Uma equipe de seis policiais civis, coordenada pelo Delegado Márcio Schütz, realizou na tarde de terça-feira(14), na localidade de Vidal Ramos, a reconstituição do assassinato do aposentado Armando Honório da Costa, ocorrido no mês de agosto de 2004.
Seu Amândio, como era conhecido, foi assassinado com requintes de crueldade no interior da sua residência com um tiro de espingarda. Adriano Sfredo e Francisco Dioni Guimarães foram condenados há mais de 20 anos de reclusão pelo latrocínio(matar para roubar) e cumprem a pena na Penitenciária Agrícola de Chapecó.
A reconstituição do crime foi autorizada pelo Poder Judiciário de Capinzal a partir de um pedido formulado pela advogada Fabiana Matzembacher, defensora de Francisco Dioni Guimarães.
Apenas Adriano Sfredo, réu confesso do crime, participou da reconstituição. Demonstrando frieza, ele relatou em detalhes como ocorreu o assassinato do aposentado e o que foi levado da residência dele. Nessa nova versão, Sfredo inocentou Francisco Dioni Guimarães e afirmou que teria cometido o crime junto com Clausmir da Fonseca, vulgo Piolho, morto em confronto com a Polícia Militar, em outubro de 2004.
A nova versão
Na nova versão, Sfredo contou aos policiais que chegou ao local do crime por volta das 07h e ficou escondido junto com Clausmir da Fonseca em uma casinha construída enfrente a residência da vítima. Em seguida, os dois bateram na porta da casa e foram atendidos pelo aposentado. A porta ficou semi-aberta, momento em que Clausmir teria colocado o cano da espingarda para dentro, impedindo que ela fosse fechada.
A dupla então teria entrado e anunciado o assalto. A vítima foi orientada a se deitar no chão enquanto o crime era consumado.
Armando Honório da Costa teria então reagido e apanhado um facão para afugentar os meliantes. Com medo de ser ferido, Piolho engatilhou a espingarda e disparou um tiro contra o aposentado. A vítima cambaleou e caiu poucos segundos depois.
Depois de constatar que o aposentado estava morto, a dupla revirou a casa em busca de dinheiro e objetos de valor e fugiu levando uma quantia irrisória. Na versão narrada por Adriano Sfredo, Dioni Guimarães não teve qualquer participação no crime.
A advogada Fabiana Matzembacher deverá ingressar nos próximos dias com um procedimento judicial tentando inocentar o seu cliente da acusação de ter envolvimento do crime.