Promotoria quer que Estado e Município iniciem criação do CAPS em Penha

Luis Felipe de Oliveira Czesnat recorreu de decisão judicial que extinguiu seu pedido pela criação do CAPS em Penha, na qual o juiz alega que a competência da cobrança recai ao Governo Federal

FELIPE BIEGING, JORNALISTA
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Foto: Felipe Bieging
Para ele, a iniciativa deve partir do Governo Municipal

A 2ª Promotoria de Justiça de Balneário Piçarras recorreu da sentença do magistrado da Comarca, Luiz Carlos Vailatti Junior, em que extinguiu ação civil pública contra o Governo do Estado e Prefeitura de Penha para a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no município.  O magistrado considerou que a atribuição de implantação do CAPS deve ser do Governo Federal e que por isso a cobrança deve partir do Ministério Público Federal.

“As situações em epígrafe, analisada a causa de pedir, colocam o ente público federal como parte da ação, situação que deslocaria a competência para processar e julgar a lide à Justiça Federal e retiraria do Ministério Público Estadual a legitimidade para propor a ação em exame”, decidiu o juiz, fazendo alusão à Portaria 245/2005 do Ministério da Saúde, em que cita os procedimentos específicos na via administrativa para fins de solicitação à União, pelos Municípios.

O promotor do MPSC, Luis Felipe de Oliveira Czesnat, observa diferente. Para ele, a iniciativa deve partir do Governo Municipal para que, futuramente, receba aportes financeiros do Estado e da esfera Federal. Por conta disso, ele recorreu no último dia 7, sendo que a decisão do magistrado havia sido proferida em 3 de setembro. O pedido do promotor é para que a cidade inicie os procedimentos para implantar o CAPS nível 1 – o mais simples numa escala que vai até 5.

Com o CAPS nível 1, há incentivo financeiro federal de até R$ 20 mil para o município. O CAPS é um programa do Ministério da Saúde, que faz parte da Rede de Atenção da Saúde Mental, possui caráter aberto e comunitário, realizando atendimento a indivíduos com transtornos mentais graves e persistentes, a pessoas com sofrimento e/ou transtornos mentais em geral sem excluir aqueles decorrentes do uso de álcool e/ou outras drogas.

Segundo a ação do MPSC, hoje em Penha os profissionais integrantes do programa estratégia saúde da família acompanham, em média, 300 casos. Outros 140 casos são acompanhados por mês por médico psiquiatra e psicólogos, sendo que 300 novos casos aguardam atendimento em fila de espera.

Procurada, a Prefeitura de Penha disse, em nota, que “governo municipal pretende fazer o CAPS, mesmo que seja apenas com recursos próprios. Essa é uma das prioridades da saúde para 2020, pois está no plano de governo do prefeito, e mesmo sem esse apoio que esperávamos do governo federal, o município tomará para si e fará a instalação desse serviço pioneiro no nosso município”.





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