Secretaria de Saúde alerta para elevação de casos de Impetigo nas creches e escolas

“Estamos com um alto número de casos de impetigo, que é uma doença altamente contagiosa. Por isso, estamos fazendo essa recomendação, que também tem como base não perder o controle da situação”,

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Foto: Internet
"O período de incubação varia de quatro a dez dias, fase em que o paciente pode transmitir a doença. Por isso, pedidos o afastamento da escola durante o período de tratamento, visto o fácil contágio”

O Setor de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Balneário Piçarras faz um alerta para o alto número de casos de Impetigo registrados na Rede Municipal de Ensino, principalmente nos Centros de Educação Infantil (CEI’s). A recomendação é para os pais levem seus filhos imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS), em caso de surgimento de alguma infecção na pele, e também deixem de encaminhá-los para escola durante o tratamento.

“Estamos com um alto número de casos de impetigo, que é uma doença altamente contagiosa. Por isso, estamos fazendo essa recomendação, que também tem como base não perder o controle da situação”, solicitou a enfermeira da Atenção Básica, Ivia Rodrigues.  Ela ressalta, contudo, que a situação não é considera um surto. “Mas precisamos de estratégia para prevenir novos casos”, completou. O número exato de casos não foi informado pela Secretaria.

A Secretária de Saúde, Bruna Emanuela Machado, reforça que o contágio pode ocorrer através do contato direto com as feridas ou com gotículas da secreção nasal das pessoas infectadas ou, ainda, por objetos contaminados (roupas pessoais, de cama, de banho, brinquedos, etc.). “O período de incubação varia de quatro a dez dias, fase em que o paciente pode transmitir a doença. Por isso, pedidos o afastamento da escola durante o período de tratamento, visto o fácil contágio”, solicitou.

Impetigo é uma infecção cutânea, altamente contagiosa, causada por dois diferentes germes: o Staphylococcus aureus, uma bactéria gram-positiva, com o formato aproximado de um cacho de uva, que pode formar colônias na pele e nas narinas de pessoas saudáveis, e o Streptococcus pyogenes (estreptococos beta-hemolíticos do grupo A) que habita normalmente nossa pele, boca e trato respiratório superior.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os sintomas são: “a pele fica danificada e se formam crostas, chamadas milicérias, por ter coloração parecida com à do mel. Por vezes, pode formar bolhas que se rompem, quando, então, se torna o impetigo bolhoso. Não há sintomas locais, mas a lesão vai se disseminando para áreas contíguas”.






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