Neste mês, o Hospital de Gaspar completou dois anos de sua reabertura. No dia 4 de janeiro de 2010, a casa de saúde abriu as portas e voltou a atender a comunidade, depois de quase três anos fechado. Entretanto, faltam motivos para comemorar a data, já que, desde que reabriu, o hospital continua operando no vermelho. São mais de quatro milhões de dívidas acumuladas e um déficit mensal de R$150 mil.
Agora, a situação é ainda mais grave pois o hospital está sem a Certidão Negativa de Débitos, referente à quitação de tributos do INSS e de repasse do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários. Sem o documento, o repasse anunciado em dezembro do ano passado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, de duas parcelas de R$500 mil, foram bloqueados. Além disso, pela mesma razão, a Prefeitura de Gaspar cortou o repasse mensal de R$175 mil à casa de saúde.
Agora, a administração do hospital tenta reverte a situação. O presidente do Conselho Administrativo do Hospital, Celso de Oliveira, explica que as dívidas estão sendo negociadas. “Na semana passada fomos até Florianópolis e conseguimos parcelar com a Caixa Econômica Federal o pagamento do FGTS. Agora estamos tentando fazer o mesmo com o INSS”, afirma. Para isso, Celso explica que o parcelamento do INSS foi solicitado à Receita Federal em Blumenau. “Estamos aguardando a resposta da Receita”, diz.
A falta de recursos também prejudicou a folha de pagamento dos funcionários, que ainda não receberam nenhuma parcela do 13º, que deveria ter sido pago até dezembro do ano passado. Além disso, uma parte dos funcionários está com o salário atrasado desde novembro. “Estamos fazendo o possível e o impossível para continuar atendendo a população. Não quero nem pensar na possibilidade do hospita fechar suas portas novamente”, afirma Celso.
O presidente da Associação Empresarial de Gaspar (ACIG), Rogério Alves de Andrade, acredita que o hospital tenha chego nesse ponto devido a uma série de erros, entretanto, segundo ele, o principal motivo da atual situação da casa de saúde é que ela não foi reaberta no momento adequado. “O Hospital de Gaspar foi reaberto sem condições financeiras e administrativas e isso prejudicou o atendimento, fazendo com que a população perdesse a confiança no hospital”, disse. Mas, segundo Rogério, é possível reaver esta situação. “A ACIG continuará apoiando e lutando pelo Hospital de Gaspar para que ele não feche suas portas novamente. A comunidade não pode ficar sem atendimento”, disse.
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