Prefeito de Penha decreta estado de emergência após fortes chuvas

11 Janeiro 2018 18:45:04

Após fortes chuvas que atingiram cerca de 20 mil pessoas, o prefeito Aquiles decretou estado de emergência e espera aporte dos governos estadual e federal para recuperar a cidade

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Após as chuvas 12 horas de chuva que resultaram na queda de 152 milímetros de água em Penha, na madrugada do dia 10, o prefeito Aquiles José Schneider das Costa (PMDB), decretou estado de emergência no município. Segundo a Defesa Civil Estadual, Penha registrou o segundo maior volume de chuva em Santa Catarina, resultando em prejuízos diretos e indiretos a cerca de 20 mil moradores.

“Sem dúvida é mais um momento difícil que a cidade está passando, e vamos precisar da ajuda de toda a comunidade”, lamenta o prefeito. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Penha, Edpo Cristiano Bento, “em 24 horas caiu 180 milímetros, o equivalente a um mês de chuva”, frisando ainda que a capital do Estado foi a cidade com o maior volume pluviométrico.

Com a decretação do estado de emergência, que foi confirmado de perto pela equipe da Defesa Civil do Estado em visita a cidade, o Governo Municipal pretende captar recursos, tanto para ajudar as vítimas das inundações, quanto fazer as obras de reparos que o município necessitará. “São quilômetros de tubulação, pavimentação, e até pontes afetadas. Temos um longo caminho pela frente, onde só a perseverança e a união de todos os munícipes vão permitir atravessar esse período”, aponta o prefeito.

Entre os primeiros itens de ajuda que a cidade deverá receber do Governo do estão kits de assistência básica. Famílias atingidas vão receber itens como colchões, roupas de cama, cesta básica e material de limpeza para limpar suas casas.

Levantamento da Defesa Civil local aponta que todos os bairros do município foram atingidos pelas inundações. Gravatá, Praia de Armação de Itapocoróy, Nossa Senhora de Fátima, Santa Lídia, Centro, São Nicolau e São Cristóvão, além das localidades de Olaria, São Francisco de Assis e Praia de São Miguel, contabilizando mais de 100 ruas alagadas.

Cerca de 20.000 pessoas foram afetadas direta ou indiretamente pelo incidente, com ruas totalmente alagadas. Quatro mil pessoas tiveram suas residências inundadas. Destas, 500 ficaram desalojadas. Paredes e muros ruíram, muitas famílias perderam todos os móveis e roupas, pousadas e hotéis atingidos tiveram que remover seus hóspedes, e até veículos foram arrastados pela correnteza que transformou várias ruas de Penha em verdadeiros rios.

A região mais problemática é a Praia de São Miguel, onde duas casas partiram ao meio, a praça de esportes de São Miguel foi parcialmente destruída, e ainda existe risco de deslizamento no Morro - que já é uma área apontada como comprometida por estudos técnicos feitos no ano passado.

Para a municipalidade, o prejuízo também foi grande. Muitos buracos surgiram nas ruas, devido ao rompimento da tubulação, que não resistiu a forte pressão da água. O asfalto também rachou em vários pontos, além de desabamentos que prejudicam o trânsito em acessos como da Praia Vermelha. O pontilhão da Santa Lídia próximo ao Rancho Odeli caiu, assim como também foi comprometida a ponte no Rio Gravatá, onde se formou uma rachadura. Um caminhão da frota municipal também foi danificado devido às fortes chuvas.


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