As altas temperaturas registradas nos últimos dias demonstram que agora o verão chegou para ficar. Com o calor vem aquela vontade de aproveitar ao máximo a estação mais esperada do ano e pegar aquele bronzeado. Mas é preciso tomar cuidado com o tempo de exposição ao sol. O câncer de pele é o mais frequente e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. O dado é do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Uma doença que pode ser fatal. Mas, se descoberto precocemente tem grande chance de cura.
Os principais tipos
Tomar sol sem proteção é o principal atalho para desenvolver a doença que se apresenta, basicamente, em dois grupos distintos: o carcinoma, mais frequente e menos agressivo, e os melanomas, mais agressivos, porém menos comuns.
Ainda que ambos os tipos acometam preferencialmente as populações de pele clara, há algumas diferenças importantes de comportamento que os distinguem. Os carcinomas são tumores de crescimento lento, localmente invasivos e raramente resultam em metástase. Uma pequena proporção torna-se letal e o número de óbitos resultante é muito baixo. Apresenta altas taxas de cura se tratado de forma adequada e precoce. Contudo, em alguns casos em que há demora no diagnóstico, pode levar a deformidades físicas graves pelo tumor ou pelo tratamento. Segundo o INCA, em 2012, estimam-se, para o Brasil, 62.680 casos novos de câncer da pele não melanoma entre homens e 71.490 em mulheres.
Já o melanoma da pele é menos frequente, porém sua letalidade é mais elevada. Afeta todos os grupos étnicos em alguma proporção. No Brasil, são estimados 6 mil casos de melanoma por ano, mas acredita-se que este número seja subestimado. Nos Estados Unidos, são cerca de 70 mil pacientes anuais. A maior incidência no mundo é na Austrália, onde um a cada 30 brancos caucasianos (de pele clara) tem a doença.
Causa
A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco para o surgimento dos cânceres da pele.
O oncologista Dr. Rafael Schmerling explica que os carcinomas de pele basicamente estão relacionados à exposição crônica, contínua. Já o melanoma tem outro perfil. “Há dados que sugiram uma relação com a exposição aguda, intensa (queimaduras) e com maior risco de ocorrerem na infância, com o desenvolvimento do câncer décadas depois; acomete principalmente as pessoas que ficam vermelhas com pouca exposição solar, o popular camarão”, conta.
Sinais
Com a ajuda do espelho é possível fazer um auto-exame, para detectar possíveis manchas na pele. Vale para qualquer região do corpo, rosto, costas, região genital, couro cabeludo e unhas. Os carcinomas aparecem como lesões rosas, com borda ligeiramente elevada. Pode ser ainda um nódulo brilhante, ou mancha avermelhada, ou até mesmo uma ferida aberta que sangra com saída de secreção.
O câncer de pele que se apresenta em forma de pinta é o melanoma. A pinta do melanoma é normalmente diferente das outras. “Habitualmente é maior, tem a borda assimétrica, e o fator mais importante é o crescimento. Se a pinta está crescendo, seja em elevação ou extensão, precisa ser avaliada imediatamente”, avisa Schmerling. “Se está coçando ou até mesmo sangrando, então, há risco de estar em estágio ainda mais avançado, resume.
Tratamento
A maioria das lesões precoces em caso de carcinoma é resolvida apenas com a intervenção cirúrgica. Já o melanoma além da cirurgia, eventualmente demandará um medicamento complementar. Estima-se que no Brasil em cerca de 20 a 25% dos casos o paciente apresenta a doença na forma metastática, ou seja, com comprometimento de outros órgãos. “O melanoma tem essa capacidade de invadir outros órgãos: pulmão, fígado e até o cérebro”, comenta Schmerling.
Mesmo em situações de doenças metastáticas com terapêuticas bastante complexas é possível curar uma parcela desses pacientes. São tratamentos que envolvem imunoterapia, que é um tratamento de alta complexidade. A droga mais estudada e conhecida neste cenário é a interleucina-2, uma substância produzida em nosso organismo, mas que é aplicada em elevadas doses com o intuito de otimizar o sistema imune para que este ataque a doença. “Mesmo os que não são curados podem ter a doença sob controle para garantir a qualidade de vida do paciente, muitos inclusive continuam a trabalhar”, finaliza.
DICAS PARA EVITAR DANOS À PELE
Aplicar e repassar várias vezes o protetor solar, mesmo quando exposto apenas à luz artificial
Usar chapéu
Dar preferência a roupas de proteção solar que filtram os raios solares
Não se enganar com os dias nublados, mesmo quando há só mormaço, a pessoa fica exposta aos raios solares, é quando acontecem as queimaduras mais graves.
Se você é daqueles que basta alguma coisa fugir à expectativa para sentir o estômago pegar fogo, não se desespere, você não está sozinho. Estima-se que quatro em cada dez brasileiros padeçam de pelo menos um dos sintomas de dispepsia (que em grego significa “difícil digestão”), doença popularmente conhecida como gastrite. No mundo todo, segundo o “Journal of Clinical Gastroenterology”, mais de 40% da população mundial sofre do mal.
Em situações normais, quando o alimento é ingerido, ele passa pelo esôfago e entra no estômago, onde um ácido ajuda no processo de digerir a comida e tudo ocorre tranquilamente. O mesmo não ocorre no estômago dispéptico, que, devido a diversas causas, sendo algumas impossíveis de serem identificadas, ocorre uma espécie de destruição da camada protetora do muco que protege o estômago, permitindo que o ácido altere a função do estômago, o que leva a sérios sintomas. E isso dói. Como dói.
Ou seja, se você é do grupo dos que costuma sentir dores e queimação no estômago, sensação de que comeu demais sem ter comido muito (saciedade precoce), estufamento, refluxo, náuseas e vômitos, é provável que você já tenha recebido diagnóstico da dispepsia, que se divide em dois grupos: os dispépticos funcionais – ou “gastrite nervosa”–, que podem ser, ou não, portadores da bactéria Helicobacter pylori, e nos quais não são identificadas outras doenças nos exames complementares. E o grupo dos pacientes que têm alterações anatômicas, como úlceras ou câncer do estômago, e que são chamados dispépticos “orgânicos”. Mas é no grupo dos dispépticos funcionais, os pacientes com “gastrite”, que as pesquisas científicas avançam com mais intensidade.
Após décadas de controvérsias entre médicos, que se dividem sobre a eficácia de erradicar ou não o pylori com antibióticos nos pacientes com dispepsia funcional e que sejam portadores da bactéria (nos pacientes com úlceras, a erradicação do Helicobacter pylori é obrigatória), hoje já se pode dizer que dar fim à pylori faz sentido. De maneira geral, recorda o gastroenterologista Luiz Edmundo Mazzoleni, os médicos que são a favor da eliminação da bactéria acreditam que isso possa melhorar os sintomas desses pacientes; e os médicos que são contra a erradicação alegam que isso não melhora os sintomas e que a eliminação da bactéria poderia provocar a doença do refluxo e alterações imunológicas.
Uma equipe médica de mais de 50 profissionais vinculados ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) concluiu um estudo inédito em nível mundial, com 842 pacientes com dispepsia não investigada entre 2006 e 2009. O trabalho foi publicado na revista “Archives of Internal Medicine”, novembro passado, e ganhou repercussão mundial. “Ao submeter os voluntários a endoscopias e tratamentos, descobrimos que vale a pena, sim, erradicar a bactéria com antibióticos. Dos 66% que possuíam a bactéria, ao eliminá-la, a equipe chegou à conclusão de que um em cada oito pacientes se beneficiavam do tratamento, trazendo alívio”, comemora Mazzoleni, coordenador do estudo, lembrando que a infecção pelo H. pylori é apontada como principal causa das úlceras do estômago e do duodeno (92%), podendo, em raros casos, evoluir ao câncer gástrico, considerado o segundo mais frequente no mundo.
A descoberta, além de desmitificar o tema, deverá servir de aporte para que os médicos prescrevam antibióticos e tratem o Helicobacter pylori nos dispépticos funcionais, ainda que não haja um consenso total entre os médicos sobre o assunto. De acordo com Laércio Tenório Ribeiro, membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), as controvérsias sobre a abordagem terapêutica para todos os infectados variam, mas ainda é cedo para dar como encerrada a discussão sobre a interação do nosso organismo com a bactéria.
“Será que sua presença é sempre prejudicial ou em alguns casos, onde não ocorre interferência mensurável na condição de saúde, poderia atuar como agente simbiótico? Qual sua importância no equilíbrio do nosso sistema imunológico? Há muitas perguntas ainda sem resposta. O mais comum é, caso a gastrite seja confirmada, usar o tratamento com medicamentos que inibem a secreção de ácido pelo estômago, desta forma diminuindo a agressão à mucosa”, afirma Ribeiro.
O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa, cujas principais características foram descritas pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. O problema de saúde, que acomete aproximadamente 10 milhões de pessoas — entre elas o ex-lutador de boxe Muhammad Ali e o ator Michael J. Fox — no mundo, tem como sintomas tremores, rigidez muscular e redução da quantidade de movimentos feitos pela pessoa, que se tornam mais lentos. Pesquisadores do Instituto Gladstone, organização norte-americana sem fins lucrativos de estudos biomédicos, identificaram uma proteína que intensifica os sintomas da doença. Essa descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o mal, destinados a bloquear a proteína. Isso representa uma nova esperança para quem tem a vida afetada duramente pelos distúrbios motores decorrentes da enfermidade.
A pesquisa, publicada esta semana na edição on-line da revista científica Neuron, apresenta a proteína RGS4, que ajuda a regular a atividade dos neurônios no estriado, parte do cérebro ligada aos movimentos. Em pessoas com o mal de Parkinson, entretanto, a proteína agiria fazendo o contrário, contribuindo para problemas de controle motor. Uma das autoras do estudo, a especialista em neurociência Talia Lerner, que integrou a equipe do instituto enquanto terminava os estudos na Universidade da Califórnia em São Francisco (UFSC), detalhou ao Correio como foi desenvolvido o trabalho. “Dissecamos os mecanismos moleculares pelos quais as sinapses — ligações entre os neurônios — no estriado mudam sua força de acordo com o estímulo que recebem. Observamos particularmente a reação chamada depressão de longo prazo (LTD), em que as conexões reduzem a intensidade”, explicou. “Mas o aspecto mais importante desse trabalho foi identificar que a RGS4 é a ligação-chave entre o neurotransmissor dopamina e a reação LTD no estriado.” Nas pessoas com a doença, os neurônios com dopamina morrem e, consequentemente, há menos quantidade do neurotransmissor no estriado.
Quando notaram que uma das ações da dopamina no cérebro é reduzir a atividade da proteína para que as conexões neurais ocorram mais vagarosamente, os pesquisadores pensaram que, se pudessem diminuir a RGS4 com outro mecanismo, fariam o estriado funcionar normalmente — mesmo sem a presença do neurotransmissor. “Para testarmos essa hipótese, usamos dois grupos de ratos, um com a proteína normal e outro geneticamente modificado para não ter a RGS4. Tratamos ambos os grupos com um composto químico que mata os neurônios com dopamina”, descreve Talia.
Os resultados mostraram que os ratos sem a proteína, mesmo após a morte dos neurônios, se saíram melhor em atividades que requeriam habilidades motoras do que os que estavam com a RGS4 intacta. “Os ratos geneticamente modificados conseguiram se movimentar mais livremente em uma área aberta e se saíram muito melhor em um teste de coordenação motora no qual tinham que andar em uma passarela de equilíbrio”, recorda a neurocientista.
Tratamento
Atualmente, a base do tratamento do mal de Parkinson é o uso de substâncias que estimulam a dopamina no cérebro, como explica o neurologista Hudson Mourão Mesquita, especialista em reabilitação de pacientes com problemas neurológicos. “Para evitar complicações inerentes à falta de mobilidade, essas pessoas também fazem atividades físicas e fisioterapia. Outra opção é a cirurgia funcional”, cita. “Infelizmente, todas essas medidas são paliativas e a doença continua a evoluir.”
O neurologista João Carlos Papaterra Limongi, especialista em distúrbios do movimento e membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), conta que a levodopa é a droga mais eficaz no alívio dos sintomas da doença, mas que, por ser muito forte, alguns médicos preferem evitá-la no início do tratamento. “Nos primeiros cinco anos, quando ainda existem células cerebrais capazes de funcionar como ‘depósitos’ e armazenar a dopamina produzida pela levodopa, cada dose pode ser eficaz durante mais de seis horas, de modo que duas a três doses por dia sejam o suficiente para controlar as características da patologia. Após esse período, muitos pacientes começam a experimentar complicações da terapia”, destaca o médico.
A expectativa de Talia e de sua equipe é de que a pesquisa leve ao desenvolvimento de novos tratamentos. “Nossos resultados indicam que drogas que inibam a RGS4 podem ser muito úteis”, afirma. Além disso, como o estudo aborda a função do estriado como um todo, os cientistas estimam que ele possa ter impacto na compreensão de outras enfermidades relacionadas, como a doença de Huntington e a distonia.
Para Mesquita, saber o papel crucial dessa proteína abre uma nova linha de ataque à doença. “Desse modo, poderão surgir novos medicamentos que, sozinhos ou associados aos existentes, poderão melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir os efeitos colaterais do uso crônico dos remédios tradicionais”, estima. Ele pondera, no entanto, que esse próximo passo ainda não é a cura do problema. “O Parkinson e o Alzheimer são as doenças neurológicas degenerativas mais frequentes na sociedade ocidental e, com o envelhecimento da população, serão cada dia mais comuns. Por isso, qualquer avanço no tratamento terá um impacto muito grande na saúde pública internacional”, garante.
Distúrbios neurológicos
A doença de Huntington é um distúrbio neurológico hereditário em que a pessoa tem problemas mentais e motores. É caracterizada por movimentos involuntários e irregulares do paciente, pelo emagrecimento intenso, pelo envelhecimento precoce e pela perda cognitiva. Cerca de metade dos que sofrem com o problema têm rigidez muscular, movimentos mais lentos, dificuldades para articular palavras e engolir alimentos. Já a distonia tem como características os espasmos musculares, que causam movimentos e posturas anormais. Eles podem afetar uma parte específica do corpo, como as mãos e o pescoço, ou mesmo todo o corpo. Nos casos mais graves, o paciente precisa de ajuda para executar a maioria das atividades do dia a dia. .
Considerado um dos grãos mais eficazes na prevenção e diminuição do risco de problemas cardiovasculares, pressão alta, obesidade, colesterol e diabetes, a chia chegou no Brasil há pouco. Proveniente da região dos Andes, o alimento é considerado uma importante fonte de ácido graxo ômega 3 de origem vegetal.
De acordo com a nutricionista da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Carolina Chica, pesquisadora do grão há quase dez anos, a chia dispõe de proteínas de alto valor biológico, fibras e antioxidantes, o que confere ao alimento um poderoso aliado no combate aos radicais livres. “Além disso, a chia possui ação anti-inflamatória e grande capacidade de absorção de glicose, ideal para a prevenção do diabetes e controle da insulina”, afirma a especialista.
A aparência do grão de chia é próxima ao gergelim, porém com uma coloração mais escura. Uma de suas vantagens é que pode ser consumido em sua forma natural, sem a necessidade de trituração para obter seus nutrientes, como exigem alguns outros grãos. Pode ser usado no preparo de bolos, pães e massas, além de ser normalmente consumido com cereais matinais, sopas, saladas, iogurtes, sucos, vitaminas e frutas.
A grande vantagem da chia é a sua praticidade. Você pode consumi-la em sua forma natural, sem a necessidade de triturar ou moer.
Este alimento tem uma história curiosa: o grão era uma das principais fontes de alimentação dos povos andinos da era pré-colombiana, com plantio desde 2600 a.C. Era cultivado no México e na Guatemala e consumido principalmente pelos maias e astecas para aumentar a resistência física. No entanto, a chia também estava atrelada a rituais sagrados e servia como oferenda aos deuses dessas civilizações, o que despertou a ira de espanhóis católicos que viam a cerimônia como um ritual pagão. Com isso, seu cultivo foi extinto por séculos e só foi retomado no início da década de 90 por um grupo de pesquisadores argentinos em parceria com a Universidade do Arizona (EUA). Desde então, os cientistas têm se voltado para pesquisas com o grão.
Hoje, a chia pode ser encontrada na alimentação dos povos norte-americanos, canadenses, japoneses, australianos, mexicanos, chilenos e de grande parte da América Latina. Estudos científicos apontam seus benefícios na prevenção e no controle de diabetes, colesterol, hipertensão, e câncer de mama, entre outras doenças.
A fibra também é outro ponto importante a se considerar nesse superalimento. Em torno de 40% são fibras dietéticas, sendo 36% de fibra insolúvel e 5% de fibra solúvel. Muitos nutricionistas recomendam seu consumo como um aliado em dietas de redução de peso. “Seu poder de emagrecimento está relacionado a elevada quantidade de fibras que proporcionam sensação de saciedade. Quando entram em contato com a água, essas fibras formam uma espécie de gel no estômago, dando sensação de saciedade”, afirma a nutricionista Fernanda Granja.
UMA GORDURA ESSENCIAL
• O ômega 3 é um ácido graxo essencial. Trata-se de uma gordura importante para o organismo, mas que apesar de necessária, não é produzida pelo corpo humano. Em geral, os ácidos graxos essenciais regulam as funções do organismo e contribuem para a absorção de vitaminas, para a síntese de hormônios e previnem doenças cardiovasculares.
• O ácido graxo ômega 3 tem um papel essencial nas membranas do sistema nervoso e é muito importante para o sistema cardiovascular. Ele impede a formação de trombos, faz com que o sangue flua melhor e protege a camada do endotélio. Além disso, cumpre uma função importante na parte elétrica do corpo como o coração, a retina e também na capacidade de aprendizado do indivíduo como a atenção e a memória, melhorando o desempenho intelectual.
Quando perguntam ao cirurgião vascular Francisco Osse, do Centro Endovascular de São Paulo, qual a sua profissão, ele costuma responder: “Sou um encanador de luxo”. É que o médico trabalha com as tubulações de uma propriedade muito especial, o corpo humano. Dentro dele, há canos que distribuem o sangue cheio de oxigênio, as artérias, e outros que conduzem o líquido de volta à estação de tratamento formada pelo coração e os pulmões, as veias. Ambos podem enferrujar e alojar coágulos, um emaranhado de células sanguíneas que atrapalha a circulação. “Mas esse fenômeno é dez vezes mais comum nas veias”, diz Osse.
Por uma conjunção de fatores, que englobam de predisposição genética a traumas físicos, a coagulação, indispensável para conter hemorragias, se intensifica demais, a ponto de gerar uma massa sólida de sangue que bloqueia o fluxo rumo ao coração. “O coágulo parece uma gelatina endurecida e pode se estender por um longo trecho da veia”, descreve Osse. E os vasos da perna são o maior berçário de trombos. “Isso porque eles sofrem mais para vencer a gravidade”, diz o cirurgião vascular Nilo Izukawa, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, na capital paulista. O perigo é que os coágulos boicotam o trânsito sanguíneo, gerando a trombose, e ainda podem soltar pedacinhos que viajam até os pulmões, causando a temida embolia pulmonar, problema por trás de insuficiência respiratória e altamente mortal. Ainda bem que um procedimento à base de cateteres e stents começa a ser difundido no país para desentupir o cano e prevenir o sufoco .
Não basta perambular dentro dos encanamentos venosos para entender como os trombos são eliminados. Convém esmiuçar o que favorece seu aparecimento. Muitas vezes, a pessoa carrega desde o berço um defeito no conjunto de reações químicas batizado de cascata de coagulação. “Indivíduos com sangue A positivo têm uma deficiência em uma das moléculas desse processo”, exemplifica Osse. Há inclusive quem apresente, por influência dos genes, uma condição conhecida como trombofilia e, assim, é naturalmente mais suscetível à trombose.
Mas o gatilho pode ser puxado por uma simples pancada, que lesa a parede da veia, ou, por outro lado, pelo repouso prolongado: tempo demais sentado no avião ou acamado no leito hospitalar. No caso, o mal é desencadeado porque o sangue circula lento demais. “Cirurgias e infecções também contribuem para o problema porque, quando as células morrem, liberam substâncias que interferem na coagulação”, conta o cirurgião vascular Jackson Caiafa, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Até doenças como o câncer e seu próprio tratamento somam forças em prol dos trombos.
Outra condição que, sem querer, patrocina a doença é a gravidez. “Com o útero grande, o sangue tende a retornar das pernas mais devagar. Além disso, a gestação altera a coagulação”, explica o cirurgião vascular Alexandre Fioranelli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. “O risco é ainda maior no pós-parto, daí por que indicamos à paciente voltar a andar o quanto antes depois de o beber nascer”, diz. Mesmo as mulheres que não querem filhos agora devem tomar cuidado: alguns anticoncepcionais tendem a incentivar a confusão nas veias ao mexer com a cascata coagulante.
À caça dos coágulos
Nem sempre a trombose dá sintoma, mas é comum ela se manifestar por meio de inchaço, dor e fadiga no local do problema. Os especialistas se valem de um ultrassom com doppler para rastrear entupimentos venosos. Com o diagnóstico dado, a terapia varia de acordo com a gravidade da situação. Pode-se recorrer a comprimidos que atenuam a coagulação destrambelhada e meias elásticas para prevenir que a situação piore. “As meias comprimem mais intensamente o tornozelo e a pressão diminui à medida que ela sobe até a coxa. Isso auxilia o retorno venoso”, explica o cirurgião vascular Marcondes Figueiredo, da SBACV. Coágulos maiores exigem medicamentos injetados, como as heparinas, que visam brecar sua evolução.
Mas, quando os trombos dominam as veias pra valer, não basta impedir que eles cresçam. É preciso tirá-los de cena. Aí entra o tratamento endovascular, que, por meio de cateteres, drogas e stents, devolve a liberdade ao vaso entupido. “O método promove uma revascularização rápida e eficaz e o paciente volta à vida normal em até dez dias”, conta Osse. É mais uma ferramenta para o encanador salvar o nosso corpo.
A estação de tratamento do sangue
Entenda a circulação e de onde vêm os trombos
1. A bomba
O coração bombeia o sangue para todo o corpo. O líquido é levado pelas artérias, que se ramificam em vasinhos para contemplar os braços, as pernas, os órgãos internos, a cabeça...
2. Tudo tem volta
As veias mandam o sangue usado, e sem oxigênio, de volta para o coração e os pulmões. Acontece que aquelas situadas nas pernas têm maior risco de abrigar coágulos.
3. Chama as vizinhas
O coágulo pode crescer e se estender por uma veia grossa. Aí, o fluxo do sangue diminui. Para compensar, outras veias menores se dilatam e enviam sangue para cima.
4. Pedaço à solta
Além de bloquear a passagem do sangue, causando a trombose, o coágulo faz ameaças a distância. Afinal, um pedaço pode se desprender dele e subir a correnteza — é o êmbolo. Ele viaja ao pulmão e entope uma de suas veias, detonando a embolia pulmonar, condição por vezes fatal.
A matemática da trombose
Composição do sangue + Fluxo do sangue + Parede de vela
Eis a tríade de Virchow, teoria criada por um médico alemão em meados do século 19 e que permanece atual.
Ela anuncia os três fatores que dão origem à trombose: uma lesão na veia (por um trauma), um defeito na composição do sangue (pessoas que nascem com uma falha na coagulação) e uma alteração no fluxo sanguíneo (um exemplo é o repouso prolongado).
Quando dois deles se somam, é trombose na certa.
Desentupidor de veias
Como age o tratamento endovascular para trombose
> Eis a trombose
Quando ela compromete uma veia da perna, o médico pode recorrer ao tratamento endovascular, que exige anestesia.
> Lá vem o tubo
O cirurgião faz uma punção na virilha, no pescoço ou perto do joelho e conduz um cateter até a área entupida pelo coágulo.
> Adeus, trombo
Com o cateter se injeta um remédio que, aos poucos, dissolve o coágulo. Essa etapa dura de 24 horas a cinco dias, se a trombose for crônica.
> O intervalo
Depois de receber a droga via cateter, o paciente permanece no hospital na unidade intensiva ou semi-intensiva para ser monitorado.
Você sabia que com uma alimentação adequada podemos diminuir o risco das tão temidas doenças do coração? Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causa de morte em nosso país. Somada a uma prática física adequada e ao controle de estresse, a alimentação pode ser uma grande aliada para a sua saúde. Confira a seguir oito dicas para cuidar de seu coração durante suas refeições:
Controle o sal da sua dieta
O sódio presente no sal eleva a pressão, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Prefira temperos naturais como orégano, manjericão, alecrim, cebolinha e salsinha. E experimente os alimentos antes de utilizar o saleiro.
Consuma alimentos fontes de vitamina C
A vitamina C, além de aumentar a absorção do ferro, potencializa a saúde das artérias. Adote como sobremesa frutas como laranja, mexerica, morango, acerola, goiaba ou lima da pérsia.
Inclua boas gorduras em sua alimentação
As gorduras foram muito mal faladas nesses últimos tempos, mas já está na hora de redimi-las. São importantes fontes de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), participam da formação de hormônios e da nossa saciedade. Além disso, podem aumentar o HDL. Não estamos falando de frituras, mas de gorduras boas como azeite (acrescentar nas saladas) e de castanhas. Tenha cuidado com a quantidade: duas ou três castanhas do pará (pode substituir por nozes ou macadâmias) são suficientes para um lanchinho, junto com duas frutas secas (como damascos, ameixas ou tâmaras).
E que tal incluir o abacate em sua alimentação? Ao invés de comê-lo com açúcar, experimente na salada (que tal com alface americana, tomate cereja, fatias de abacate, pouco sal, azeite e limão? Se quiser um prato completo acrescente um bom grelhado). Outra ideia é utilizar o abacate pela manhã (quando ingerimos boas gorduras pela manhã estabilizamos o açúcar no sangue e sentimos menos fome no final da tarde)
Adoce a sua vida com chocolate amargo
Um potente antioxidante e fonte de triptofano (que é precursora da famosa serotonina, o hormônio do bem-estar). Utilize um bom cacau - que tal experimentar com banana cozida? (Fácil, só colocar banana nanica com um pouco de água e canela. Quando ela estiver cozida escorra parte da água, deixe sobrar uma colher de sopa para dissolver o cacau e adoce a gosto). Além do bem-estar, o chocolate pode reduzir a obstrução dos vasos sanguíneos.
Consuma mais fibras
As fibras previnem vários tipos de câncer e “varrem” o excesso de colesterol do organismo. Experimente maçã com casca, aveia, couve e prefira sempre cereais integrais como arroz, pães, macarrão.
Inclua mais peixes no cardápio
Fontes de ômega, aumentam o Hdl, conhecido como o bom colesterol. Que tal incluir sardinha em sua dieta? Fica um alerta: o salmão para ter benefícios não pode ser de cativeiro (pois o salmão livre se exercita na desova subindo as cachoeiras, portanto o seu corpo tem a gordura armazenada para ajudá-lo na tarefa - e peixes de cativeiro não tem esse exercício).
Atenção nas Brássicas
Isso não é nome novo de remédio, e sim de uma família de hortaliças - couve, couve flor, brócolis, couve de bruxelas, mostarda, rabanete e rúcula. São ricas em fibras e também em compostos que vão proteger a saúde das artérias. Dica: evite cozinhá-las em microondas (podem perder boa parte desses compostos).
Evite excessos
Tente evitar frituras, alimentos processados (embutidos, congelados prontos, molhos prontos), caldos em geral, sopas de pacote, bolachas salgadas, salgadinhos, açúcar refinado, bebidas estimulantes. E beba com moderação!
Muitos pais vão passar por isso: em algum momento na vida a criança recusará a botar qualquer tipo de vegetal na boca. Para os pais, enfrentar essa resistência é o mesmo que entrar em uma batalha, da qual geralmente saem derrotados. E uma saída honrosa é oferecer ao pequeno teimoso um copo carregado de nutrientes, os mesmíssimos, aliás, que marcam presença na fruta. Claro, durante o processamento, há certa perda de vitaminas e minerais. As fibras também não se mantêm intactas, mas, no balanço geral, a meninada que diz não para a maçã na sobremesa e para a banana na hora do lanche sai no lucro.
Para ter uma ideia, um copo caseiro de suco de laranja carrega 111% da necessidade diária de vitamina C de uma criança em idade pré-escolar. O mesmo copo cheio do sumo de maracujá tem quase 10% do que ela precisa de vitamina A. E um copo de banana batida com maçã supre 15% da dose diária da B6. Já se você misturar mamão, banana e leite no liquidificador, estará garantindo 21% do que a meninada precisa ingerir de vitamina B12 todo santo dia.
“Claro que os sucos não devem substituir uma refeição”, ressalta a nutricionista Priscila Maximino, de São Paulo. “Procure oferecê-los junto com o almoço ou no lanche, como um reforço.” Também não é demais enfatizar: o líquido vitaminado não está à altura das frutas inteiras, justamente por causa das fibras perdidas. “Convém ainda variar a receita para que a criança se acostume a diversos sabores”, recomenda a nutricionista Julliana Bonato, de São Paulo. Afinal, querer que seu filho seja fã de vegetais e oferecer sempre o mesmo líquido para matar a sede dele é exigir demais!
Fruta na caixinha?
Em termos nutricionais, os naturais são imbatíveis. Mas os sucos de caixinha são uma mão na roda e ninguém deve se culpar por colocá-los na lancheira da criança. Afinal, é mesmo difícil mandar o suco natural para a escola ou para o piquenique no parque. Sem contar que o certo é tomá-lo logo em seguida ao preparo. Então, dê um suco de caixinha, sem medo - é uma opção, de longe, muito mais saudável do que um refrigerante.
Vale lembrar...
· A fruta passadinha, que não seria a melhor sobremesa, pode virar uma ótima vitamina.
· Incremente a receita da vitamina com cereais. Eles compensam parte das fibras perdidas.
· Nunca adoce. As frutas já têm seu açúcar natural.
· Faça seu filho beber qualquer suco logo após o preparo para evitar a perda de vitaminas.
· O suco de laranja, rico em vitamina C, vai bem no almoço porque favorece a absorção do ferro das carnes e das leguminosas, afastando o risco de anemia.
· Já a vitamina preparada com leite deve ser oferecida longe das refeições principais. Isso porque o cálcio do laticínio compete com o ferro tanto das carnes vermelhas quanto dos feijões.
Esquecer a chave da porta da casa onde mora no local de trabalho, perder o celular, não lembrar o nome de uma pessoa ou o telefone da residência, guardar um documento importante num determinado lugar e depois não recordar, sofrer “um branco” durante uma prova e abandonar o guarda-chuva. Certamente você já deve ter passado por uma dessas situações e pensado: será que estou ficando maluco ou com demência?
Calma. Você certamente não está biruta nem doente. Essas ações são típicas de um lapso de memória, provocado por uma falha na sinapse, que é a estrutura do cérebro que transmite a passagem da informação de um neurônio para outro e pode acontecer com qualquer pessoa. O problema é desencadeado quando a comunicação entre os neurônios é modificada ou bloqueada, causando, assim, as falhas que às vezes acomete a memória.
“Todo mundo tem um esquecimento, mesmo as crianças, quando deixam para trás a lancheira da escola e os adolescentes, ao não lembrarem da matéria escolar na hora do vestibular. Os lapsos de memória, normalmente, estão relacionados a fatores, como stress, ansiedade, déficit de atenção, uso de determinados medicamentos, má alimentação e alcoolismo. São cerca de 100 causas que prejudicam seu bom funcionamento, mas as citadas acima são as principais”, esclarece Ivan Hideyo Okamoto, neurologista e coordenador do Instituto da Memória da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo o especialista, a preocupação é quando o lapso se torna frequente e atrapalha o cotidiano da pessoa. “Quando a dona de casa confere a lista de compras várias vezes, a pessoa esquece frequentemente de pagar uma conta no dia do vencimento, a cozinheira larga a panela com leite ou feijão no fogo e o patrão paga o salário da empregada duas vezes no mesmo mês é preciso ficar alerta, pois, aí sim, pode ser indício de uma doença. Tendo este indivíduo mais de 60 anos de idade, é preciso prestar mais atenção às suas atitudes, porque repetindo-se muitas vezes o esquecimento, é conveniente encaminhá-lo a um médico, pois, neste caso, pode ser um sinal de início da demência”, alerta o neurologista.
No caso da comprovação de Alzheimer, o tratamento para estabilizar o avanço da doença deve começar o quanto antes. “Há medicações que atrasam o desenvolvimento da enfermidade, possibilitando um aumento de sobrevida do paciente em até 15 anos (a)pós a descoberta do mal. Quando detectada precocemente, é possível monitorar a doença e preservar as funções do paciente por mais tempo”, revela o especialista.
Excluindo-se o Alzheimer, as causas do esquecimento devem ser combatidas. “No caso de stress, recomenda-se tirar férias ou praticar ações que diminuam ou eliminem o problema. Sendo os lapsos de memória motivados por medicamentos, o paciente deve relatar a situação ao médico que prescreveu o remédio para que sejam tomadas providências quanto à troca ou mudança da medicação”, esclarece o Dr. Ivan Hideyo Okamoto.
A sociedade formou os homens para não chorar. Fortes, invulneráveis e invencíveis, julgam ser de ferro, afastando-se o máximo possível do consultório médico. Quando vão, é depois de muita insistência — feminina, é claro. Mas acredite: a típica resistência masculina em prevenir doenças não parte só do lado de lá. Eles foram praticamente excluídos dos sistemas de saúde desde a sua criação.
— Serviços de saúde foram criados e organizados pensando na mulher grávida, nos cuidados com recém-nascidos, para garantir que as crianças nascessem saudáveis. E a saúde do homem acabava ficando em segundo plano em função da jornada de trabalho — explica a antropóloga Daniela Riva Knauth, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Na infância, sinais de fraqueza não fazem parte da educação dos meninos. Quando os sintomas de debilidade parecem, seja sob a forma de doença ou indício de qualquer tipo de incapacidade, a luz vermelha acende. Ir ao médico ou realizar um exame de rotina pode corresponder a um atestado de fragilidade pública, ligado à ideia do envelhecimento e da morte.
A explicação do fenômeno não se esgota por aí. Ao tentar justificar a seleção natural proposta por Charles Darwin, da qual homens nasceram para caçar e mulheres para cuidar da saúde da prole, esbarra-se numa lacuna. Quanto mais os homens precisavam trabalhar para sustentar a família, mais adoeciam e acabavam morrendo em razão de enfermidades provocadas por consumo de tabaco, álcool e drogas, obesidade, hipertensão, diabetes e outras epidemias do gênero. E os serviços continuavam ignorando-os e vice-versa.
O resultado é que, até hoje, pacientes continuam recorrendo a especialistas com a doença em estado mais avançado, muitas vezes arrastados por suas mães ou mulheres. Quando, na verdade, deveriam ter procurado muito antes um acompanhamento preventivo no posto de saúde mais próximo. Isso evitaria o chamado diagnóstico tardio, que sobrecarrega o sistema público e aumenta os custos do Sistema Único de Saúde (SUS). E acaba trazendo mais sofrimento para a vítima e sua família.
— O homem é muito “abandonadinho”. Ele nasce e ganha um médico, o pediatra, mas para por aí. Enquanto isso, a menina sai do pediatra e logo que fica menstruada, cai direto no ginecologista. O homem só volta ao urologista quando faz 50 anos, para examinar a próstata e olhe lá — resume o urologista Henrique Sarmento Barata.
O médico, porém, acredita que o cenário está melhorando:
— Antigamente, eles não chegavam nem perto do consultório.
Enquanto dos 20 aos 39 anos, a maior causa de morte entre os homens se dá por fatores externos, como violência urbana associada ao uso de bebidas alcoólicas, dos 40 aos 59 anos eles padecem mais de doenças circulatórias, metabólicas e tumores.
— É importante lembrar que, no caso do câncer de próstata, deve-se fazer um exame precoce — afirma Barata.
Prevenção, também para eles, é essencial.
Explicações nas estatísticas
:: Pesquisas provam que quando os serviços de saúde oferecem horários flexíveis, especialistas na questão da sexualidade e pessoas treinadas para ouvi-los, o público masculino os procura. As maiores influências para o homem ir ao médico são a esposa ou a companheira (66%) dos entrevistados.
:: Uma outra pesquisa, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia com 1.061 homens, de 10 capitais brasileiras, na faixa etária de 40 a 70 anos, mostrou que apenas 32% dos homens fizeram o exame de toque retal, apesar de 76% saber que o exame é usado para detectar o câncer de próstata.
:: A mesma pesquisa quis saber porque, então, eles não fazem o exame. A resposta pode estar no preconceito e machismo. O levantamento mostrou que 77% concordam que os homens não fazem exame de toque retal por preconceito e 54% percebem que os homens têm medo do exame. Mas, quando questionados sobre a não a realização do exame, apenas 8% admitem preconceito em relação ao toque, enquanto 13% afirmam descuido, preguiça, relaxo e falta de tempo.
:: Fazer com que o sexo masculino invista na prevenção é uma urgência para o Ministério da Saúde, por isso foi criada a Política Nacional de Saúde do Homem. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde. A iniciativa é uma resposta à observação de que os agravos do sexo masculino são um problema de saúde pública.
:: A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevadas. Por meio dessa iniciativa, o governo federal quer que, pelo menos, 2,5 milhões de homens na faixa etária de 20 a 59 anos procurem o serviço de saúde ao menos uma vez por ano.
:: O urologista Miguel Srougi, professor da Universidade de São Paulo (USP) aposta no sentimento de invulnerabilidade para explicar a aversão masculina aos médicos. Segundo ele, os homens crescem com o conceito da evolução de que só os fortes sobrevivem e que, para se impor, precisam ter saúde.
:: Um estudo feito pela empresa SulAmérica com 26 mil homens de 12 estados brasileiros constatou que 60% deles têm sobrepeso e 20% sofrem pressão arterial elevada — mas só 8% sabem que têm a hipertensão. Esses problemas estão relacionados a doenças cardiovasculares, como derrame cerebral e infarto do miocárdio, que têm alto índice de letalidade.
:: A influência das mulheres para convencer o homem a buscar tratamento também conta quando o problema está relacionado à vida sexual. Um levantamento feito em 2009 no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 30% dos que buscam o Ambulatório de Sexualidade da instituição o fazem a pedido da companheira. A disfunção erétil representa 55% dos atendimentos.
:: Os médicos alertam que os homens devem ir, a partir dos 30 anos, anualmente checar sua saúde num clínico geral e cardiologista, que pedirá exames para verificar o estado geral de saúde e, caso seja detectada alguma anormalidade, encaminhar a especialistas. A partir dos 45 anos, a visita ao urologista é obrigatória, mas caso tenha casos de câncer na família, aos 40.
Dados alarmantes
:: Do total de pessoas entre 20 e 59 anos que morre no Brasil, 66% são homens.
:: De acordo com o IBGE, os homens vivem sete anos a menos do que as mulheres.
:: Um em cada 18 homens têm câncer de próstata, doença que possui 80% de chance de cura se detectada no início.
:: O check-up anual deve ser obrigatório a partir dos 30 anos.
O simples gesto de abrir uma torneira torna-se quase impossível. Engatar uma marcha ao volante assemelha-se a um ato heróico. Levar os talheres à boca durante a refeição pode provocar gritos de dor. Parece exagero? Situações assim fazem parte do dia-a-dia de quem sofre de tendinite, uma espécie de inflamação nos tendões que paralisa homens e mulheres de qualquer idade.
As vítimas costumam ter algo em comum: passam horas fazendo movimentos idênticos. A demora em tratar o problema também é algo bastante comum entre os pacientes com tendinite, conforme avalia o médico Gustavo Velloso, professor de ortopedia da Universidade de Brasília. “Como a dor chega devagar, a maioria só procura ajuda depois que o desconforto fica insuportável”, explica.
O que pouca gente sabe é que o problema não deriva apenas de movimentos repetitivos. “Esse é um dos fatores que favorecem o aparecimento da doença. Mas não é o único”, alerta o fisiatra Marcelo Riberto, do Centro de Dor do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. “É importante citar a má postura e a exposição a ambientes tensos”.
Trabalhar em condições estressantes ou enfrentar pressões psicológicas são gatilhos que podem detonar o surgimento do problema. Mas o inverso também ocorre. Não é raro encontrar casos de pacientes que, graças às limitações de movimento, acabam desenvolvendo um mal-estar psicológico e precisam recorrer a um especialista. “O medo de se tornar incapaz ou a possibilidade de nunca mais realizar alguma atividade prazerosa traumatiza muita gente”, comenta o doutor Marcelo.
Demora agrava o problema
Se detectada antes de se tornar crônica, a inflamação consegue ser tratada em cerca de dois meses. Algumas sessões de fisioterapia também são indicadas e vale a pena manter intervalos regulares para alongar os músculos durante o expediente - a cada duas horas, pelo menos.
Nos casos mais graves, no entanto, a saída é apelar para uma receita mais abrangente, que inclui acupuntura, fitoterapia e medicação tradicional. “Em média, 71% dos pacientes que optam pela medicina complementar relatam o desaparecimento total dos sintomas após dois meses de cuidados”, diz o clínico geral Paulo Farber, presidente da Associação Brasileira de Medicina Complementar. “Esse número cai para 50% quando o tratamento se restringe ao uso de remédios. E mais: nessas condições, o mal-estar diminui, não some”.
Previna-se!
Postura certa
Ao digitar, preste atenção para não flexionar os punhos, que devem permanecer na horizontal. Se for o caso, coloque um apoio na base do teclado
Dedo em riste
Gestos delicados e precisos como este ajudam a trabalhar os músculos e eliminam a tensão acumulada. Ao mesmo tempo, eles previnem e tratam a tendinite
Pulso firme
Trabalhe a tensão nos pulsos com este exercício. Devagar, abra e feche cada uma das mãos 20 vezes. Repita a prática pelo menos três vezes ao dia
Contrapressão
Este exercício ajuda a aliviar o estresse durante o expediente. Aperte com força uma bolinha flexível durante cinco segundos e solte-a devagar. Repita o movimento 20 vezes.
A depressão, bem como o aparecimento de outras doenças mentais, é muito comum entre os idosos. E o tratamento destas condições geralmente está atrelado à importância que o médico que atende o idoso dá aos cuidados com a saúde mental. Neste sentido, um estudo americano - Two-Minute Mental Health Care for Elderly Patients: Inside Primary Care Visits – sobre o tema, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, sugere que os médicos dedicam muito pouco tempo para falar sobre essas doenças com os pacientes idosos.
Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram gravações de 385 consultas com pacientes idosos e descobriram que o tempo médio gasto nas consultas, discutindo a saúde mental do paciente era de apenas dois minutos e que os temas relativos à saúde mental foram abordados em apenas 22% das visitas, embora a pesquisa tenha revelado que 50% dos pacientes estavam deprimidos.
Depressão na terceira idade
“A depressão do paciente idoso precisa ser encarada como natural, mas não inerente ao envelhecimento. A depressão na terceira idade é um problema freqüente que, muitas vezes, não é diagnosticado e tratado. É comum que o idoso não admita que determinados sinais e sintomas são de depressão, pois ele tem medo de ser visto como ‘fraco’ ou ‘louco’ pela família. Outros têm consciência de sua depressão, mas acreditam que nada pode ser feito sobre isso”, explica a médica Vanessa Morais, diretora da VRMedCare, empresa especializada em cuidados domiciliares na terceira idade.
Segundo a médica, a depressão na terceira idade tem diversas causas ambientais:
Mudanças no seio da família;
Dor e doenças crônicas;
Dificuldade para se locomover;
Frustração com a perda de memória;
Perda de um amigo ou do cônjuge;
Dificuldade para se adaptar a uma mudança de vida, como mudar do lar para uma casa de repouso, por exemplo.
“A depressão na terceira idade também pode ser um sinal de um problema médico ou mesmo ser efeito colateral de alguns medicamentos, comumente prescritos para os idosos”, afirma Vanessa Morais.
Sintomas de depressão
Os sintomas de depressão nos idosos podem não ser fáceis de identificar. Isto porque estes sintomas freqüentemente são ignorados ou confundidos com outras doenças comuns na terceira idade, tais como:
Doença de Alzheimer;
Câncer;
Doença cardíaca;
Doença de Parkinson;
Distúrbios da tireóide.
Segundo a médica, os sintomas de depressão em idosos abrangem:
Pensamentos fixos sobre a morte;
Pensamentos inadequados de culpa excessiva ou inapropriada;
Dores;
Alterações no apetite (geralmente uma perda de apetite);
Mudanças no peso: perda involuntária de peso (mais comum)
ou ganho de peso;
Irritação excessiva;
Dificuldade de concentração;
Cansaço ou fadiga;
Sentimentos de inutilidade ou tristeza;
Comportamentos irresponsáveis;
Perda de interesse ou prazer nas atividades diárias;
Perda de memória;
Planos de cometer suicídio ou tentativas reais de suicídio;
Temperamento agitado;
Problemas para dormir;
Sonolência diurna;
Acordar várias vezes durante a noite.
“O diagnóstico só pode ser feito, após rigoroso acompanhamento médico, pois a depressão no idoso é mais difícil de ser definida. Por exemplo, sintomas como fadiga, perda de apetite e dificuldade para dormir podem indicar depressão, como também podem ser parte do processo de envelhecimento ou de uma condição médica. Uma consulta médica ampla poderá determinar se uma doença está causando a depressão. A avaliação psiquiátrica e outros exames podem ser necessários para a conclusão do diagnóstico”, explica a diretora da VRMedCare.
Importância do tratamento
“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, é preciso destacar que a depressão não é uma parte normal do envelhecimento, nem é mais difícil de tratar em pessoas idosas”, afirma a médica Renata Diniz, que também dirige a VRMedCare, empresa especializada em cuidados médicos na terceira idade.
Segundo a médica, “o ideal, quando lidamos com pacientes idosos, é evitar situações que favoreçam o desenvolvimento dos sintomas depressivos, fazendo com que o idoso mantenha um ciclo regular de atividades previamente planejadas que visem o seu prazer e fortaleçam a sua razão para viver. Mas quando o quadro de depressão está presente, existem muitas alternativas terapêuticas que podem ser aplicadas a cada caso, em particular”, diz Renata Diniz.
“Em alguns casos, aliviar a solidão através de saídas em grupo, trabalho voluntário ou ter visitantes regulares pode ajudar no tratamento. Programas de exercícios físicos também podem reduzir a depressão em idosos. Para outros pacientes, o tratamento consiste em tratar as condições médicas que causam a doença ou parar a administração de certos medicamentos”, conta a diretora da VRMedCare.
“A psicoterapia também é um tratamento eficaz. Em casos de depressão moderada a grave, os pacientes idosos podem obter melhores resultados através da combinação de psicoterapia com medicamentos antidepressivos, prescritos por um psiquiatra ou por um geriatra. Estes medicamentos são cuidadosamente monitorados devido aos seus efeitos colaterais. Os geriatras costumam receitar doses mais baixas de antidepressivos para as pessoas mais idosas, e, aos poucos, aumentam a dose mais lentamente do que em adultos jovens”, explica Renata Diniz.
Eczemate
O que é? Placa esbranquiçada com descamação, semelhante à micose.
Causa: perda de gordura da pele e também ressecamento. Em geral, surge no inverno, quando os banhos são feitos com água muito quente.
Tratamento: hidratação com cremes à base de ureia.
Mancha senil ou melonase solar
O que é? Arredondada e pequena, surge em regiões do corpo normalmente expostas ao sol. É menor e mais escura do que o melasma.
Causa: exposição ao sol e predisposição genética.
Tratamento: é feito com ácidos e creme clareadores ou sessões de peeling e laser.
Melasma
O que é? De cor castanha, tem a forma de uma asa de borboleta. Surge na bochecha, na testa, no queixo e, com menor frequência, no tronco, no colo e nos braços.
Causa: luz solar, alterações hormonal e hereditariedade.
Tratamento: aplicação de ácidos clareadores, esfoliações, sessões de peeling ou laser.
Leocodermia punctata
O que é? Pequena e esbranquiçada, geralmente aparece na região dos braços e das pernas.
Causa: herança genética e exposição solar.
Tratamento: cremes específicos ou sessões de crioterapia (tratamento realizado à base de nitrogênio líquido que promove a mudança de temperatura da pele).
Previna-se
Não há solução definitiva para as manchas. Os tratamentos citados podem amenizá-las temporariamente (com exceção da eczemate). Porém, basta tomar um pouco de sol para elas surgirem outra vez.
A solução? Abusar do protetor solar. Com proteção, a chance de reaparecerem são menores. Aplique-o duas vezes ao dia (antes de sair e na hora do almoço). Em situações de muita exposição solar, como na praia, passe-o a cada duas horas e use chapéu e óculos de sol.
Riqueza - No último dia 03, profissionais da equipe de Saúde do município participaram do II Encontro Macrorregional de Saúde da Família, Região do Extremo Oeste catarinense. O evento é promovido pela Secretaria de Estado da Saúde – Gerência de Atenção Básica e Gerências de Saúde.
O encontro proporciona o fortalecimento e qualificação a Atenção Básica, como também, possibilita a integração e organização das ações de saúde, saberes e práticas, integrando e articulando os conhecimentos. No encontro também foram apresentados trabalhos desenvolvidos nas ESF da região. O município de Riqueza encaminhou o Projeto “Promoção de Saúde com Escolares”, uma proposta lúdica como atividade educativa desenvolvido pela dentista Maíra Fincatto e Técnica em Saúde Bucal Suzete Vendrúsculo, a Nutricionista Tatiani Barbosa e a Estagiaria de Psicologia Cynthia Raquel Ferraboli.
Essa fruta não dispensa apresentações. Isso porque, apesar de estar no seu cardápio há anos - provavelmente desde suas primeiras papinhas -, a banana ainda tem a fama de não ser a melhor amiga da boa forma. Como tem 22% de carboidratos, ela é realmente mais calórica do que algumas outras frutas: uma unidade (70 g) de banana-prata fornece 62 calorias. “Porém, tem alto valor nutricional, provoca sensação de saciedade e pode fazer parte da alimentação se consumida com moderação, sem contribuir para o ganho de peso”, afirma a nutricionista funcional Patricia Davidson Haiat, do Rio de Janeiro.
Grandes vantagens
Por que a banana deve ser mantida no seu cadápio: “Um estudo intensivo, realizado por três prestigiadas universidades (Berkeley, Cambridge e Twickenham), buscou o alimento considerado perfeito e completo em sua composição e ao alcance da maioria da população. Foi mostrado que, para pessoas que desejam uma solução rápida, não há melhor alimento do que a banana”, conta Patricia.
“Entre tantos benefícios que foram encontrados, estão o controle da pressão arterial, a ação benéfica no sistema nervoso, o auxílio na perda de peso por manter o nível de açúcar no sangue estável e a presença de fibras, que ajudam a manter a saciedade por mais tempo.” Vale lembrar que a fruta tem baixo teor de gordura, as vitaminas A, B1, B2, B6, C, D e E e os minerais fósforo, cálcio, ferro e potássio, sua grande arma, que ajuda a evitar cãibras e dores musculares e é seu grande astro. Segundo uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology, ele melhora a fluidez do sangue, evitando a formação de coágulos - quem come três bananas por dia tem risco até 21% menor de sofrer um acidente vascular cerebral.
Linda e de bem com a vida
Na banana, a presença do aminoácido triptofano também merece palmas. “Ele se converte em serotonina e gera sensação de bem-estar no organismo, o que faz da fruta um dos alimentos considerados importantes na prevenção e tratamento da depressão”, diz a nutricionista funcional Cristina Martins, do Rio de Janeiro. Tem mais: alivia os sintomas da TPM!
“Além disso, é rica em potássio e vitamina B6, que ajudam a diminuir as cólicas menstruais”, completa a nutricionista Thabata Costa, da loja Mundo Verde do Jardim Marajoara, em São Paulo. Outro ponto positivo é que as vitaminas A, C e do complexo B contribuem para a saúde dos cabelos, das unhas e da pele.
Aprenda a escolher
Prefira as frutas em que a parte amarela da casca predomine sobre a preta e as de formato arredondado. “Se tiverem quinas, foram colhidas antes do tempo”, ensina Patricia. As bananas também não devem estar verdes nem totalmente maduras. “As muito maduras têm mais açúcar do que fibras, e as mais verdes tendem a prender o intestino.”
Em casa, guarde em locais frescos e arejados. Mas não é só a banana in natura, que a gente está acostumada a consumir, que faz bem. “É possível preparar receitas com sua biomassa (banana verde cozida), que contém baixa caloria, reduz a glicemia e melhora o funcionamento do intestino”, afirma Cristina. A biomassa e a banana verde podem ser compradas em forma de polpa congelada.
Como e quanto consumir
Coma banana nos lanches e use-a no preparo de bolos e doces. Não há uma quantidade diária ideal de consumo, mas você está cansada de saber que deve comer cerca de três porções diárias de frutas variadas. Diabéticos devem consumir a fruta com moderação (a polpa de banana verde é uma alternativa melhor), indicação do médico e, de preferência, junto com uma fibra, como farelo de aveia. Isso porque a fibra ajuda a reduzir o índice glicêmico da fruta, que é alto (ela é rapidamente absorvida, o que aumenta a glicemia). Quem sofre de insuficiência renal também precisa tomar cuidado no consumo: em excesso, o potássio pode ser perigoso.
Esqueça as velhas receitas para tratar dores nas costas, nas juntas ou nos joelhos, comuns para quem sofre de reumatismo. Nada de anti-inflamatórios e repouso absoluto: especialistas recomendam doses diárias de exercícios para amenizar o problema. Está provado que quanto menos você se mexe, mais aumentam a dor e a rigidez nas articulações. Os exercícios físicos são tão importantes quanto a medicação apropriada e devem, obrigatoriamente, fazer parte do tratamento dos pacientes reumáticos.
De acordo com o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo), dor, rigidez, fadiga e o medo de piorar podem fazer com que o paciente reaja contra o exercício. Porém, a maioria dos estudos revela que a atividade física moderada e com acompanhamento pode reduzir as dores musculares e melhorar os movimentos dos pacientes.
– O exercício físico é uma peça chave no tratamento dos pacientes reumáticos, pois o sedentarismo agrava muito o quadro dessas doenças – diz Lanzotti.
O recomendado é que os reumatologistas devam prescrever detalhadamente exercícios físicos para seus pacientes, assim como receitam remédios. Segundo os profissionais, a onda de medicamentos biológicos contra os reumatismos (drogas obtidas a partir de fluidos ou tecidos de origem animal, entre outros) relegaram indevidamente os exercícios a um segundo plano.
Ao adotar um estilo de vida ativo, os pacientes costumam ter melhoras significativas em problemas como artrites, lúpus, fibromialgia, dores lombares, entre outras, aumentando a capacidade cardiorrespiratória, a força muscular e a mobilidade, além do potencial anti-inflamatório e de redução das doses dos medicamentos.
Outro ponto positivo é que os exercícios ajudam a combater efeitos colaterais de algumas drogas, como os problemas cardiovasculares. Jaime Natour, professor de reumatologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que “o receituário não é só para remédio”:
– Não prescrever e deixar que o paciente procure sozinho um programa em academias de ginástica realmente não é o ideal – afirma Jaime Natour.
Seguir uma dieta balanceada também é fundamental para que os pacientes consigam manter a energia ao realizar as atividade físicas. Os que têm sobrepeso precisam de acompanhamento dietético e fisioterápico.
Doença de velho?
Quando se fala em doenças reumáticas, a primeira imagem que nos vem à mente é a de um idoso sofrendo com dores nas articulações. A cena, no entanto, reflete a pouca informação sobre o tema. O reumatismo é um conjunto de mais de cem doenças diferentes que têm sintomas parecidos – como a dor e o inchaço das juntas –, mas se desenvolvem de maneira diferente.
A grande maioria acomete crianças, jovens e adultos, principalmente as mulheres.
– De todo esse universo, apenas a gota e a espondiloartrite (inflamação da coluna) atingem mais os homens. No restante dos casos, elas são em maior número – relata Luiz Carlos Latorre, presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR).
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) instruíram 18 pessoas com colesterol alto a consumir até 30 gramas (uma colher de sopa) de farinha de amaranto por dia, durante um mês. Após esse tempo, os níveis de LDL de todas elas despencaram. “É que as proteínas, o óleo e as fibras encontrados na semente atuam em conjunto para desobstruir as artérias”, explica Jaime Amaya-Farfan, coordenador do estudo. O amaranto também inibe no fígado uma enzima envolvida na produção do colesterol ruim.
Outros benefícios do amaranto
Controla o diabetes
A alta concentração de fibras (maior do que as encontradas na aveia, no milho e no trigo) controla a glicemia em diabéticos. Rico em cálcio, o grão também pode substituir o leite para crianças e adultos com intolerância à lactose. E, como não contém glúten, ainda funciona como uma ótima opção nutritiva no cardápio de quem tem intolerância a essa substância.
Fortalece as defesas do organismo
Suas propriedades naturais incluem a ação antioxidante, que combate os radicais livres, aumentando a oxigenação do metabolismo e reforçando o sistema imunológico.
Afasta a osteoporose e problemas cardíacos
O alto valor proteico (de 14% a 20% a mais do que outros cereais), assim como de zinco, ferro, cálcio, fósforo e potássio, previne a osteoporose e doenças cardiovasculares. O amaranto ainda ajuda a aumentar a massa magra em atletas e esportistas amadores.
Como consumir o amaranto?
Em sopas e molhos
As sementes podem ser batidas com o caldo ou adicionadas à sopa no fogo. Em formato de flocos, são uma ótima pedida para dar textura crocante a esse tipo de prato.
Em sucos e vitaminas
Como elas não têm sabor, não comprometem o gosto das bebidas. Vale bater os grãos moídos no liquidificador com sua fruta favorita.
Em outras receitas
Amaranto também combina com pães, bolos e tortas. Substitua até 30% da farinha de trigo pela de amaranto - basta torrar os grãos e moê-los ou bater os flocos e fazer o bolo normalmente.
Receita para emagrecer
Ingredientes:
· 2 col. (sopa) de grãos de amaranto
· Cravo, canela em pó e açúcar mascavo a gosto
Modo de preparo:
Deixe o amaranto de molho em água por 24 horas. Escorra e reserve. Ferva 1 litro de água e despeje em uma vasilha com o cravo, a canela e o açúcar mascavo. Espere alguns minutos. Cozinhe os grãos de amaranto na água dos temperos por aproximadamente 30 minutos ou até que o caldo engrosse. Coe e consuma bem gelado.
Receitas que dão saúde
Para reduzir o colesterol
Misture 1 colher de sopa de linhaça a 1 colher de sopa de amaranto e coma no café da manhã junto com o iogurte, por exemplo.
Para melhorar o intestino
Bata um suco de abacaxi com hortelã e adicione 1 colher de sopa de amaranto em pó. Além de refrescante, ele regula o intestino.
Para ter uma saúde em dia e não ficar precisando de remédio, muitas vezes esquecemos o poder que os sucos possuem. Além de saborosos, eles carregam uma carga imensa de vitaminas que ajudam a alavancar a saúde. Mas, para beber, todo mundo sempre apela ao bom e velho suco de laranja. Bom mesmo é ter opções de variadas e saudáveis.
Fortalecer o sistema imunológico é o primeiro passo para evitar gripes e resfriados. Aprenda então a 4 sucos que, assim como o de laranja, são ricos em vitamina C e fortalecem a imunidade.
Na lista abaixo, a laranja não está presente, mas tome 1 copo duas vezes por semana. Afinal, estudos comprovam que o suco desta fruta é bom para o coração, ajuda a regular a pressão sanguínea, além de fornecer grande quantidade de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico. Mas prestigie outras opções de suco.
Caju
Ingredientes: 1 caju 1 copo de água de 200 ml
A fruta tem vitamina C de sobra, que é um poderoso antioxidante, combatendo os radicais livres. Pesquisas mostram que a presença de compostos fenólicos ajudam até a prevenir doenças cardíacas. Entre os minerais, ferro e cálcio têm destaque, melhorando a saúde dos ossos.
Limão
Ingredientes: 2 limões 1 copo de água de 200 ml
A bebida é diurética e diminui a retenção hídrica e o inchaço. Para completar, auxilia a digestão e tem vitamina C. Além disso, limão é rico em ácido cítrico, que tem ação adstringente, ou seja, ajuda a dissolver gorduras e toxinas, e deixa o pH do sangue e de outros líquidos menos ácidos, contribuindo para o funcionamento do metabolismo.
Melancia
Ingredientes: 1 fatia grossa 1 copo de água de 200 ml
Estudo da Universidade do Estado da Flórida, nos EUA, sugere que a melancia seja uma arma natural contra a pré-hipertensão, que é um precursor de doenças cardíacas. Também vale a pena porque o suco possui boa quantidade do aminoácido arginina, que é importante na redução da massa de gordura.
Morango kiwi
Ingredientes: 1 xíc. (chá) de morango 1 kiwi médio 1 copo de água de 200 ml gelo adoçante
O morango é rico em vitamina C, que aumenta a resistência contra infecções, e ferro, que previne a anemia. Além disso, é diurético, alcalinizante e contém flavonoides, antioxidantes naturais que protegem as células contra o envelhecimento. O kiwi também conta com vitamina C, cálcio e pectina, uma fibra solúvel que controla a glicose e o colesterol.
A hipertensão arterial e o diabetes estão na mira do Ministério da Saúde, que na próxima década pretende reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura causada não só por essas duas enfermidades, mas por todas as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Essa é a meta do Plano de Ações para Enfrentamento das DCNT apresentado na última semana. O documento foi construído em parceria com diferentes setores do governo e da sociedade civil. Estão entre as outras DCNT, o câncer, as doenças respiratórias, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto.
Entre as políticas essenciais para o cumprimento da meta está a ampliação do acesso ao tratamento das doenças. No rol das medidas já adotadas pelo Ministério da Saúde neste sentido, está a oferta gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes nas farmácias populares, estabelecida desde fevereiro com o Saúde Não Tem Preço. De lá para cá, 4,8 milhões de brasileiros foram beneficiados, retirando gratuitamente os medicamentos em mais de 17.500 farmácias populares. São ofertados gratuitamente, 11 medicamentos em 18 apresentações. O Saúde Não Tem Preço ampliou em 194% a oferta de tratamento para ambas as doenças em sete meses.
As doenças cardiovasculares — causadas, entre outros fatores, pela hipertensão — são responsáveis por 31% dos óbitos no Brasil. Já o diabetes mellitus é responsável por 5,2% das mortes. A hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% – ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos – são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS.
O aumento da prevalência de hipertensão, diabetes é atribuído à má alimentação, falta de atividade física e ao estresse. O envelhecimento da população também contribui com o aumento da prevalência dessas doenças. Fatores genéticos devem ser considerados.
DCNT - No Brasil, as DCNT concentram 72% dos óbitos, o que representa mais de 742 mil mortes por ano. No mundo, estima-se que 63% das mortes ocorrem por DCNT, um terço delas em pessoas com menos de 60 anos de idade. São considerados óbitos prematuros por DCNT aqueles ocorridos em pessoas com menos de 60 anos. O plano é a resposta brasileira para essa realidade.
Sábios são os espanhóis, que, diariamente, fecham as portas de seus estabelecimentos comerciais por volta da 1 hora da tarde para as reabrir somente lá pelas 3, quando retornam revigorados do sagrado período da siesta. O costume, que para nós brasileiros se traduz em tirar uma soneca depois de almoçar, se tornou alvo da ciência. Um time de psicólogos e neurocientistas do Allegheny College, nos Estados Unidos, avaliou os benefícios do sono diurno na recuperação cardiovascular após uma situação tensa. Para isso, separaram 85 pessoas em dois grupos. Um deles deveria dormir por 45 minutos durante o dia enquanto o outro permanecia acordado. Todos os participantes foram submetidos a testes de estresse. Os cientistas também aferiram a pressão arterial e constataram que ela se apresentou mais baixa entre a turma que repousou. Em outras palavras, o impacto negativo do nervosismo sobre as artérias foi revertido mais rapidamente.
“Outros trabalhos já demonstraram que descansar após o almoço diminui a pressão sistólica”, confirma o cardiologista Marco Antônio Gomes, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, sem se espantar. Ao falar em pressão sistólica, ele se refere ao número de maior valor que aparece registrado no aparelho de medição.
Os especialistas especulam que esse fenômeno seria comandado pelo cérebro, mais precisamente pelo sistema nervoso central, que é dividido em simpático e parassimpático. O primeiro acelera e o segundo coloca um freio nas funções fisiológicas. “Quando dormimos, há redução da atividade simpática, o que relaxa os vasos e diminui os batimentos cardíacos”, explica o pneumologista especialista em sono Pedro Genta, do Hospital do Coração, em São Paulo. Entendeu então a lógica de uma soneca como sobremesa?
A curta duração de um cochilo não desmerece suas qualidades. “Em 45 minutos, é possível atingir a fase três do sono”, diz Pedro Genta . Ou seja, dá tempo suficiente de ele se aprofundar a ponto de proporcionar vantagens ao corpo.
Vale reforçar, porém, que é na escuridão da noite que o cérebro secreta um hormônio fundamental para que se adormeça bem pra valer: a melatonina. “Uma venda nos olhos ou um quarto escuro ajudam a simular o descanso noturno, potencializando a ação positiva da sesta”, ensina Marco Antônio.
Como a medicina está longe de ser uma ciência exata, a recomendação de deitar depois do almoço não é incontestável. “Há um estresse ao despertar, que intensifica a coagulação e a descarga de adrenalina, acelerando o coração”, avisa Gomes. Segundo ele, suspeita-se que isso aconteça tanto no sono noturno como na sesta. “Por isso, ela não é indicada a quem tem alto risco cardiovascular, como diabéticos, obesos e fumantes”, alerta.
A essa advertência soma-se outra: “O cochilo pode diminuir a duração do repouso à noite, gerando sonolência e fadiga no dia seguinte, o que faz a pessoa sucumbir à sesta novamente, entrando em um círculo vicioso”, diz a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, em São Paulo. Isso não significa que ela seja radicalmente contra a pausa em pleno expediente. “Quando o sujeito é privado do sono regular, muitas vezes precisa complementá- lo”, opina. Nesses casos, aconchegar- se na poltrona seria bem-vindo.
E, para quem quer mais um argumento para se render à moleza vespertina, aí vai: a tentação de mergulhar no sofá logo que acaba a refeição atende a uma necessidade natural do organismo. “Durante a digestão, a circulação sanguínea se concentra na região visceral”, explica Gomes. Daí que, carentes de abastecimento, o cérebro e o coração trabalham em marcha lenta e a sonolência impera. Assim, quando surgir um ímpeto irresistível de tirar uma pestana, ninguém deveria acusá-lo de preguiçoso! Afinal, há um bom motivo fisiológico.
O despertar da memória
Se você puder se dar ao luxo de se entregar ao travesseiro por 90 minutos à tarde, sua capacidade de reter informações aumentará. Foi o que o pesquisador Avi Karni, da Universidade de Haifa, em Israel, verificou ao finalizar um experimento em que também comparou indivíduos que fizeram a sesta com outros que se mantiveram em vigília no período vespertino. “Quando dormimos depois de uma tarefa de leitura, por exemplo, as áreas cerebrais responsáveis pela consolidação da memória permanecem ativas”, diz Karni a SAÚDE!. “A vantagem é que essa região fica inteiramente dedicada ao registro, sem interferência de fatos ou experiências externas que desviam nossa atenção o tempo todo quando estamos em alerta”, completa.
As fases do adormecer
Como os períodos do sono repercutem no organismo
O sono cumpre ciclos de 90 minutos em que se alternam as etapas classificadas como NREM e REM. A primeira é subdividida em quatro estágios. Os dois iniciais se caracterizam pela liberação da melatonina, que marca o início do relaxamento, a redução do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Nos dois últimos, ocorre o aprofundamento do descanso. No sono REM, nós sonhamos e processamos as informações assimiladas durante o dia. Acredita-se que os 45 minutos de cochilo diurno sejam capazes de contemplar pelo menos as três primeiras fases do sono NREM, promovendo os efeitos descritos abaixo.
1. No sistema nervoso central, cai a atividade do sistema simpático, aquele que agita o organismo, e predomina o parassimpático, que faz o coração trabalhar mais devagar e a pressão baixar.
2. A calmaria induz a queda dos níveis de cortisol no sangue, o hormônio do estresse. Daí, o nervosismo e a ansiedade vão embora.
E o almoço?
Tirar uma pestana após uma refeição pesada, especialmente quando o indivíduo fica deitado, pode fazer com que o conteúdo estomacal retorne para o esôfago, provocando mal-estar, como azia ou enjoo. Sesteie, sim, mas como complemento de uma refeição mais leve.
É difícil acreditar que algo que tenha a palavra doce no nome ajude a emagrecer. Pois essa batata originária da América Central auxilia a exterminar os quilos a mais com muita doçura. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa da College of Agriculture and Life Sciences, nos Estados Unidos. O poder desse tubérculo se deve a seu baixo índice glicêmico, o famoso IG. “Isso significa que ele é digerido de forma mais lenta e, portanto, dá mais saciedade, auxiliando no combate à obesidade”, ensina a nutricionista Gisele Pavin, coordenadora de nutrição da Unilever. “E, por liberar a glicose de forma gradual, evita que ela seja armazenada no corpo feito gordura”, completa.
Não à toa, graças à geração equilibrada de energia proporcionada pelo vegetal, a batata- doce é considerada o alimento dos atletas. Afinal, propicia que o açúcar seja absorvido na medida exata. Daí, o corpo não se vê obrigado a secretar doses exageradas de insulina, o hormônio responsável por botar esse combustível adocicado para dentro das células. “Em outras palavras, a pessoa tem disposição de sobra para se exercitar”, explica a nutróloga Marcella Garcez Duarte, da Associação Brasileira de Nutrologia, que dá a dica: o ideal é consumi-la entre uma e duas horas antes da atividade física.
A batata-doce é benéfica até para quem apresenta tendência ao diabete. Afinal, com a produção de insulina na dose certa, o pâncreas, encarregado de fabricá-la, não trabalha adoidado. Assim, o indivíduo não desenvolve resistência à substância, um fator por trás do tipo 2 da doença. O estudo americano ainda descobriu que a variedade Beauregard, que está chegando agora ao Brasil, tem o mesmo padrão proteico de suplementos vendidos até pouco tempo no exterior para controle da glicose no sangue de portadores do distúrbio. “Por enquanto ela está sendo distribuída para cultivo próprio, mas deve chegar aos mercados sem demora”, conta Jairo Vieira, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Hortaliças, em Brasília. Diante dessas propriedades, ninguém deixará a batata-doce fora da lista de compras, não é mesmo?
A diferença entre:
Batata-inglesa
Ultrapassa os 85 pontos do limite de um índice glicêmico ideal. Mas é menos calórica do que sua irmã — são 52 calorias em 100 gramas cozidas — e apresenta taxas maiores de potássio e fósforo.
Batata-doce
Seu IG é 44, o que a coloca na categoria de baixo índice. É rica em ferro e possui cinco vezes mais cálcio do que a inglesa. E tem betacaroteno, antioxidante que vira vitamina A no organismo. Na hora de comer
Evite prepará-la com óleos para não engordá-la. Para aproveitar melhor seus nutrientes, cozinhe-a com a casca. Assim, você desfruta das fibras. Adoce seu cardápio com o ingrediente de duas a três vezes por semana e complete o prato com proteínas.
Embora a palavra colesterol tenha adquirido um sentido pejorativo, ele é um tipo de gordura indispensável para o funcionamento do nosso metabolismo e está presente em todas as células do corpo. O problema é que existem dois tipos de colesterol: o HDL, chamado comumente de bom colesterol, e o LDL, o colesterol ruim. Em excesso, este último pode gerar diversas complicações para a saúde cardiovascular, podendo até levar à morte. Para evitar esses problemas, o Minha Vida reuniu sete dicas de hábitos que ajudam a prevenir ou - para aqueles que já receberam o diagnóstico - controlar a doença. Confira:
Optar pelo azeite de oliva
Embora seja calórico, com recomendação diária máxima estipulada em duas colheres de sopa, o azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como ainda aumenta o bom colesterol (HDL), explica o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (Hcor), de São Paulo. Isso ocorre graças aos antioxidantes, como as gorduras monoinsaturadas e a vitamina E presentes no alimento.
Mas, apesar de fornecer esses e outros benefícios, como a capacidade de controlar o diabetes tipo 2, o azeite não deve ser a primeira opção na hora de preparar alimentos fritos. Neste caso, o mais recomendado é usar o óleo de soja, uma vez que ele mostra mais resistência à formação de compostos tóxicos quando aquecido.
Trocar a carne por peixe
Para alguns, a associação entre peixes e ácidos graxos ômega 3 é imediata. Mas será que você sabe por que eles são tão bem-vindos na dieta? Um dos motivos é o fato de eles serem uma gordura boa, do tipo insaturada, que reduz, portanto, os níveis de colesterol e triglicérides do sangue.
Além disso, como completa o cardiologista, eles ainda evitam a formação de coágulos que podem obstruir vasos, podendo causar um infarto. Ácidos graxos ômega 3 estão presentes em peixes, como salmão, truta e atum, e em outros alimentos, como linhaça, nozes, rúcula e milho.
Praticar exercícios
“Praticar exercícios físicos regularmente é uma maneira eficaz de aumentar a queima de gordura corporal, reduzindo o mau colesterol (HDL)”, aponta Daniel Magnoni. Treinos frequentes também atuam na perda de peso e no controle do diabetes e da pressão alta, problemas que muitas vezes acompanham quem está com colesterol alto. Resumindo: você melhora a sua saúde e, de quebra, ainda entra em forma.
Consumir mais fibras
Fibras não podem ficar de fora do cardápio de quem tem colesterol. Primeiro porque elas diminuem a absorção de gorduras pelo organismo, reduzindo o nível de LDL. “O outro motivo é o fato de elas aumentarem a excreção de colesterol na forma de bile”, esclarece o especialista.
Assim, prefira alimentos integrais e consuma frutas com a casca, sempre que possível. Outro conselho é preferir a fruta em seu estado natural, pois, quando aquecida, ela perde parte de suas fibras.
Largar o cigarro
Fumantes naturalmente têm mais chances de ter problemas cardiovasculares do que os não adeptos ao tabagismo. No caso de quem tem colesterol alto, entretanto, o cigarro ainda age acelerando o aparecimento da arterioesclerose, acúmulo de substâncias gordurosas no interior das artérias. Ou seja, os riscos de entupimento de um vaso ficam ainda maiores, aumentando a probabilidade de má circulação e até de um infarto.
Adicionar aveia às refeições
Embora a ingestão de fibras, em geral, seja benéfica para combater e controlar o colesterol, a aveia desempenha um papel de destaque na luta contra essa doença. Isso porque ela promove a sensação de saciedade por mais tempo, melhora a circulação, controla a quantidade de açúcar do sangue e ainda diminui a absorção de gordura pelo corpo, explica o cardiologista.
Tudo isso ocorre graças a uma fibra chamada beta glucana, presente nesse alimento. Melhor ainda é saber que a aveia pode ser adicionada a diversas refeições que incluem frutas, massas e até saladas, realçando seu sabor.
Escolher alimentos à base de soja
Os alimentos à base de soja podem não ter o mesmo sabor da carne original ou do leite, mas a verdade é que, se bem preparados, eles podem ser tão gostosos quanto quaisquer outros. E mais: eles não só combatem o colesterol ruim como ainda aumentam o colesterol bom, conta Daniel Magnoni.
A soja também ajuda a controlar problemas hormonais em mulheres na menopausa e ainda criam uma barreira no organismo contra infecções. Use a criatividade e prepare refeições ricas nesse alimento.