Suspeito de hackear celular de Sérgio Moro já foi detido no Beto Carrero

As prisões aconteceram no ano de 2015. Nas ocasiões, após denúncias, os policiais militares de Penha confirmaram que Walter Delgatti Neto tentou se passar por delegado da Civil de São Paulo

FELIPE FRANCO, JORNALISTA
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Foto: Divulgação
Sustentou ser delegado apresentando uma carteira vermelha com o brasão da Secretaria de Segurança Pública

Um dos presos pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, por suspeita de envolvimento na invasão virtual de celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, já foi detido duas outras vezes pela Polícia Militar Santa Catarina dentro do parque Beto Carrero World, em Penha. Nas ocasiões, Walter Delgatti Neto (30 anos), se passou por delegado da Polícia Civil de São Paulo e acabou detido por falsidade ideológica.

As prisões aconteceram no ano de 2015. Nas ocasiões, após denúncias, os policiais militares de Penha localizaram Walter. Em uma das abordagens, ele se apresentou como delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de São Paulo. Na outra, sustentou ser delegado apresentando uma carteira vermelha com o brasão da Secretaria de Segurança Pública.

Por ser considerado crime de baixa periculosidade, Walter foi levado até a Delegacia da Polícia Civil de Penha, onde assinou Termo Circunstanciado e foi liberado. Em uma das detenções no parque Beto Carrero, Gustavo Henrique Elias Santos, também preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, estava junto. Ele também foi detido pelos militares catarinenses, mas liberado em seguida.

Junto de outras duas pessoas, Walter e Gustavo, foram presos pela Polícia Federal através Operação “Spoofing”, com objetivo de desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos. Foram cumpridas onze ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão e quatro Mandados de Prisão Temporária, nas cidades de São Paulo/SP, Araraquara/SP e Ribeirão Preto/SP.

Spoofing é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

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