquecer que na atual gestão já entraram nos cofres da ‘prefa’ cerca de 70 milhões. Choque de gestão, palavras mágicas que empolgavam os menos esclarecidos e pessoas de boa fé parece que foram riscadas do dicionário. Mais de 50% dos eleitores caíram no “conto do vigário”, ou melhor, dos jovens bem vestidos, cabelos alinhados, que sabiam usar do microfone para trovar, digo, para cantar melodias e encantar a multidão que aplaudia frenéticamente onde se apresentavam.
Tenho a firme convicção de que mereceram a maioria dos votos, principalmente da juventude estudantil, acreditando na formação superior da dupla Norberto/Gomes, até então jovens humildes, mostrando-se determinados, e de lambuja, muito bem apadrinhados na retaguarda. Estudo é importante prefeito, mas não é tudo. Quando em demasia corre-se o risco da massa cefálica trocar de endereço com a parte mais extrema do organismo e quando isso acontece, como tenho uma leve impressão que aconteceu no início do mandato, as coisas se complicam de fato.
Prefeito Norberto: Uma administração bem sucedida transmite otimismo e confiança à população como um todo. O senhor deve ter pleno conhecimento que seu barco se encontra a deriva. Perdeu o rumo do porto que deve atracar, principalmente com segurança, e isso pode ser perigoso. Se amanhã ou depois encontrar uma tempestade pela frente os ratos serão os primeiros a abandonar o barco. E sem leme aí mesmo que o perigo de naufragar será eminente.
Aconselho o amigo a deixar a soberba de lado, pois ela é a mãe de todos os vícios e uma pe´ssima conselheira. Recolha-se para dentro de si mesmo, faça um exame de consciência e procure avaliar tudo o que realmente aconteceu ao seu redor, principalmente nestes últimos 36 meses de prós e contras. Reserve também tempo para Deus. Erga seus olhos para “Ele” e acredite que nunca é tarde para alcançar objetivos e ser feliz. Não perca a oportunidade de deixar seu nome gravado no coração de cada munícipe palmitense, como um dos prefeitos que realmente contribuiu para que houvesse mudanças significativas em favor da população como um todo.
Prefeito Norberto: Somos dois gremistas apaixonados pelo Tricolor gaúcho. Rimos e sofremos com os altos e baixos da equipe. Lamentamos quando caímos para a 2ª divisão, mas vibramos também quando voltamos, e da maneira como foi. Demos a volta por cima e fomos campeões. Não podemos esquecer que também já somos Campeão Mundial e da Libertadores. Sinceramente gostaria de vê-lo, quando deixar seu mandato, sair aplaudido pela porta da frente da prefeitura como um verdadeiro campeão, e não vaiado pela portas dos fundos, desclassificado rumo a 2ª divisão da política.
A bola está na marca do penalty e a decisão de chutar é sua.
Convertido, Santo Agostinho tornou-se bispo de Hipona, África, que pastoreou até sua morte, por 34 anos. Morreu com 76 anos, em 430.
Entre suas obras imortais emergem sua autobiografia “Confissões” e “A Cidade de Deus”, uma filosofia da história à luz da mensagem cristã. Julgo oportuno citar algumas pérolas literárias e místicas de seus escritos.
“Senhor, que eu conheça a mim e conheça a Ti. Fizeste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está meu coração, até encontrar repouso em Ti” (Confissões, introdução).
Em memória da morte de Mônica, imortalizando a partida da mãe para a eternidade, escreve:
“Próximo já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma janela, cuja vista dava para o jardim interior da casa. Era em Óstia, onde apartados da multidão, após o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos as forças para embarcarmos. Falávamos a sós, muito docemente, esquecendo o passado e ocupando-nos do futuro, qual seria a vida eterna dos santos, que nunca os olhos viram, nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou. Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente celeste da fonte da vida divina”.
O próprio Agostinho descreve o toque final da graça de Deus que o levou à conversão: “Enquanto, chorando debaixo de uma figueira, debatia-me entre sentimentos e forças opostas... de súbito, ouço uma voz que cantava e repetia muitas vezes: ‘Toma e lê, toma e lê... Agarrei o livro (carta aos Romanos) e li para mim aquele capítulo que primeiro se apresentou aos meus olhos e eram estas as palavras: ‘Caminhemos como de dia; nada de desonestidades, nem dissoluções; nada de contendas nem de ciúmes; ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm 13, 13s). Não quis ler mais nem era necessário; pois penetrou-me no coração uma espécie de luz serena e todas as trevas de minhas dúvidas fugiram” (Confissões, cap. X).
De repente, o vovô começou a usar calças jeans e tênis branco, camiseta colada no corpo, no pulso um relógio de surfista. A vovó “afrescalhou” os cabelos e começou a usar roupas mais jovens. Na praia biquíni de duas peças. Saem para a noitada, comem salgadinhos e tomam coca-cola. Vão para a academia de musculação no meio a tantos jovens sarados. No carro só roque pauleira e som a todo vapor, não perdem um evento importante. Nos bailões ficam em pé com um copo na mão circulando na sala. O vovô vai ao banheiro, faz pipi a distância p/mostra que ainda “mija” longe. A vovó ajeita as partes altas para mostrar que está tudo em cima, tá certo que custou um bocado no cirurgião plástico.
O que está acontecendo com nossos velhos?
São as mudanças dos tempos?
Os hábitos fazem a diferença para termos uma velhice saudável. Não viemos para este mundo para sofrer e somente trabalhar, muitos estão morrendo em vida bem antes de sentir os prazeres da vida. Uma vida feliz se complementa com pequenas coisas que custam quase nada ou não custam nada. Praticar atos saudáveis, tipo dormir bem, acordar bem, brincar, dançar, amar alguém, fazer o emocional estar positivamente ao seu favor e não contra. Outra receita boa é estar junto de pessoas alegres que transmitam amor e felicidade. Afastar-se dos “urubus de plantão”.
Somos seres humanos mortais e, enquanto estivermos neste mundo, devemos levar em conta algumas situações importantes para provar a nossa existência por aqui.
Existe uma expressão que diz o seguinte: “O que não é proibido é permitido”.
Faça uma análise da idade que tem. Após ter feito a análise, pergunte-se: O que importa a idade para viver os novos tempos? Por que não posso usar calças jeans e tênis branco? Porque não posso pintar os cabelos fazer uma plástica corretiva e colocar silicone para ficar de bem com seu corpo?
O sucesso de qualquer ser humano está no seu bem estar e no bem estar com Deus. Se Deus nos deu um dos sete dons do Espírito Santo que é a Ciência, vamos fazer uso dela para nosso bem.
A vida passa depressa, bem mais do que você imagina e só vai saber aproveitar o melhor dela quem dela souber extrair os frutos.
Até a próxima.
Equipe Jaime Folle
Cursos e treinamentos em várias áreas e palestras motivacionais
Mônica, mãe de Agostinho, foi ao longo dos séculos modelo de mãe cristã: a mãe forte, que por sua resistência, suas lágrimas e orações conseguiu a conversão de um dos maiores pensadores e santos da Igreja e da humanidade.
Mônica nasceu em Tagaste, norte da África, de família cristã.
Foi dada pelos pais como esposa a um cidadão de Tagaste de nome Patrício, jovem pagão. O caráter indômito do marido foi para Mônica fonte de sofrimento e provações duras. Mônica sofreu tudo com a maior paciência e mansidão, encontrando consolação nas orações pela conversão do esposo. Deus recompensou estas orações, podendo ela ver a conversão sincera do marido, que recebeu o batismo.
Do seu matrimônio, Mônica teve três filhos: Aurélio Agostinho, Navígio e Perpétua, religiosa.
Embora procurando educar os filhos na fé cristã, a vivacidade, a inconstância, o espírito de insubordinação de Agostinho induziram a mãe Mônica a protelar-lhe o batismo, com receio que ficasse uma graça profanada. De fato, Agostinho, morto o pai, aos dezessete anos, afastou-se de casa por motivos de estudos, tomando o caminho dos vícios. Na busca pela verdade, adotou a filosofia idealista de Platão. Em procura da transcendência, aderiu temporariamente à religião maniqueísta, fundada por Manes, um dualismo religioso com predominância absoluta do bem e do mal, entre Deus e o Diabo. Já convertido, Agostinho livrou-se do dualismo, estabelecendo este princípio: o mal só existe não como entidade positiva, mas como carência do bem devido. Trata-se da melhor definição do mal, embora continue o mal como sendo um mistério, impenetrável ao espírito humano.
Já adulto e famoso professor de Retórica, Agostinho morava em Milão, com a mãe e familiares. Passou a frequentar a catedral de Milão, não por piedade cristã – pois era ainda pagão – mas para admirar a eloquência do bispo Ambrósio, santo e sábio orador e teólogo. Ali obteve o toque da graça da conversão. Recebeu o batismo com seu filho Adeodato e o amigo Alípio. Mônica poude colher o fruto de sua oração e de suas lágrimas. Morreu pouco depois em Óstia, perto de Roma, em viagem para a África, pranteada por Agostinho, que se convertera aos 33 anos de idade. Santa Mônica morreu em 387, aos 56 anos de idade.
O que me fascina no cavalo é que o 1º passo para tudo sair bem é estabelecer uma relação de confiança com o animal.
A relação de comando que é preciso impor na hora de cavalgar é um aspecto que pode ajudar na hora de lidar com diferentes barreiras na vida profissional ou pessoal. Na cavalgada, ou você comanda o cavalo ou ele te comanda. Se deixar o cavalo comandar, ele vai para onde quiser e na velocidade que quiser. É preciso aprender a controlar e conduzir o cavalo na direção que você quiser e na velocidade que você quiser. O animal precisa entender que é você quem está no comandando.
Para quem pensa em também se aventurar nas cavalgadas da vida, ela ensina que é importante gostar do animal e sempre tratá-lo bem. É preciso fazer carinho, rodar ao seu redor, se ele não quiser deixar você montar, é preciso mostrar que você vai cavalgar, mas não vai machucá-lo, vale até conversar com o cavalo para criar uma relação de confiança, brincar, mostrar que você é um grande amigo dele, comece esta aventura iniciando com a encilha, é um ótimo momento para iniciar esta relação.
A partir do encontro gaúcho e cavalo, a vontade de um supera grandes desafios com a força e agilidade física do outro. Sem sombra de dúvida, o cavalo é um dos poucos animais que marcaram presença desde sempre nas grandes conquistas do gaúcho e dados históricos comprovam sua contribuição na evolução do mundo. Um mundo que traz, a cada dia, com muita velocidade, tecnologias novas que não justificam mais o uso do cavalo como principal recurso nas batalhas de guerra, resta nos mantê-lo como um símbolo da tradição e do amor na relação de vida entre o gaúcho e o cavalo.
E assim é na nossa vida: se não assumirmos as rédeas da nossa vida, escolher a direção e o ritmo, ela nos levará para onde não queremos ir. Salve a semana farroupilha onde bravos gaúchos lutaram no lombo de seu grande amigo. O CA VALO!!!
Obs: Participação especial de Adriana Loch.
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No calendário antigo, março era o primeiro mês do ano. O ano novo começava em março. Daí deriva a numeração dos últimos 4 meses: setembro, número 7, que hoje é o nono mês, era o sétimo; outubro, o oitavo; novembro, o nono; dezembro, o décimo. Significativo é que, para os cristãos, setembro é o Mês da Bíblia. É mês que finaliza com a festa de São Jerônimo, o mais famoso teólogo da Bíblia.
Quem é São Jerônimo? É um santo genial. Por sua vital importância na história da Salvação, a Bíblia é celebrada universalmente no último domingo de setembro, no dia 25 neste ano de 2011. O Dia Mundial da Bíblia ocorre na proximidade da festa de São Jerônimo, celebrada em 30 de setembro. Importante conhecer a vida desse maior biblista da antiguidade, por sua vinculação com o Antigo e o Novo Testamento.
Eusébio Jerônimo Sofrônio nasceu pelo ano de 347 em Stridon, na Dalmácia, na hodierna Iugoslávia, e morreu em 420. Renunciou a grande herança paterna e fez estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote. O estudo bíblico era sua grande paixão. Como exegeta bíblico, o maior de seu tempo, não aceitava contestações. Personalidade forte, conhecia seus defeitos e lacerava o peito com um cascalho, na gruta de Belém, perto da gruta de nascença de Jesus, onde morava e traduzia a Bíblia. Embora amigo e admirador de grandes doutores da Igreja, não dispensava críticas, até sarcásticas, a Ambrósio, bispo de Milão, Basílio de Capadócia e até ao “doutor universal” Agostinho, bispo de Hipona, a quem certa vez qualificou como “autodidata”. O papa Sisto V (1585-1590), ao venerar a clássica imagem de Jerônimo, referindo-se à pedra com que ele macerava seu peito, teria observado: “É, Jerônimo, se não fosse essa pedra, a Igreja provavelmente não te teria canonizado”!
A Bíblia Vulgata. Num longo período, os grandes teólogos do ocidente (“patres latini”) escreviam seus tratados em latim, e os do oriente (“patres graeci”) em grego. Santo Agostinho (séc. 4) e São Tomás de Aquino (séc. 13) não sabiam grego – só latim. Jerônimo, para traduzir a Bíblia, tornou-se poliglota. Conhecia o latim, o hebraico, o aramaico, o grego, para legar à Igreja esta obra monumental: a Bíblia Vulgata, traduzida em latim popular, vulgar, mas assim mesmo em estilo elegante. Até o Concilio Vaticano II, enquanto o latim era a única língua oficial da Igreja Ocidental (latina), usava-se na liturgia o texto de Jerônimo, com pequenas correções.
Temos hoje traduções da Bíblia em mil línguas nativas (em vernáculo). No Brasil existem diversas traduções. Prefiro a Bíblia de Jerusalém. É louvável a existência de numerosos círculos bíblicos, formados por cristãos que acreditam na afirmação de São Jerônimo: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer Jesus Cristo”.
Cada um tem dentro de si um pomar de “E se?”. Este pomar tem um efeito multiplicador incalculável produzindo as mais diversas dúvidas que paralisam as pessoas que começam a semear a semente de “E se?”, assim vai se tornando cada vez maior a medida que o tempo passa.
E se as coisas não funcionar?
E se o tempo não chover?
E se o tempo não fizer sol?
E se eu chegar atrasado?
E se eu não conseguir passar na prova?
E se eu não concluir o trabalho a tempo?
E se os clientes não entenderem a minha proposta?
E se. E se. E se. E se...? Assim o pomar vai se formando.
Todos nós temos dúvidas. Dúvidas que, por vezes, são traduzidas em indefinições e, se somadas com a árvore de “E se?”, mais a palavra “Não”, formam um trio perfeito para se colocar dúvidas em tudo. Por exemplo: “Não sou inteligente.” “Não sei fazer.” “Não consigo.” “Não posso.” “Ele é melhor do que eu.” “Isso nunca vai dar certo comigo.” “Se esta idéia é tão boa assim, por que ninguém a colocou em prática antes?”
O famoso escritor Robert Kiyosaki fala em seus livros que todos nós temos dúvidas, e o maior problema é o ruído que fizemos destas dúvidas. Ele fala ainda mais: “Que quem tem muito medo do fracasso, acaba tendo medo também do sucesso.” “A maioria das pessoas nunca ganha, pois tem medo de perder.” “Os vencedores não tem medo de perder, os perdedores sim.”
Porém, devemos tomar cuidado para não fixar esses medos em nossas mentes e plantar suas raízes como muitos fazem com a árvore do “E se?”.
Todos nós já passamos pela árvore do “E se?”. Alguns mais, outros menos. Porém, os vencedores foram aqueles que se arriscaram mais, que erraram mais, que ao invés de plantar a árvore do “E se?”, plantaram a árvore da coragem, da resistência, e do “Eu consigo, com certeza. Aliás, já consegui”. Etc...
Apenas por um dia contabilize quantas vezes você planta no pomar da sua mente esta árvore do “E se?”.
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A paixão pelo trabalho ou profissão deveria vir do coração e se manifestar como conexão emocional. É ela que determina o alimento da alma, é um impulso constante para a vida, pois quem perde a paixão pelo que está fazendo nas oito melhores horas do dia , perde o sentido de viver.
O entusiasmo no trabalho está diretamente ligado com a paixão que temos para a concretização das nossas realizações. A paixão ajuda na solução de muitos problemas e torna-os mais fáceis de serem resolvidos. Onde se cruzam o talento e a paixão, resolvem-se as necessidades do mundo, pois energiza nossa vida. Quando a vida, o trabalho, o lazer e o amor giram em torno do mesmo eixo, pode-se dizer que aí temos paixão.
Nossos talentos são fundamentais para o despertar da paixão, por isso é essencial saber escolher bem uma profissão, pois quem ama o que faz vive melhor e dedica sua alma pelo trabalho.
A seqüência sábia dos gregos diz o seguinte: “Conheça-se, controle-se, dedique-se de paixão por aquilo que faz”. Nossos talentos são detectados e não inventados.
Harold B. Lee diz que a coragem é a essência dos apaixonados, pois quem se apaixona pelo que faz entrega sua própria vida.
Existe uma grande diferença entre a habilidade e a paixão, pois tem pessoas hábeis, que desenvolvem seus trabalhos muito bem, porém, precisam constantemente de motivação e estímulo, ao contrário dos apaixonados que, independente da hora e do momento, sempre estão dispostos a ir à luta.
Como cita Stephen Covey, “Se pudermos contratar pessoas que terão paixão pelo cargo, elas não precisarão de qualquer supervisão. Elas se gerenciarão melhor do que qualquer supervisor poderia fazer. Seu fogo vem de dentro, não de fora e sua motivação é interna e não externa”.
Tenho observado, ao longo de minha experiência de profissão, que se pudermos nos dedicar ao trabalho e a vida juntando necessidade, talento e paixão, descobriremos o bem viver e a vida se tornaria muito mais alegre.
Até a próxima!
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A vida deste santo é uma apologia da vida cristã a serviço do labor missionário numa das formas mais típicas: encarnar-se totalmente no novo meio social. Justino nasceu perto de Nápoles, Itália, em 1800. Passou sua infância na pobreza e humildade da família, mas recebendo profunda educação cristã. Aos 18 anos, entrou na Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo, para evangelização das regiões mais abandonadas. Formado sacerdote, empreendeu com especial zelo atividades pastorais, revelando-se um anjo de caridade na cólera que dizimou Nápoles, em 1836.
Ele, porém, sonhava com um campo de apostolado mais vasto na África. A ocasião se apresentou, quando a Santa Sé confiou à Congregação da Missão a evangelização da Etiópia. Chegou, com dois colegas missionários, ao novo campo de apostolado. A religião cristã da Etiópia era separada de Roma, dependendo da Igreja copta do Egito. Vivia-se um Cristianismo isolado, degenerado, hostil à Igreja católica.
Adotou um estilo de vida encarnado na realidade local, fazendo-se tudo a todos. Usando de uma grande caridade e bondade para com todos, conseguiu dobrar a desconfiança contra os missionários católicos, chegando a granjear estima e admiração pela sua santidade do apóstolo.
Reconhecendo o papa seus êxitos e visando restabelecer a hierarquia católica da Etiópia, nomeou Justino, que foi sagrado bispo pelo Cardeal Massaia, em choupana de palha, sem paramentos episcopais. O báculo era um caniço de bambu do país. Para garantir a progressiva evangelização autóctone da Etiópia, Justino ideou e conseguiu fundar um seminário para vocações indígenas, e teve a felicidade de ordenar trinta sacerdotes nativos africanos e abissíneos. Com zelo incansável, conseguiu numerosas conversões, garantindo florescentes comunidades eclesiais na Etiópia. Desgastado por tão ingentes evangelizações, rezando e abençoando rendeu sua vida terrestre a Deus, no dia 31 de julho de 1860.
(Cf. Dom Servílio Conti: Os Santos do Dia).
Matthäus 18,20; Monatsspruch September 2011
Lieber Leser
Der Monatsspruch könnte so etwas sein wie ein Trost-Vers für viele, die in der Kirche mitarbeiten, oder auch für die Gottesdienstbesucher/ innen am Sonntagmorgen: wenigstens zwei oder drei (realistisch bei uns: 16 oder 17) Menschen sind in die Kirche gekommen, um bei Gott ein bisschen Ruhe zu finden, um zu danken oder sich an seinem Wort zu orientieren. Wenigstens für sie ist es wichtig, dass Christus bei ihnen ist, „mitten unter ihnen”, wie er sagt.
Aber natürlich – so war das nicht gemeint, das mit den „zwei oder drei”. Jesus sagt das zu seinen Jüngern, weil er ihnen Mut machen will zum Beten. Im Vers vorher heißt es: „Wenn zwei oder drei unter euch eins werden auf Erden, worum sie bitten wollen, so soll es ihnen widerfahren von meinem Vater im Himmel.”
Jesus verspricht uns: wenn ihr miteinander betet, bin ich da! Ich sehe und höre euch. Ich helfe euch, die Dinge zu tun, die ihr um meinetwillen tun wollt. Ich bin da, und ich gebe euch meine Kraft:
- zum Versöhnen, wo es scheinbar nur noch gegeneinander geht,
- zum Heilen, wo scheinbar nichts mehr helfen will,
- zum Widerstand, wo alles gegen euch steht.
Auch wenn ihr nur wenige seid, auch wenn alle sagen: das bringt doch nichts – wenn ihr „in meinem Namen” einig seid, dann bin ich selbst mit euch am Werk. Natürlich kommt es beim Beten nicht auf die Menge an. Aber Jesus sagt ja nicht: „Wenn fünfzig oder hundert beisammen sind, dann bin ich nicht bei ihnen.”
Wenn bei uns viele Menschen zeigen, dass sie den christlichen Glauben teilen, dann ist es für jeden einzelnen doch viel einfacher, danach zu handeln. Miteinander beten, im Gottesdienst zusammen sein – das ist auch: sich gegenseitig beizustehen. Denn unsere Gegenwart – das ist auch: die Gegenwart Jesu Christi bei uns.
Gutes Miteinander wünscht Ihnen
Pastora Andrea Kretschmer und Nilo Bidone Kolling -Palmitos-SC
Apesar de estarmos ainda em plena era da informática, subsistem no mundo certas superstições, pondo à mostra a pequenez da mente humana. Agosto, mês do desgosto? Para a Igreja, agosto é o mês vocacional. Convém abordar três vocações específicas da vida da Igreja neste importante mês, em que celebramos, entre outras, as festas do Santo Cura d’Ars (dia 04), de Santa Ana e São Joaquim, pais da Santa Virgem Maria, da Transfiguração do Senhor (dia 06), da Assunção de Nossa Senhora ao céu (dia 21).
A vocação matrimonial é a vocação básica da humanidade, que santifica o casamento do homem com a mulher, co-criadores, com Deus, da espécie humana. É o sacramento constitutivo da família, célula-mãe da sociedade, igreja doméstica, centro de comunhão e participação entre o povo de Deus. Instituiu-se no Brasil a Semana da Família, celebrada entre o 2º e o 3º domingo do mês. Vida, dignidade e esperança devem caracterizar esta Semana da Família. Desejamos e oramos para que todos os lares sejam uma pequena Igreja, onde as pessoas, pais, avós, filhos, se amem, se respeitem, crescendo na fé e na vida em comunidade.
A vocação religiosa trata-se de um estado de vida em que mulheres e homens se consagram a Deus e à Igreja pelos votos de pobreza, obediência e castidade, em caráter vitalício ou temporário. A vida religiosa manifesta na Igreja o maravilhoso matrimônio estabelecido por Deus, sinal do mundo vindouro (Cânon 607). O testemunho público de Cristo e da Igreja, a ser dado pelos religiosos, implica aquela separação do mundo, que é própria da índole e finalidade de cada instituto (idem). Os Institutos Religiosos ou Seculares devem ser fortalecidos, como forças de vanguarda na ação evangelizadora da Igreja.
A vocação presbiteral é a vocação vivida por diáconos, presbíteros (padres) e bispos, membros do clero da Igreja. É importante rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais. Sem o clero a Igreja não funcionaria, deixaria até de existir, o que é impensável, pois Cristo deu à Igreja a sua palavra, a garantia de perpetuidade. “A minha palavra jamais passará”. A Igreja necessita de boas e numerosas vocações sacerdotais e religiosas, que têm sua origem em Deus e em vocações matrimoniais imbuídas de espírito profundamente cristão.
Agosto é também o mês das vocações para os ministérios e serviços da comunidade, como catequistas e ministros (as) da comunhão eucarística e da caridade, a quem a Igreja deve imensa gratidão.
Hoje a humanidade rasteja na horizontal, enquanto a ciência e a tecnologia (criações do homem) ascendem cada vez mais na vertical, formando, em sua base, uma legião de cativos, sempre mais escravos de seus próprios domínios, usando, em seu pescoço, uma coleira eletrônica. A humanidade está de joelhos diante da internet e do cartão de crédito, que o homem mesmo inventou e em torno dos quais todos circulam como escravos. Embora tenha surgido como simples meio para simplificar a nossa vida, estamos amarrados a uma verdadeira coleira eletrônica.
Queridos amigos, não quero arrancá-los desta coleira, até porque eu também a uso, daí antes que esta civilização concorrente (do Compra e Vende) desabe de uma vez, sob o peso de seus próprios excessos consumistas e pouco humanistas, convido-os a refletir, não por amor ao próximo, mas por amor à própria pele e à própria alma, de um conjunto de ações convergentes, já a caminho da civilização que está amarrada ao frio mundo eletrônico.
Pode apostar: ou seremos salvos uns pelos outros... Ou não seremos! E tem mais: se você não fizer agora algumas mudanças em seus conceitos de vida, o que ainda, não terás mais tempo e nem tranquilidade e equilíbrio, na hora de destravar a fechadura e se soltar destas amarras da coleira eletrônica.
As ilusões e as fantasias são a roça e o celeiro da maior parte dos distúrbios psíquicos deste século. Estão aí incluídos, como S. Exa., a depressão e os impulsos suicidas, felizmente arquitetados, mas nem sempre realizados no consumo de medicamentos que explodiu no Brasil e no mundo, numa demanda crescente por serviços médicos e hospitalares que tem batido recordes em cima de recordes nos últimos anos.
A humanidade, entre outros males, está literalmente adoecendo. Não precisamos utilizar páginas e mais páginas dos jornais demonstrando isto, porque na sua própria região há exemplos de sobra esperando por análise e reflexão do que escrevo e garanto a você que os que se encontram neste grupo, com a coleira no pescoço, podem abandonar a leitura agora, porém a ansiedade os impede de prosseguir, entendendo que seria perda de tempo, que eu não estaria atualizado e nem sintonizado com a realidade do mundo virtual. Afinal, estamos nesta terra a passeio e, bem mais do que acumular, precisamos ser felizes, mesmo em permeio aos obstáculos da travessia que se abre à nossa frente, porém, a grande maioria não pensa assim e levaria um grande susto se ficasse uma semana sem a coleira.
De que adianta todo o seu esforço se, em vez de seguir para o norte indicado para o bem viver, no convívio da vida em sociedade e familiar em ritmos mais lentos considerados ultrapassados, você “preferir” acelerar, a 180 Km/h na direção sul amarrado a uma coleira eletrônica? Ora, quanto mais rápido for, tanto mais irá se afastando do objetivo real que é viver sua vida e dos que lhes são caros. Ali fora é uma disputa infernal, sendo que a atuação convergente transformou-se em atividades concorrentes, ao invés de objetivar o amor e a união, estamos objetivando a concorrência uns com os outros, separações de casais, desmonte de famílias, afastamento das igrejas, através do egoísmo, ambição e ganância e unidos por uma coleira, desde o levantar até o deitar.
Obs: Neste texto, usei como fonte de pesquisa a Brasil Escolar (Afonso dos Santos Theis).
Até a próxima!
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A vida inteira passamos em luta com nós mesmos, com nossos traumas, nossas angústias, ansiedades, medos e tensões. Nem mesmo quando dormimos, conseguimos por vezes nos livrar dos pesadelos que existem dentro de nós. Fora isso, temos que enfrentar os outros semelhantes, que lutam com os mesmos dramas e nos atingem de maneira direta e indireta e além deles enfrentamos a força dos animais, da natureza com seus caprichos, e as doenças etc...
Em meio a tudo isso temos que encontrar momentos de felicidade. Afinal onde ela está?
“Um dia, os deuses do mundo se reuniram e decidiram criar um homem e uma mulher. Planejaram criá-los à sua imagem semelhança. Então, um deles disse: — “Esperem! Se vamos criá-los à nossa imagem semelhança, irão ter um corpo igual ao nosso, força e inteligência igual a nossa! Devemos pensar em algo que os diferencie de nós, senão estaríamos criando novos deuses. Devemos tirar-lhes algo, mas o que poderíamos tirar? Depois de muito pensarem, chegaram à conclusão que deveriam tirar-lhes a FELICIDADE, mas o problema era onde escondê-la para que nunca a encontrasse.
Então os deuses começaram a discutir... “Vamos escondê-la na montanha mais alta da Terra!” — “Não te recordas que demos força a eles? Alguém conseguirá subir até o topo desta montanha e saberão onde ela está!” — “Então vamos escondê-la no fundo do mar!” — “Também não seria um bom lugar, pois lhes demos inteligência e alguém certamente vai criar alguma máquina que os fará submergir e encontrá-la.” —”Quem sabe, possamos escondê-la em um planeta bem distante!” — “Também não seria eficaz, pois lhes demos a curiosidade e a ambição, portanto, irão querer ultrapassar limites e logo criarão algo para voar pelo espaço e certamente a encontrarão.”
“Depois de muito discutirem e não chegarem a nenhuma conclusão, o único Deus que não havia falado, pediu a palavra e disse: — “Creio que sei aonde poderemos colocar a FELICIDADE. Em um lugar que eles nunca descobrirão!” Todos ficaram espantados e lhe perguntaram... — “Então nos diga, aonde?” E ele respondeu: “Colocaremos a FELICIDADE dentro deles, pois estarão tão preocupados buscando-a fora, que nunca a descobrirão”.
Todos ficaram de acordo e desde então tem sido assim...”O homem passa a vida toda buscando a felicidade sem saber que está dentro dele”
Obs: As citações entre aspas são de fontes e ditos populares de vários autores cujo nome desconhecemos.
Até a próxima.
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“Stella Matutina – Estrela da Manhã” é um dos belos títulos de Maria, Mãe de Jesus. Se o mundo tem seus astros e estrelas, maior razão tem a Igreja de ter tal estrela de primeira grandeza em Maria, que nossos artistas sacros não raro idealizam como a grande mulher do Apocalipse, coroada de doze estrelas. O papa Paulo VI honra a pessoa de Maria com o título de “estrela de evangelização”, na carta apostólica sobre o anúncio do Evangelho (EM 82).
Uma das mais antigas devoções da Igreja celebra a festa da Assunção de Nossa Senhora ao céu. No Brasil, a festa é comemorada no primeiro domingo após o dia 15 de agosto. Espiritualmente nos colocamos com os apóstolos junto ao túmulo vazio da Santíssima Virgem, na contemplação deste mistério: com alma e corpo ela foi elevada ao céu, para junto do seu divino Filho Jesus. É milagre e não o é. Embora participando da vida deste mundo, unida ao povo do seu tempo, às suas alegrias e sofrimentos, ela sempre se portou como serva do Senhor, na humildade, no despojamento, nas perseguições, na dolorosa morte de seu amado Filho, como filha do Deus altíssimo e simultaneamente mãe de Deus. Para tais pessoas é destinado o Paraíso.
A Assunção de Nossa Senhora já era conhecida e professada nos primeiros tempos do cristianismo. Pio XII, definindo a Assunção, assim se expressa: “De modo especial é de se lembrar que, desde o segundo século, os santos padres apresentam a Virgem Maria qual nova Eva para o novo Adão, intimamente unida a ela – embora com submissão – na mesma luta contra o inimigo infernal, como fora anunciado no protoevangelho” (cf. Gênesis 3, 15). Essa luta iria terminar com a completa vitória sobre o pecado e a morte, coisas que estão sempre juntas nos escritos do Apóstolo das Gentes (cf. Rom. 5 e 6). Por este motivo, assim como a gloriosa ressurreição de Cristo era parte essencial desta vitória, assim também devia ser incluída a luta da santa Virgem pela glorificação do corpo virginal. O mesmo Apóstolo dissera: Quando o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá o que foi escrito: A morte foi tragada pela vitória (1 Cor 15, 54).
E assim conclui Pio XII: “A augusta Mãe de Deus obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas conseqüências. Ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios. Como seu Filho, vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha, refulge à direita de seu Filho, o imortal Rei dos séculos” (Liturgia das Horas IV, 15 de agosto, p. 1198-1199).
Entre meados de Julho e início de Agosto de 2011 foram denunciados três casos de corrupção de grandes proporções nos Ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo, envolvendo servidores diretos e da confiança dos próprios Ministros, da confiança da presidenta Dilma.
Todavia, é senso comum que esses eventos não causaram espanto ao povo brasileiro já bastante acostumado a acordar com um novo escândalo quase todo dia. Afinal, foram tantos escândalos ao longo das últimas décadas que para muitas pessoas essa palavra “escândalo” até já perdeu seu significado maior.
Entretanto, uma sequência concentrada de notícias como esta pode até fazer com que algumas pessoas pensem que estamos vencendo a luta contra a corrupção no Brasil. Mas infelizmente, não estamos.
Na verdade estamos mesmo é perdendo essa luta e bilhões de reais, todos os anos, continuam se esvaindo dos cofres públicos pelos ralos da República, sem que possamos ter qualquer perspectiva de curto prazo para acabar com essa roubalheira.
Por isso há uma multidão de pessoas, com certeza dezenas de milhões, irradiando por todos os cantos a sua desilusão com a insuficiência das leis e com a ineficiência da Justiça brasileira, descortinadas nessa interminável sequência de denúncias, prisões, solturas e, no fim, sumiço do dinheiro público.
Imaginamos que se fossem investigar a sério todos os casos de suspeita de corrupção no Brasil, afastando os suspeitos dos seus cargos, faltariam investigadores, delegados, juízes e cadeias e sobrariam milhares de “cadeiras” nos gabinetes de vários escalões da República e dentro das próprias forças de segurança.
Isto porque não é novidade para ninguém que no Brasil impera um esquema sistêmico de corrupção e favoritismo de longa data, e que essas práticas não podem ser atribuídas como exclusivas de algum ou de alguns Partidos. Ao contrário, os fatos nos revelam claramente que corrupção e favoritismo são práticas habituais na vida de muitos políticos e funcionários públicos de todos os escalões dos três Poderes e de todas as preferências partidárias.
De qualquer forma, ainda que a corrupção seja uma rotina entre nós, não podemos esquecer em momento algum que aquilo que ocorre diariamente em todos os cantos desse país não é um simples pagamento de propina aqui e ali. É importante que tenhamos em mente, sempre, que essas propinas e subornos são a causa dos crimes continuados da corrupção que ocorrem toda vez que a falta do dinheiro roubado do povo impede o Estado de agir e uma criança morre de fome, um idoso morre por falta de cuidados e um doente por falta de tratamento adequado, um jovem ou uma jovem se desvia para a marginalidade porque lhes faltou um estímulo ao crescimento pessoal, ou um centro esportivo, uma biblioteca, um cinema...
Qualquer brasileiro ou brasileira com um mínimo de dignidade não pode deixar de se sentir espoliado por ter que pagar impostos nesse país que é um dos mais perigosos e corruptos do planeta, segundo dados da ONU e da Transparência Internacional. E não é por outro motivo que visivelmente cresce nas ruas a indignação das pessoas diante de tanta falcatrua de funcionários públicos, políticos e representantes do povo.
Preocupa-nos o fato de que possa restar pouco tempo para se evitar que essa indignação coletiva deságue em insurreições gerando um clima propício para o pulo do gato de radicais, a exemplo do que ficou conhecido como a “Primavera Árabe”, ou dos recentes conflitos de rua na Inglaterra, Espanha, Grécia, Chile e etc.
Assim, vemos como inadiável a decisão de se levar a publico de forma bastante transparente e esclarecedora, todas as informações disponíveis sobre o problema da corrupção e sobre o nível de contaminação a que chegamos no Brasil, para permitir que os brasileiros possam debater aberta e esclarecidamente essa questão e, afinal, referendar o conjunto as medidas que devem ser adotadas.
Mesmo que Governo, Legislativo e Judiciário, agindo em nome do Estado brasileiro, continuem adiando a sua obrigação de fazer incluir toda a sociedade, de forma direta, ampla e transparente, no combate à corrupção, esta que deve ser a mais importante de todas as decisões nessa luta, não tardará a chegar porque hoje já há um consenso no mundo inteiro de que a luta contra a corrupção só poderá ter alguma chance de êxito se toda a sociedade, como principal interessada, for envolvida na discussão e no encaminhamento das ações subsequentes.
Prova disto é que mais de 150 países no mundo já adotaram a UNCAC – Convenção da Organização das Nações Unidas para o Combate à Corrupção, que tem no exercício da democracia participativa e no reconhecimento da soberania popular alguns dos seus principais fundamentos.
Não é por outra razão que a UNCAC é considerada a melhor ferramenta da sociedade e dos cidadãos para o combate à corrupção, porque consagra a democracia participativa instituindo a obrigatoriedade da transparência e da participação da sociedade (não confundir com sociedade civil) na forma expressa no seu Artigo 13:
“Cada Estado Parte adotará medidas adequadas, no limite de suas possibilidades e de conformidade com os princípios fundamentais de sua legislação interna, para fomentar a participação ativa de pessoas e grupos que não pertençam ao setor público, como a sociedade civil, as organizações não-governamentais e as organizações com base na comunidade, na prevenção e na luta contra a corrupção, e para sensibilizar a opinião pública a respeito à existência, às causas e à gravidade da corrupção, assim como a ameaça que esta representa. (grifo nosso).
E complementa esse Artigo:
“Essa participação deve esforçar-se com medidas como as seguintes:
a) Aumentar a transparência e promover a contribuição da cidadania aos processos de adoção de decisões;
b) Garantir o acesso eficaz do público à informação;
c) Realizar atividade de informação pública para fomentar a intransigência à corrupção, assim como programas de educação pública, incluídos programas escolares e universitários...
Portanto, verifica-se que todos os países que adotaram a Convenção da organização das Nações Unidas Contra a Corrupção, inclusive o Brasil, assumiram perante o mundo todo e, principalmente, perante o seu próprio povo, o compromisso solene de promover a democracia participativa em seus territórios, de forma a permitir que a voz da sociedade (mais uma vez, não confundir com sociedade civil) chegue aos centros de elaboração e de decisão das políticas públicas, buscando se estabelecer, de forma compartilhada, uma política realmente nacional de combate à corrupção.
Mas para chegarmos a isso no Brasil será necessário que a sociedade reúna esforços suficientes para alterar a vontade política do Governo e do Congresso que, até aqui, têm dado provas de que pretendem manter os encaminhamentos da “luta contra a corrupção” que fazem, restrita a pequenos círculos oficiais que envolvem entidades da sociedade civil e ONG’s, alimentados por constantes viagens, seminários e conferências que resultam em infindáveis relatórios, para manter afastadas as expectativas legítimas daqueles que querem integrar, de fato, o povo brasileiro na luta contra a corrupção, começando por tornar públicas as informações concernentes para permitir que as decisões a serem tomadas possam ser discutidas e definidas com toda a sociedade.
De outro lado, não é segredo algum que a nossa Justiça é lenta e cheia de recursos e apelações que permitem aos advogados dos corruptos levarem os processos sem julgamento definitivo até prescreverem os seus crimes (de 05 a 08 anos), razões pelas quais a maioria dos casos de corrupção e enriquecimento ilícito que chegam a ser investigados acabam resultando na impunidade dos acusados, e na dilapidação do patrimônio público, acirrando ainda mais o descontentamento geral.
Por isso é preciso que haja um esclarecimento público de que, mesmo sendo a legislação brasileira bastante abrangente na tipificação dos crimes de corrupção e favoritismo, esta legislação ainda precisará ser revisada, ampliada e, principalmente, acrescida de mais rigor.
Entretanto, não há quem duvide que para a sociedade brasileira ser agraciada com uma reforma legal capaz de impor sanções realmente efetivas contra os crimes de corrupção e favoritismo, sanções de rápida aplicação, proporcionais e dissuasivas, de preferência equiparáveis àquelas atribuídas à prática dos crimes hediondos e, também, com sanções não-penais dissuasivas para pessoas jurídicas, nos casos de envolvimento comprovado em corrupção e, ainda, com um mecanismo que garanta o rápido sequestro e resgate do produto dos crimes de corrupção e de enriquecimento ilícito, nos moldes do que já ocorre no Brasil com os crimes relacionados ao tráfico de drogas, por razões obvias, a própria sociedade precisará exercer uma forte pressão sobre os políticos e representantes no Congresso.
Mas, infelizmente, não poderemos contar que essa pressão popular possa ser estimulada pelas entidades e organizações da sociedade civil brasileira que historicamente levavam as pessoas às manifestações de rua, como UNE, MST, OAB, CNBB, Sindicatos, etc.
Hoje grande parte dessas organizações ou foram cooptadas pelo Governo ou são suas “parceiras”, seja em Projetos de Lei de seu interesse, ou através financiamentos públicos de Projetos Sociais, ou distribuição de cargos, ou ainda, por convites aceitos para estrelar a farsa da participação da sociedade civil em incontáveis Conselhos “Chapa Branca” espalhados pelo país, onde se concede a palavra e se distribui pequenas benesses a conselheiros e entidades para, em troca, vender-se a ilusão da participação cidadã nos centros decisórios do Poder.
É desta forma que o Governo, apoiado diretamente por grandes corporações nacionais e internacionais que financiam as campanhas eleitorais, tem conseguido manter muitas entidades, redes e organizações da sociedade civil sob a égide do bom comportamento, ou seja, fazendo com que estas organizações, sindicatos, redes de entidades e instituições atuem exclusivamente em propostas de parceria e de conciliação com o Governo, para impedir que o povo, verdadeiro dono do Poder, venha manifestar seu desejo e impor a vontade da maioria.
Conclui-se, portanto, que o êxito no combate à corrupção depende de mais democracia, ou seja depende do exercício de mais democracia participativa e de mais democracia direta.
Isto posto e considerando que é obrigação assumida pelo Estado brasileiro, disseminar em meio à sociedade todas as informações sobre o que é a corrupção; como ela ocorre no Brasil; quais os malefícios e ameaças que ela traz, esclarecendo porque devemos todos combatê-la, não há outro caminho que possa nos levar a uma conjugação nacional de esforços senão o envolvimento de todos os meios de comunicação de massa numa ampla campanha de informação e esclarecimentos sobre a questão “corrupção”, reforçada, ainda por seminários e debates em todas as escolas, universidades, associações e sindicatos do país. Isto é um direito da sociedade e obrigação do Governo, do Legislativo e do Judiciário.
Enquanto as forças vivas da sociedade continuarem neutralizadas, impedindo a sociedade de agir, a corrupção continuará vencendo esta luta que contra ela se encena.
A Bíblia nos apresenta Deus como Pai. Isto nos diz que o pai de família deve passar aos filhos a ideia de Deus como o Ser bom, belo e verdadeiro por excelência. Talvez o mais difícil, para educadores e pais, seja compreender os jovens. Quem é que lhes faz a cabeça? Quais as suas reações?
O pai, amigo dos filhos, deve saber “perder tempo” com eles. Há pais que julgam comprar a amizade dos filhos com o seu trabalho exaustivo, dando-lhes conforto, presentes, diversões. Para consegui-lo, transformam-se em máquinas, em robôs de produção, sem tempo para dialogar com os familiares. Há queixas de jovens, tais como: “Meu pai me dá tudo, menos amor”. Há menores abandonados não só nas favelas, mas também nas mansões. Facilmente se tornam vítimas de drogas. É preciso o pai ser amigo do filho. Conquistar-lhe a confiança. Educá-lo para o estudo, para o trabalho e a responsabilidade. Investir nos filhos é o melhor investimento.
Seríamos parciais e ingratos, se no Dia dos Pais não lembrássemos também os direitos e privilégios paternos. A Bíblia diz: “Honra teu pai e tua mãe” (Ex 20, 12). “Ouve o teu pai que te gerou” (Prov. 23, 22). “Filhos, obedecei a vossos pais” (Col 3, 20). Os filhos agradecidos serão a melhor recompensa dos pais. Estes colherão o que semearam. O fruto não cai longe do tronco. Qual pai, tal filho. Dizia o Santo Cura d’Ars: “As virtudes dos pais facilmente passam para o coração dos filhos”. Apesar das influências externas, não raro negativas, a boa semente da educação moral e religiosa plantada pelos pais, “os primeiros catequistas dos seus filhos” (João Paulo II), mais cedo ou mais tarde produzirá seus frutos.
Quem paga a conta dos presentes para o Dia do Papai é geralmente o próprio. Mas o melhor presente, gratuito, e a mais cobiçada recompensa do pai será o coração aberto e generoso, o caráter bem formado, a ligação afetuosa do filho que tem a felicidade de ver no semblante do pai os reflexos da perfeição do Pai que está no céu.
Atualmente há muitos pais separados, famílias incompletas. O filho ou os filhos moram com a mãe ou com o pai. Dá pena tal situação, em geral inalterável. A visita semanal compensa de alguma forma tal ausência, que normalmente não priva as pessoas do amor paterno e filial. Salve-se o que pode ser salvo, o melhor possível. E salve o Dia dos Pais, celebrado com amor e gratidão.