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AGF tem número alto de professores em licença
Felipe Bieging
16/10/2011 10:21:00
De acordo com a direção, nove professores pediram dispensa para cuidar da saúde; estressados, professores tiverem de ser substituídos por ACT´s.
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A Escola de Educação Básica Alexandre Guilherme Figueredo enfrenta um novo problema: o alto número de pedidos de licença de professores efetivos. De acordo com a direção da escola, nove professores pediram dispensa por questões pessoais, mas principalmente, para cuidar da saúde. Atual quadro de professores mostra que mais da metade é de contratação temporária.
"A educação este ano, com certeza, está com seu potencial prejudicado", lamenta a assistente de direção, Cláudia Visone. As dispensas ocorreram nas disciplinas de inglês, educação física (2), geografia, história, artes e língua portuguesa/espanhol (3). "Para preencher essas lacunas, fizemos pedidos à Regional em Itajaí para contratar os ACT´s. Mas é um processo lento".
Além da morosidade na contratação, a também as questões didáticas, já que, geralmente, os ACT´s são profissionais em formação. O quadro de professores mostra que apenas 12 são efetivos - profissionais formados e que trabalham especialmente na escola - enquanto 19 são de Admissão em Caráter Temporário (ACT). "Há também outros efetivos, mas que atuam no administrativo da escola", afirma Cláudia.
Apesar do alto índice de licenças, Cláudia revela uma nova realidade e atribuiu às saídas temporárias como essenciais para a continuidade da própria vida. "Antigamente os professores pediam licença para cuidar de problemas causados pelo uso do giz e os movimentos dos braços e ombros. Agora, a maioria é por stress", lamenta. "É uma geração muito difícil de se lecionar", acrescenta, referindo-se aos alunos.
Como a maioria das saídas tem duração mínima de 60 dias, o ano letivo vai terminar com desfalques. Apesar de tudo, mesmo ciente de que a qualidade de ensino está prejudicada, Cláudia afirma que a reposição de aulas - motivada pela greve de professores no começo do ano - está acontecendo de forma normal. "A reposição está tranquila e normal. Mas a falta de professores é o grande problema", finaliza.
 

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