Barra Velha inicia rito para votar contas administrativas engavetadas desde 1998

08 Abril 2019 09:46:34

“Para de uma vez por todas sarnarmos esse problema que vem se arrastando há 20 anos”, afirmou o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Peres (PPS), ao término da sessão ordinária do último dia 4

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
eDAURDO PERES.JPG
Foto: Divulgação

Contas administrativas da Prefeitura de Barra Velha terão seu trâmite de votação iniciado pela Câmara Municipal de Vereadores. A decisão foi confirmada pelo presidente, Eduardo Peres (PPS), ao término da sessão ordinária do último dia 4. “Peço às Comissões que se agilizem para darmos, sim, início a esse processo [...] Para de uma vez por todas sanarmos esse problema que vem se arrastando há 20 anos”, determinou.

O ato foi instaurado pela Portaria 27. O ato sacramenta que os pareceres analíticos exarados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC) comecem a ser estudados pelas Comissões Parlamentares e posteriormente votados em plenário. “Como eu havia prometido para o bloco Renovação, estou cumprindo”, complementou o presidente, enaltecendo a atitude, uma vez que são contas do período de 1998 a 2015.

“Todo mundo que sentou aqui (presidência) não teve coragem. Não é uma perseguição. É um compromisso com a cidade”, finalizou Peres. O ato vai ao encontro de requerimento verbal feito pelo vereador Juliano Bernardes (MDB), na sessão do dia 2 e o reforçou dois dias depois. “Isso é uma vergonha para Barra Velha. Não aceito concluir o mandato sem cumprir com essa nossa obrigação”, defendeu o medebista.

Para Bernardes, as contas de 1998, 2000, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2012, 2013, 2014,2015, 2016 e outras que por ventura chegarem com os pareceres do Tribunal de Contas terão que ser colocadas para a apreciação e votação. “Esse levantamento dos anos que apresentei no meu requerimento refere-se ao estudo realizado pelo jurídico da câmara. Essas contas que estão na câmara esperando para serem analisadas, sendo aprovadas ou reprovadas”, explicou.

Da relação apresentada pelo parlamentar, metade delas possui o parecer a rejeição – emitido pelo TCE/SC. Apesar disso, são os vereadores quem possuem o poder final de decisão. O imbróglio alusivo ao engavetamento dos pareces se dá, principalmente, por questões políticas partidárias, uma vez que a rejeição pode causar a inelegibilidade de agentes políticos por 8 anos. Nomes como Orlando Nogaroli, Valter Zimmermann, Samir Mattar e Claudemir Matias estão entre essas possibilidades.






14322344777940.png

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina