Moradores do complexo do Baú, em Ilhota, organizaram na manhã de terça-feira (24) um protesto pacífico contra a interdição total da estrada geral do Baú Central. Utilizando caminhões e cartazes, populares interromperam o trânsito. A polícia acompanhou toda a manifestação.
A prefeitura irá fechar a estrada para que a obra de pavimentação seja finalizada. As melhorias, que iniciaram em janeiro do ano passado, fazem parte do PAC Drenagem e estão sendo executadas com recursos do governo federal. De acordo com a administração municipal, a estrada ficará interditada por 20 dias se o clima colaborar. Até lá, os motoristas que precisarem entrar ou sair do complexo terão que passar por caminhos alternativos, como pelo bairro Belchior, em Gaspar, ou por Laranjeiras, em Luis Alves. A comunidade exige que a estrada fique em meia pista.
A maior queixa é com relação à distância que será percorrida. “Para passar pelos desvios teremos que percorrer 50 Km a mais. Além disso, no sábado (21), fui verificar o caminho alternativo, pelo Belchior, e não há condições dos caminhões pesados trafegarem por lá. A estrada, além de ser muito estreita, não vai suportar o peso destes veículos”, disse José Zimmermann, proprietário de uma madeireira no Baú e que participou do protesto.
A preocupação de José é compartilhada pelo caminhoneiro Gilson Reinert, que reside na localidade do Braço do Baú. “Faço duas viagens por dia e se tiver que passar pelo desvio não sei como vai ser. Pela estrada do Belchior não há como passar com o caminhão”, indigna-se.
Rodrigo José Gonçalves, que também participou do protesto, entende que a medida trará prejuízos incalculáveis para a sua família, que é proprietária do Parque Aquático Duas Quedas, localizado no Baú Central. “Estamos na alta temporada e se a estrada ficar interditada por 20 dias, certamente teremos uma queda significativa no número de visitantes. No domingo (22), recebemos a visita de uma família que gostou muito do parque, mas disse que não voltará mais se tiver que passar pelo desvio”, lamenta Gonçalves.
Para os moradores, a melhor solução seria deixar o trânsito em meia pista durante as obras. “Eu dependo da estrada para trabalhar, assim como tantos outros moradores. São cerca de três mil pessoas que ficarão prejudicadas com esta medida”, desabafa Rosa Maria Richartz, proprietária de uma piscicultura. O vereador Roberto Prebianca (PP) esteve no local e apoiou os moradores. “Os desvios são muito longe e a prefeitura tem que atender à reivindicação de deixar o trânsito em meia pista em respeito à comunidade”, disse.
Durante o protesto, o secretário de Obras de Ilhota, Ivanor Januário, o Noli, foi até o local conversar com os moradores e com representantes da empresa que irá executar a obra. Os dois lados chegaram a um acordo. Ficou decidido que será feito um desvio na estrada para carros com até 4 toneladas.
Já a questão dos veículos pesados será decidida na manhã de hoje (25) pelo prefeito. “A proposta da empresa é liberar o trânsito de caminhões em dias alternados”, revelou Januário.
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