De Palmitos ao Deserto de Atacama
Alessandra Devitte
27/1/2012 01:50:00
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A viagem ao Atacama, com percurso realizado de carro durante 14 dias de carro, foi uma grande aventura para os palmitenses Alessandra Devitte, Cláudia Locateli, Dayse Locateli, Fabio Leonardo Massing, Marilene Canello e pelos migueloestinos, Edenilza Gobbo e Fabiano Paloschi. Representou a superação de desafios, tais como a distância, altitude, diversidade climática e cultural, e encantou pela magnitude das belezas naturais, incomparáveis e indescritíveis.
O percurso teve início na Argentina, nas províncias de Misiones e Chaco, regiões que retratam a desigualdade social e sérios problemas econômicos, prédios abandonados, postos de combustíveis fechados, carros antigos e mal conservados, locais sem os padrões de higiene recomendáveis. Já na província de Salta, imagens dispersaram-se diante das belezas naturais e equilíbrio econômico. A Capital da Provincia que recebe o mesmo nome, é conhecida como La linda e apresenta um território variado, com vales temperados, selvas tropicais e desertos andinos. Todas estas regiões têm algo para oferecer do ponto de vista turístico: pitorescos povoados moldurados em paragens solitárias, adegas de vinho e estâncias rurais, artesanato ou paisagens cordilheiranas cheias de colorido. Nestre trecho, sucumbimos aos vinhos e ao rafting.
Na Província de Jujuy, que antecede a travessia da Cordilheira dos Andes, visitamos os povoados de Purmamarca, onde encontra-se a montanha das sete cores e Tilcara, localizado a 2461 metros a nível do mar, de urbanização antiga, do tipo colonial, com ruas estreitas, rodeado por colinas de diferentes tonalidades e vistas panorâmicas. Um dos seus atrativos mais famosos é o Pucará de Tilcara, sitio arqueológico localizado no topo de uma colina, possuindo ainda uns 10% do que foi o povoado indígena do lugar, de época pré-colombina, com suas moradias típicas e denominado Patrimônio da Humanidade. Finalizando o trecho argentino, cruzamos pelas Salinas Grandes, fenômeno geológico que ocorre pela evaporação da água existentes em lençóis subterrâneos.
Para atingir o destino final, um desafio: ultrapassar a Cordilheira dos Andes. A altitude de 4.170m e seus efeitos maléficos, não impediram de admirar os Caracóis (desing de um trecho da estrada que ultrapassa a Cordilheira dos Andes) margeados por montanhas e vulcões cobertos de neve.
A chegada a San Pedro de Atacama, no Chile, iniciou com o burocrático procedimento aduaneiro e foi marcada pelo descaso com os turistas que enfrentam filas e aguardam por aproximadamente 3 horas sob o sol escaldante para obter o visto de entrada e permanência no país. Na opinião de Claudia Locateli, estes momentos tornam-se insignificantes diante das imagens deslumbrantes que privilegiam a existência humana.
A cidade passou de pequeno oásis poeirento a atração cosmopolita. As ruas quadrangulares de casas baixas de adobe estão cheias de restaurantes e  hotéis para acomodar o número crescente de turistas que chegam do mundo todo.
Cláudia destaca ainda as lagoas altiplânicas de um azul intenso aos pés dos vulcões com cúpulas nevadas. “A vista é de tirar o fôlego! Os flamingos rosados, no Salar de Tara, a Cadeia de Vulcões, em especial o imponente Licancabur, o Vale da Lua e da Morte, os Gêiseres del Tatio e o observatório que permite admirar o céu azul límpido, as estrelas, constelações e galáxias...... O Deserto do Atacama é um lugar imperdível! Uma demonstração da insignificância humana diante da sublime grandeza da natureza.”
A migueolestina, Edenilza Gobbo, destaca a viagem com a seguinte palavra: Contraste. “Ao mesmo tempo em que você está no deserto árido tem a visão da Cordilheira dos Andes com seus picos nevados, em destaque o vulcão Licancabur, em meio a um céu inigualável.  Num lugar em que parece existir apenas sal, e portanto parece impossível haver qualquer tipo de vida, você se depara com a beleza dos flamingos. Ao andar pelas ruas não pavimentadas de San Pedro de Atacama, você não imaginaria que poderia degustar de pratos deliciosos como os que podem ser lá saboreados. E ainda há o povo andino, que com seu artesanato e cordialidade, ocupa esta terra de belezas naturais indescritíveis e que nos fazem voltar fascinados pelas experiências que tivemos”, finaliza.
 

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