Água fornecida pela Casan volta a ser alvo de reclamação em Balneário Piçarras

26 Novembro 2018 11:12:22

População voltou a manifestar descontentamento com relação à água, principalmente pela coloração amarelada

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
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Foto: Facebook
Agora ao invés de lavar a roupa iremos sujar mais”, desabafou um morador.

A qualidade da água fornecida pela Casan, para Balneário Piçarras, voltou a ser questionada com maior veemência ao longo dos últimos dez dias – principalmente com relação à sua coloração. Nas redes sociais, os reclames se acumularam por conta de prejuízos causados com a perda de roupas claras e também por conta de possíveis problemas de saúde.

“Agora ao invés de lavar a roupa iremos sujar mais”, desabafou um morador. Foram dezenas de comentários e curtidas, denotando a clara insatisfação da comunidade. “Moramos numa cidade onde temos a Bandeira Azul (melhor qualidade de água própria para banho). E ao mesmo tempo recebemos a pior água, que deveria ser potável! É um descaso esta Casan, uma vergonha total. Alguém vai fazer alguma coisa?”, questionou outra consumidora.

A Casan afirma que o problema foi ocasionado por um alto índice de ferro e manganês no rio de captação, que causou a coloração avermelhada – que não conseguiu ser equilibrada nem com um tratamento específico. O motivo da elevação destes elementos pode ter influência pelo plantio de arroz no município, com a utilização de adubos. Citou ainda que já apresentou denúncia no Ministério Público do Estado (MPSC) e na Vigilância Sanitária.

A gerência local da Casan, inclusive, fez reunião com moradores e alguns vereadores na manhã de sexta-feira, 23, para explicar toda a questão. Na ocasião, também pontuou que o problema ganhou proporção diante da necessidade da troca de uma bomba de água da Estação, mas que problema foi resolvido há três dias e que a situação já está normalizada.

REINCIDÊNCIA

O clamor social se assemelha ao começo do ano, quando uma onda de reclamações contra a Casan tomou conta das redes sociais pelo mesmo motivo. Na ocasião, o MPSC, na Comarca de Balneário Piçarras, intercedeu a favor da sociedade. A promotora Andréia Soares Pinto Favero instaurou ação civil pública contra a Casan e Prefeitura, determinando medidas visando elevar a qualidade da água fornecida.

A juíza Regina Aparecida Soares Ferreira, em 8 de junho, concedeu a tutela de emergência aos pedidos do MPSC e determinou prazo de 90 dias para que a Prefeitura elevasse seu poder de fiscalização sobre a Casan, que tinha o mesmo período para promover ações no sistema que garantissem a qualidade do produto tratado e vendido aos consumidores. O processo segue em tramitação.

 

 

 

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