Câmara de Penha abre CPI para investigar abastecimento de veículos em 2016

A CPI foi proposta por Maurício Olívio Brockveld (PROS) e tem como principal alvo o ex-diretor da Secretaria e atual vereador, Silas Renato Antonietti; denúncia tem como base o fato de caminhão estar na oficina, mas existir notas fiscais de abastecimento

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
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A Câmara de Vereadores de Penha instaurou durante a sessão ordinária desta segunda-feira, 2, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas ilegalidades no abastecimento de veículos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, durante 2016. A CPI foi proposta por Maurício Olívio Brockveld (PROS) e tem como principal alvo o ex-diretor da Secretaria e atual vereador, Silas Renato Antonietti (PSD) – que afirmou estar “tranquilo” com relação à investigação parlamentar.

De acordo com a denúncia de Maurício, um caminhão da frota ficou parado em uma oficina mecânica de Blumenau durante 2016, mas apesar disso, há notas-fiscais e autorizações que comprovariam seu abastecimento durante o mesmo período.  “No ano de 2016, o caminhão ficou o ano todo parado na oficina [...] Mas, naquele mesmo ano, o caminhão continuou sendo abastecido – conforme comprovantes de abastecimento assinados pelo ex-diretor da Secretaria de Serviços Urbanos e atual vereador do município”, afirma o proponente.

Maurício obteve a assinatura dos vereadores Maurício da Costa (MDB), Regiane Aparecida Severino (MDB), Isac Hamilton da Costa (PL) e Maria Juraci Alexandrino (MDB) para que a CPI fosse aceita. A presidência da Casa tem prazo regimental de dez dias para definir os cinco membros da CPI, que deverão ser formados pelas bases partidárias. Assim que inicia, o relator da CPI terá 15 dias para apresentar relatório preliminar que “indicará a existência ou não do fato determinado”, segundo o artigo 89 do Regimento Interno.

Durante a sessão, Maurício apresentou um vídeo denotando o caminhão – sem motor – na oficina blumenauense e também supostos documentos que comprovariam a autorização de abastecimento no veículo. “Isso sim que tem que abrir uma CPI. Essa é a CPI que precisa ser aberta. Não abrir uma CPI para investigar o prefeito porque ele não assina (não presta informações à Câmara). Ai sim tem rolo, ai sim que tem roubo”, opina.

“Sempre trabalhei de maneira honesta”

O vereador Silas afirmou que “estou tranquilo e pronto para responder a qualquer questionamento que apareça. Antes, preciso ter acesso à documentação apresentada pelo vereador Maurício até para que possa me defender”. Para ele, a CPI é retaliação à sua denúncia contra o prefeito – rejeitada pela Câmara – por omissão em respostas aos pedidos por informação parlamentares.

“Fui diretor administrativo de Obras da Prefeitura em 2016 e sempre trabalhei de maneira honesta. Curioso notar que, uma semana depois de a Câmara rejeitar a abertura de uma comissão processante contra o prefeito Aquiles da Costa (MDB), a base do governo se articulou para me colocar no meio de uma investigação, criando uma história para me atingir”, finalizou.






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