Opinião
28 de Janeiro de 2012 - 06:16
Chuva do dia 13 de janeiro normalizou nível de água do açude para o trato dos animais. Já para consumo humano, família ainda precisa economizar.
FS
Na comunidade de Nova Brasília, interior de Seara, a falta de água já deixou de ser drama e passou a ser rotina na propriedade da bovinocultora de leite, Assunta Versa Schuck. Segundo relatos, anualmente a situação é enfrentada pela família. Além de faltar água potável, a seca gera transtorno na produção. Neste ano, na primeira quinzena de janeiro, o açude que serve para dar água aos animais secou, e a caixa d’água de três mil litros esvaziou. “Tive que pegar água no vizinho com aqueles litrões para fazer comida e matar a sede”, contou Assunta.
Já nas duas últimas semanas a situação amenizou. A chuva de 170 milímetros registrada no dia 13 de janeiro encheu o açude, e a vertente de água potável voltou a encher a caixa que abastece a casa, onde ela mora com dois filhos. Desde então nenhuma gota de chuva caiu naquela região e os moradores seguem economizando. “Tomamos banhos rápidos para evitar o desperdício, estamos economizando ao máximo”, comenta a filha, Leoni Schuck. Mesmo assim, se não voltar a chover nos próximos 15 dias a situação poderá se agravar novamente. Como alternativa, por diversas vezes já foi tentada a escavação de pequenos poços na propriedade, “mas só tem laje, nada de água”, pontua. A perfuração de um poço artesiano implica em investimentos altos, em torno de R$ 100 mil. Nesses casos seria necessário apoio do poder público.
Reflexos
Na produção de leite, sustento da família, com a falta de água as vacas passaram a produzir menos. A média diária em períodos normais é de 500 litros, já nos perío-dos de estiagem a produção do rebanho reduziu para 430 litros. A perda média é de 20% o que refletirá também no bolso da produtora. “Além de dar menos leite, a qualidade fica comprometida. O sol forte secou o pasto”, lamenta.
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