Balneário Piçarras fará campanha de vacinação contra a Febre Amarela em duas etapas

28 Setembro 2018 08:44:24

“Vamos seguir a determinação da Secretaria Estadual. No mês de outubro, vamos visitar todos os moradores da zona rural"

vacina1 - Rodrigo Nunes- MS.jpg
Foto: Rodrigo Nunes
Em novembro, a dose estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde

A Vigilância Epidemiológica de Balneário Piçarras confirmou o início do trabalho de intensificação contra a febre amarela no município. Ele será realizado em duas etapas: no mês de outubro com os moradores da zona rural e no mês de novembro com os moradores da área urbana.

“Vamos seguir a determinação da Secretaria Estadual. No mês de outubro, vamos visitar todos os moradores da zona rural. Cerca de 1.587 pessoas devem ser vacinadas”, adiantou a enfermeira da Vigilância, Alessandra Reckziegel. O público-alvo da vacinação é composto por pessoas a partir dos 9 meses de idade até 59 anos.

Em novembro, a dose estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde para os moradores residentes no eixo urbano. “É claro, que se algum morador for viajar para uma área com risco da doença, a vacina será aplicada em qualquer período”, ressaltou a enfermeira da Secretaria.

O reforço estadual na vacinação é uma determinação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. “É uma dose única. Quem já foi vacinado alguma vez na vida, não precisa mais tomar agora. Não há necessidade de reforço”, acrescentou Alessandra.  A vacinação não é obrigatória, mas recomendada.

CONTRA-INDICAÇÕES

A vacina não deve ser tomada por: crianças menores de 9 meses de idade, mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade, pessoas com alergia grave ao ovo, que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350, em tratamento de quimioterapia/radioterapia, portadoras de doenças autoimunes e submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a resposta imunológica).

A DOENÇA

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por vírus amarílico ou vírus da febre amarela. Pode ser de curta duração ou evoluir de forma grave, podendo levar à morte. Transmitida pela picada de fêmeas de mosquitos infectados com o vírus, a doença não possui tratamento específico, sendo apenas sintomática, com cuidadosa assistência ao paciente em ambiente hospitalar. A vacina é a única forma de prevenção e está disponível gratuitamente na rede pública de todo o país.

Qualquer pessoa que não tenha sido vacinada e que resida em áreas onde há a transmissão da doença ou visite-as pode contrair a febre amarela. A doença não é contagiosa, sendo adquirida apenas pela picada do mosquito infectado com o vírus.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo (de modo geral), náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada na pele ou na parte branca dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência múltipla de órgãos.

Ao identificar alguns dos sintomas, a pessoa deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar: sobre qualquer viagem para as áreas de risco realizada nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas; se observou mortandade de macacos, ou tomou conhecimento disso, próximo aos lugares onde esteve; e se já tomou a vacina contra a febre amarela, além da data.

Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar o seu histórico. Caso não seja possível, indica-se que pessoas a partir dos 5 anos de idade que nunca tenham sido vacinadas ou estejam sem o comprovante de vacinação sejam imunizadas contra a febre amarela.

(BOX)

A vacina não deve ser tomada por pessoas que se encontram nas situações abaixo:

- crianças menores de 9 meses de idade;

- mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;

- com alergia grave ao ovo;

- que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;

- em tratamento de quimioterapia/radioterapia;

- portadoras de doenças autoimunes;

- submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a resposta imunológica).

Para os casos abaixo, é necessário que a pessoa seja avaliada por um profissional antes de tomar a vacina, sendo preciso medir os riscos e benefícios da vacinação:

- pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;

- indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou a terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);

- pacientes em uso de medicações antimetabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe;

- transplantados;

- pacientes com doença oncológica em quimioterapia;

- indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;

- indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;

- pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma);

- indivíduos com idade acima de 60 anos;

- crianças menores;

- crianças que tiverem alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso podem tomar as vacinas junto com a da febre amarela, com exceção da tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) e da tetra viral (que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Para a criança que não recebeu a vacina contra a febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral e for atualizar sua vacinação, orienta-se um intervalo de 30 dias entre as vacinas.

 

Imagens






14322344777940.png

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina