Vereador Silas rebate denuncia com documentos e CPI é extinta

Vereador de Penha seria investigado por um suposto abastecimento irregular de um caminhão estragado da Secretaria de Obras, quando foi diretor; com documentos, ele mostrou ter sido exonerado antes de o caminhão ter ido à oficina

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
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Foto: Victor Miranda | CVP

O vereador de Penha, Silas Renato Antonietti (PSD), utilizou a tribuna da Câmara, dia 9, para rebater a recente denúncia que recaiu sobre seu nome e acabou gerando a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – para investigar o abastecimento de um caminhão estragado da Secretaria Municipal de Obras, no período em que ele foi diretor da pasta. Ele apresentou documentos que comprovam sua exoneração antes de o caminhar ter sido levado para a oficina.

“Tentaram criar uma história, até boa, mas não casa. Eu tenho documentos que comprovaram minha exoneração antes do caminhão ser levado para a oficina, em Blumenau. Então, se alguém assinou qualquer abastecimento após esse período, não é de minha responsabilidade. Assinei autorizações para abastecimento enquanto o caminhão estava a serviço da Secretaria”, defendeu-se. O decreto 2.686/2016 confirma a exoneração de Silas no dia 30 de junho de 2016.

Já o caminhão foi enviado à oficina blumenauense no dia 9 de setembro do mesmo ano, conforme relatório da empresa remetido à Prefeitura de Penha em 14 de julho de 2017 – após abertura Sindicância interna que apurou contratos de manutenção de maquinário, suas atuais situações e localizações. O parecer final da Sindicância - com a rescisão dos contratos, data de devolução e descrição da situação de cada veículo - foi assinado pelo atual secretário de Governo, Luiz Eduardo Bueno.

“Estou sendo caçado politicamente desde o primeiro dia do mandato. Estão com essa ameaça de CPI desde sempre, mas me mantive tranquilo por saber que não cometi nenhum ato ilícito. Agora, que eu sugeri uma investigação para sabermos os motivos que levam o prefeito a não responder nossos pedidos por informações, apresentaram essa CPI como retaliação. Para mim, a verdade já está reinserida na história. Criaram uma fakenews”, analisou Silas. Já a Comissão Processante para analisar a falta de respostas do Executivo foi rejeitada com votos dos vereadores da base governista.

O autor do pedido pela abertura da CPI foi Maurício Olívio Brockveld (PROS). De acordo com a denúncia, um caminhão da frota teria ficado parado em uma oficina mecânica de Blumenau durante 2016, mas apesar disso, há notas-fiscais e autorizações que comprovariam seu abastecimento durante o mesmo período.  “No ano de 2016, o caminhão ficou o ano todo parado na oficina [...] Mas, naquele mesmo ano, o caminhão continuou sendo abastecido – conforme comprovantes de abastecimento assinados pelo ex-diretor da Secretaria de Serviços Urbanos e atual vereador do município”, afirma o proponente. Sua denúncia apresenta uma Nota Fiscal, assinada por Silas, com data de 6 abril de 2016.

CPI É EXTINTA

Para abrir a CPI, Maurício obteve a assinatura dos vereadores Maurício da Costa (MDB), Isac Hamilton da Costa (PL) e Maria Juraci Alexandrino (MDB). Na quinta-feira, 12, Isac apresentou um pedido ao presidente da Câmara pedindo a retirada de seu nome da investigação, alegando que o proponente, até o dia 9, não apresentou qualquer documento plausível que de confiabilidade à denúncia. “Não foi apresentado nenhum documento pelo vereador Maurício”, assinou.

Ela reforça que, do contrário, “o vereador Silas apresentou provas contundentes de que enquanto as notas fiscais eram emitidas, o automóvel estava a serviço da Secretaria de Obras”, alegou Isac. “Desta forma, entendo que os fundamentos e as razões para a propositura e a constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito perdeu seu objeto”, completou. Com seu pedido de retirada, a CPI perdeu o número necessário de assinaturas para ser instaurada. "A verdade foi restabelecida", encerrou Silas.

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