APAE Doce Esperança de Tunápolis completa 11 anos

Fernando Weiss
Alunos e equipe que iniciaram as atividades do CAESP Doce Esperança no dia 12 de julho de 2010, cerca de um ano após a fundação

20 de julho de 2009. Neste dia foi fundada a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE dos municípios de Tunápolis e Santa Helena. A atual presidente, Elise Trenhago, explica que esse movimento se deu início a partir de relatos das famílias quanto às dificuldades encontradas em estar se deslocando para a APAE de São Miguel do Oeste. "Esses relatos foram feitos para uma professora que trabalhava no SAEDE da Escola E.E.B. Padre Balduíno Rambo. A professora, buscando auxiliar essas famílias, entrou em contato com o integrador de educação especial da Regional de Itapiranga para saber se havia possibilidade de ter APAE em Tunápolis. A partir desse momento deram início ao levantamento de dados no município e, não havendo o número de alunos suficiente para formar a APAE, o mesmo orientou realizar levantamento do público alvo no município vizinho, Santa Helena", explica.

Conforme Elise, a APAE é uma associação civil filantrópica de caráter assistencial, educacional, sem fins econômicos, com duração indeterminada. Segundo ela, as atividades da instituição iniciaram na antiga casa paroquial de Tunápolis, cerca de 1 ano após a fundação, com 35 alunos vindos dos dois municípios, professores contratados pela fundação, diretora, coordenadora pedagógica e merendeira cedidos pelos municípios. "A equipe técnica composta por psicóloga, fonoaudióloga, fisioterapeuta, assistente social, foram custeadas através de convênios com os municípios de Tunápolis e Santa Helena, e Fundo Social", lembra.

Missão 

Conforme Elise Trenhago, a missão da escola é defender o pleno exercício dos direitos das pessoas com deficiência, promover sua integração social e melhoria da qualidade de vida através de ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, para poder contribuir na construção de uma sociedade justa e solidária. "Nossa filosofia é acreditar nas potencialidades humanas, pensando que o desenvolvimento humano é possível mesmo dentro de fatores limitantes, além de cumprir sua missão elementar", afirma.

Diretorias 

A primeira presidente foi Aline Schroeder, assumindo dois mandatos consecutivos de 2010 a 2013. A primeira diretora foi a professora Angelita Stuelp Bourscheid. O segundo presidente foi Marino José Frey, de 2014 a 2019, tendo como diretora a professora Elisa Petry. A atual presidente é Elise Gretzler Trenhago, que assumiu em janeiro deste ano e tem como diretora a professora Lorini Alban.

Equipe 

Elise explica que atualmente a equipe é composta por uma orientadora pedagógica, onze professores, uma fonoaudióloga, fisioterapeuta, assistente social, terapeuta ocupacional, psicóloga, servente de copa, profissional prestadora de serviço administrativo, 52 alunos e 7 alunos com atendimento da equipe multiprofissional.

Atendimento 

Conforme Elise, a instituição oferece atualmente atendimento aos indivíduos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual, deficiência múltipla e transtornos do espectro autista, considerando as necessidades específicas de cada um, viabilizando os apoios necessários de acesso ao currículo para seu desenvolvimento biopsicossocial. "Não são as coisas bonitas que marcam nossas vidas, mas sim as pessoas que tem o dom de jamais serem esquecidas! Tratar a pessoa com deficiência se resume em olhá-la para além da deficiência. Ser capaz de enxergar o ser humano que existe apesar das limitações verbais, motoras ou comportamentais", afirma.


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