Após ressaca que deixou estragos de R$ 2,7 milhões, Barra Velha decreta emergência

Com estragos causados pela ressaca do dia 22, prefeito de Barra Velha diz que pensa em contratar estudo para recuperar a praia da Barrinha

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Foto: Fotos de Felipe Bieging | JC

Barra Velha foi a cidade costeira da região mais castigada pela ressaca da madrugada do último dia 22.  Ao todo, 27 casas na Praia da Barrinha - após as Pedras Brancas e Negras, em Itajuba - foram castigadas pelas fortes ondas, sendo interditadas pela Defesa Civil Municipal. Algumas delas tiveram abalos estruturais, com desmoronamentos e possíveis abalos totais, em virtude da força do mar e à proximidade das residências à costa. O prefeito Valter Zimmermam decretou situação de emergência no dia 24.

A Secretaria de Planejamento estima prejuízos no valor de R$ 2,7 milhões ao município entre danos públicos e privados. Esse levantamento faz parte do relatório de danos exigido pela Defesa Civil Federal. Após feita a homologação da situação emergencial pela Defesa Civil estadual, será feita a solicitação de recursos para a recuperação da orla. "Tais recursos não são garantidos e dependem de liberação do Governo federal. O executivo está atento a situação e está preparado para prestar as informações e auxílios que forem necessários", explica o vice-prefeito, Fábio Brugnago.    
 
O prefeito, Valter Zimmermann (DEM), comentou sobre a situação durante seu pronunciamento na Câmara de Vereadores, dia 23. Segundo o prefeito o "decreto emergencial será para contratar um estudo técnico ali e recuperar. Não só por causa dos moradores, mas recuperar a praia. Aquela parte da praia ali é uma parte nobre da nossa cidade", adiantou o gestor público.

Ele foi questionado pelo vereador Juliano Bernardes (PMDB), se a obra de fixação da boca da barrinha e o desassoreamento do Rio Itajuba, no ano passado, poderiam ter influência na destruição.  "Eu vou dar a minha opinião, eu não sou técnico para estar julgando isso, não tem nada a ver com o que foi feito na barrinha, com os molhes", respondeu. "Se você for lá ver, a maioria daquelas casas já estavam estaqueadas há anos, que o mar já bateu", completou.

O prefeito ainda reforçou sua posição com um pensamento popular bastante comum com desastres naturais desta proporção. "Aonde não tem casa, o mar não fez nada. Aonde tem casa ele chega e quer tomar conta, porque é dele. Foi construído (casas) praticamente aonde não deveria", refletiu. 

A contenção emergencial de pedras feita em frente a algumas residências está sendo custeada pelos moradores. A Defesa Civil informa que todos os moradores atingidos pela ressaca devem comparecer na Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) até a próxima terça-feira, 30, para fazer cadastro do seu imóvel e solicitar autorização para obras emergenciais. Após dia 30, as autorizações não serão mais concedidas.

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