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07 de Julho de 2010 - 21:18
Goleiro do Flamengo e seu secretário particular dão depoimento à polícia
O goleiro do Flamengo Bruno Souza e o seu secretário particular Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, já estão presos suspeitos de participação no desaparecimento de Eliza Samudio. Eles se apresentaram à polícia do Rio de Janeiro no final da tarde desta quarta-feira, acompanhados de seus advogados. Um tumulto se formou em frente à delegacia e muitas pessoas gritavam “assassinos”. O exame também confirmou que o sangue encontrado no carro de Bruno, usado por Macarrão, é mesmo de Eliza.
Por volta das 21h, Bruno e Macarrão iniciaram seu depoimento que deve entrar madrugada adentro. Enquanto isto acontecia, a polícia de Minas Gerais encerrava as buscas ao corpo Eliza que, segundo depoimento de um menor apreendido na terça-feira (6), na casa de Bruno, no Rio de Janeiro, teria sido enterrado na casa de um ex-PM no bairro Santa Clara, localidade de Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte. Em seu depoimento, revelado há pouco pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, o menor teria contado que Eliza foi morta, por asfixia, em um sítio. O autor do assassinato teria sido um homem conhecido por Neném. O menor disse ainda que o corpo de Eliza foi esquartejado e atirado em um canil onde havia vários cães da raça rotweiller. Os ossos teriam sido enterrados no pátio da casa em Vespasiano.
Bruno é o pai do filho de Eliza, encontrado pela polícia no final de semana passada na casa de uma família no Rio de Janeiro. Eliza buscava o reconhecimento de paternidade, o que era negado pelo goleiro do Flamengo. Há quase um mês, Macarrão e o menor teriam trazido Eliza para o sítio de Bruno, Contagem (MG). No caminho, o menor a teria agredido com um revólver que seria de Macarrão. Eliza teria desmaiado. No sítio, ela e o filho permaneceram em cárcere privado por duas semanas. Bruno teria estado no sítio neste período. Foi lá que se decidiu o destino da jovem. Levada para a casa de Neném, ela foi morta. A diretoria do Flamengo emitiu nota oficial onde informa que uma comissão jurídica do clube irá avaliar o “caso Bruno”.
Veja os principais pontos do depoimento do menor que incrimina Bruno e Macarrão
> O Macarrão já tinha planejado tudo e mandou que me escondesse no porta-malas do carro;
> Fui convidado por Macarrão a levar Eliza ao sítio do Bruno em Minas Gerais;
> Dentro do carro, apontei a arma para ela, e disse: “perdeu Eliza”. Ela conseguiu pegar a arma e atirou contra mim, mas a arma estava sem munição.Conseguiu recuperar a arma e dei três coronhadas na cabeça dela;
> No sítio, ela foi obrigada a dizer para uma amiga que estava bem e foi ameaçada de morte caso não dissesse o combinado;
> No dia seguinte, Bruno chegou de táxi e disse para Macarrão e Sérgio, um outro amigo de Bruno, para resolverem o problema que não queria problemas para o lado dele e que ele, Bruno, não saberia de nada.
> O Bruno ficou no sítio por duas horas e depois chamou um táxi para levá-lo até o aeroporto, pois queria voltar para o Rio no mesmo dia. Fomos, eu, Eliza e o Macarrão, para um local que se parecia com um sítio. Fomos recebidos por um homem alto, negro, chamado Neném.
> Neném pegou Eliza, amarrou ela pelos braços e a sufocou. Ele pediu que todos deixassem o local. Sérgio carregava o filho de Eliza. Logo depois, o Neném passou carregando um saco e seguiu em direção a um canil, onde havia quatro rotweillers. Vi o momento em que ele retirou a mão de Eliza e arremessou para os cães.
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