Penha aprova Censo de Inclusão de Autistas

Enviado pela Prefeitura, projeto de lei tem o foco principal identificar a quantidade e o perfil socioeconômico das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA); entidade celebra criação das políticas

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
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Foto: Divulgação
" Esse Projeto de Lei é o início de um grande marco em nosso município"

Os parlamentares de Penha aprovaram, dia 6, por unanimidade, o projeto de lei que cria o “Programa Censo de Inclusão de Autistas no município”. Enviado pela Prefeitura, o foco principal da proposta é identificar a quantidade e o perfil socioeconômico das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A Associação Municipal de Pais e Amigos do Autista (AMA Penha) apoia a proposta.

A presidente da AMA Penha, Ivana da Costa, valorizou a proposta, citando ser “de suma importância! Esse Projeto de Lei é o início de um grande marco em nosso município, no que tange a necessidade da qual não se pode mais fechar os olhos. Tem sim autistas em nossa cidade e esse número vem crescendo muito. São pessoas inteligentes, capazes e ávidos por desenvolvimento e senso de pertencimento de inclusão, as quais precisam ser entendidas para a diminuição do preconceito e alcançarmos a convivência igualitária em qualquer espaço em nossa sociedade”.

O projeto também vai criar o mapeamento dos casos de pessoas com TEA e direcionar políticas públicas para o atendimento dessas pessoas. “Além de encontrarem dificuldades com o tratamento, as pessoas com autismo acabam sendo discriminadas, e a rejeição das pessoas que apresentam essa condição neurológica”, definiu o prefeito, Aquiles da Costa (MDB), na mensagem explicativa anexa ao projeto.

Na visão do gestor, a quantificação e criação de políticas públicas específicas irão fortalecer o desenvolvimento e a inclusão de indivíduos com TEA. “É uma violação dos direitos humanos e um desperdício de potencial humano. Não é levado em consideração o fato de que pessoas com autismo têm um enorme potencial e de que muitos têm notáveis habilidades visuais, artísticas ou acadêmicas.

Ivana observa que será possível criar equipes para atender as peculiaridades de cada pessoa com o transtorno. “Nós da diretoria da AMA, trabalhamos com a realidade de que cada ser humano possui suas particularidades e limitações. Com o Censo e sua atualização semestralmente, será possível ‘montar’ e ‘remontar’ a equipe multifuncional que atuará na AMA, dentro das especificações e prioridades dos autistas, bem como a criação de políticas públicas capazes de garantir uma vida mais igualitária, onde familiares e pessoas portadoras do Espectro Autista se tornem inseridas na sociedade garantindo-os seus direitos”.

Logo, o surgimento de políticas especificas beneficiarão os familiares das pessoas autistas – que no cotidiano precisam de dedicação adicional nas tarefas do aprendizado e convício. “Os familiares precisam e muito de atendimento e amparo. A luta diária desses familiares por uma vida mais digna e igualitária requer muito esforço, os quais abdicam sua vida profissional, social e pessoal. Tendo esse mapeamento, o município auxiliará amenizando essa luta aos familiares, pois além de se sentirem amparados, conseguirão o atendimento especializado e específico aos seus filhos”, finalizou Ivana.

Para atingir os objetivos da proposta, serão realizados censos junto à Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Associação de Pais e Amigos do Autista e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, para a obtenção de dados como o grau do TEA, a quantificação, a qualificação e a localização das pessoas com autismo.






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