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02 de Setembro de 2010 - 18:00

Umidade relativa registra marcas assustadoras no país

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Jornal de Pomerode / Foto: N/A

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Atendendo a solicitação de um leitor do Jornal de Pomerode, a redação esclarece algumas dúvidas sobre a umidade relativa do ar e um problema que atinge a cidade: a queimada indevida de materiais que reduzem ainda mais os índices de umidade no lugar.
O assunto também foi muito tratado nesta semana em todo o Brasil, já que em cidades como São Paulo, registros apresentaram menos de 12% de umidade no ar, se igualando a de desertos como o Saara (15%). Muitas capitais brasileiras estão ainda em estado de alerta.
A Organização Mundial de Saúde considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30% (média mundial). Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12%, estado de emergência.
Especialistas garantem que, apesar da melhora que acontecerá na primeira semana de setembro, os índices ainda devem continuar baixos, provocando várias – e muitas vezes graves – consequências na população, geradas pelo aumento da poluição que favorece o surgimento de doenças respiratórias e cardiovasculares.
Basicamente, a umidade relativa é a relação entre a quantidade de água existente no ar (umidade absoluta) e a quantidade máxima que poderia haver na mesma temperatura (ponto de saturação). Ela varia com a presença ou não de vegetação, rios e temperatura.
Até mesmo quando a temperatura está baixa, a umidade influencia na sensação do corpo, afinal, se a mesma estiver muito alta o calor poderá ser percebido, porque o suor evapora da pele com mais dificuldade, o que faz com que a sensação térmica seja mais alta. Da mesma forma, se estiver muito quente e a umidade relativa do ar muito baixa, o ser humano normal conseguirá suportar até 37ºC sem passar mal, porque o suor evaporará mais rápido ,resfriando seu corpo.
Atualmente, não há necessidade de fazer queimadas. Folhas secas, papeis e demais resíduos que antigamente eram colocados no fogo, não devem ser expostos a tal meio. As queimadas são grandes inimigas da umidade do ar, além de aumentarem a exposição dos malefícios dos gases liberados neste momento. A leitora que deu a sugestão ainda reclamou do odor que é consequência também dessas queimadas, o que realmente é verdadeiro. Autoridades de saúde e de meio ambiente reinteram a reclamação e pedem aos moradores que não queimem nada em suas propriedades.

 


Precauções

A baixa umidade relativa provoca a não dispersão dos poluentes, que suspensos na atmosfera, provocam o ressecamento das mucosas e agravam os quadros de doenças alérgicas e vias respiratórias, como sinusite, laringite, rinite, asma e bronquite.
A recomendação da OMS é que os pacientes que já possuem agravantes bebam muita água, evitem exercícios físicos ao ar livre entre às 11h e 15h, além de umidificarem – através de aparelhos ou dicas caseiras (como toalhas encharcadas) – ambientes como quarto e sala e, quando possível, permanecer em áreas arborizadas livres do sol. Idosos e crianças também são mais suscetíveis às consequências, e devem tomar mais cuidado que os demais.
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia também dá dicas, orientando os pacientes a usarem compressa de água gelada sobre o rosto, caso os olhos fiquem irritados. Essa é uma forma de não utilizar colírios, que devem ser usados apenas através de orientação médica. É recomendado também, piscar várias vezes e evitar coçar os olhos.
A pele é outro quesito que merece atenção especial neste período. Evitar banhos com água muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e usar sempre que possível, creme hidratante são duas maneiras de contornar a situação.
Recomendação para os que possuem doenças mais crônicas é umidificar os ambientes noturnos. Utilizar panos molhados, vapor e até mesmo inalação podem ser os melhores amigos do tempo seco.
 

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