SÃO JOÃO DO OESTE

Região conta com experiência no turismo agroflorestal e produção orgânica

14 Setembro 2018 08:26:00

Vandro Welter

Albring Sistemas Agroflorestais (ASAs) está localizado na Linha Pauli, comunidade de La. Beato Roque. Trata-se de um projeto pioneiro na região. Além do caráter produtivo com fornecimento de produtos orgânicos para comercialização, o projeto busca fortalecer o ecoturismo e a educação ambiental, a exemplo do que já ocorre em outras regiões do país.

O termo agroecologia surgiu há mais de 30 anos. O precursor desse formato de produção à nível mundial é o agricultor e pesquisador suíço, Ernst Götsch. Já o proprietário e precursor da experiência no interior de São João do Oeste é Ney Albring. Os trabalhos contam com auxílio do engenheiro agrônomo e pós-graduado em agroecologia, Frédy Magrini, e também a parceria de amigos que apostam nessa novidade na região.

Nesse momento, o ASAs está recebendo visitações, mediante agendamento. O projeto ainda está em processo de obtenção de certificação orgânica. Os idealizadores pretendem iniciar o processo de comercialização dos produtos orgânicos em aproximadamente três meses. A agrofloresta igualmente integra um roteiro de turismo, organizado pelo Termas São João. Um dos propósitos dos idealizadores é demonstrar para a sociedade de que é possível desenvolver esse formato natural em sintonia com a natureza, despertando o interesse de agricultores e jovens.

Agrofloresta 

A sistemática pretende trazer os princípios da floresta para a agricultura, destacando os processos da natureza e a produção sustentável. A ideia é tornar o sistema autossustentável em três anos. A regra básica é a não utilização de produtos tóxicos, químicos e o trabalho com bioadubos. Nessa agrofloresta os jovens pretendem produzir hortaliças, plantas medicinais, frutas, tubérculos e raízes com alto valor nutricional.

Conforme Frédy Magrini, quanto maior fosse a imitação dos processos naturais de produção, maior seria a produção, com menor custo e com alto valor nutritivo. Destaca que as árvores seriam importantes para o sistema, pois fornecem flores, frutos, madeira e ciclagem de nutrientes. Segundo ele, o trabalho consistiria em aumentar o material orgânico no solo para torná-lo mais rico em nutrientes.

De acordo com Ney Albring, para esse novo sistema de produção o Eucalipto seria considerado o maior produtor de água devido seu crescimento rápido e o acúmulo de grande quantidade de biomassa. Segundo Ney, o Eucalipto seria usado apenas para podas e serviria para produção de biomassa, pois 70% da sua composição é água. Os galhos de Eucalipto seriam misturados com a terra para aumentar a umidade e enriquecer o solo com nutrientes.

Abelhas nativas 

O projeto ASAs conta com oito espécies de abelhas nativas sem ferrão. A intenção dos idealizadores é ampliar essa variedade. Eles entendem que a presença dessas abelhas no sistema faz com que a produção aumente em até 30%. A ideia é também produzir mel, própolis e vender enxames. Segundo o engenheiro agrônomo, Frédy, diversos estudos demonstram que as abelhas nativas são mais eficientes na polinização e, com isso, o valor nutricional, medicinal e valor agregado se tornaria muito maior.

Ney Albring igualmente destaca a importância do trabalho desenvolvido pelas abelhas nativas no bioma. Enfatiza que elas seriam responsáveis por 80% da polinização das espécies vegetais nativas do bioma. "Se não houver polinização, não há produção de alimentos".

Os idealizadores da agrofloresta igualmente colocam-se a disposição de escolas e entidades para eventuais explicações e ou palestras sobre a novidade que está em fase de implantação na região. O contato para agendamento de visitas é 991299247 (Ney).


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