Bombeiros alertam para alto número de Águas-Vivas nas praias da região

09 Novembro 2018 13:23:23

Conhecidas como Caravela Portuguesa e Água-Viva Rosada, elas sendo localizadas em grande quantidade nas praias de Balneário Piçarras, Barra Velha e Penha; Bombeiros dão dicas

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
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Foto: Felipe Bieging
Além da bandeira roxa, o banhista pode verificar a situação das Águas-Vivas nas praias pelo aplicativo Praia Segura

O Corpo de Bombeiros Militares de Balneário Piçarras alertou para o surgimento de um grande número de suas espécies de águas-vivas nas praias de Barra Velha, Balneário Piçarras e Penha. Conhecidas como Caravela Portuguesa e Água-Viva Rosada, elas sendo localizadas em grande quantidade, reforçando aos banhistas a tomarem cuidado em um eventual banho de mar.

“Elas surgiram em grande número em decorrência das tempestades no alto mar, registradas na última semana. Essa situação deve permanecer por mais algumas semanas, por isso é necessário que os banhistas fiquem atentos à bandeira roxa, afixada nos postos de guarda-vidas e que alertam para presença de águas-vivas naquele trecho”, explicou o Tenente Felipe Daniel da Silva.

Além das ressacas, as águas-vivas – naturalmente – surgem em maior quantidade nas praias da região por preferirem as águas com fundo arenoso. “Sua maior incidência, em nosso litoral, ocorre no verão, e principalmente durante as tempestades e ressacas quando podem atingir algumas praias em grande número”, completou o Tenente.

Acidentes por Águas-Vivas Rosadas e Caravelas são comuns em Santa Catarina. Dor e sensação de queimação, causada por envenenamento, são os principais sintomas. Eles podem ser tratados com medidas de primeiros socorros simples, como aplicação de água do mar e compressas de vinagre.

“Jamais limpar com água doce ou raspar a pele para retirar a Água-Viva. Isso só piora a situação”, alertou o Tenente Felipe. É sempre recomendado que, após o contato de uma Água-Viva com a pele, o banhista procure uma unidade de saúde para aporte hospital adequado.

 

Tratamento pré-hospitalar:

1. Não permitir que a vítima coce o local;

2. Se possível remover cuidadosamente os tentáculos aderidos, e NUNCA esfregar a região atingida, pois aumenta o rompimento dos nematocistos;

3. Lavar abundantemente a região atingida com a água do mar para remover ao máximo os nematocistos e os tentáculos aderidos à pele. Não utilize água doce, pois ela pode romper (por osmose) os nematocistos que ainda não descarregaram sua peçonha






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